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Como a Cannabis pode ajudar na prática de esportes?

Qualidade de sono, ansiedade e recuperação muscular são alguns dos benefícios da Cannabis medicinal em atletas profissionais e amadores

É papel de qualquer atleta desafiar os próprios limites. Seja um profissional, pronto para dar início à busca por uma medalha olímpica, ou amador, sempre em busca por melhorar o desempenho e chegar cada vez mais longe.

Tanto desafio, e esforço, porém, cobra o seu preço. Geralmente na forma de dor, companheira inseparável de quem busca tirar o máximo do próprio corpo nos esportes.

Com dor, o atleta dorme mal. O corpo não descansa e deixa de cumprir uma etapa importante na recuperação muscular.

No próximo treinamento, o desempenho piora e, preocupado com os próprios limites, vem a ansiedade. O sono piora, em um ciclo vicioso que vai impactar lá na frente, quando chegar a competição.

Para lidar com a dor, a saída é apelar para anti-inflamatórios. Esses medicamentos, como ibuprofeno, cumprem o que prometem e acabam com a inflamação, mas isso não é necessariamente bom.

“Quando o atleta exige da musculatura, causa uma inflamação. A gente não quer tirar essa inflamação totalmente, porque faz parte do desenvolvimento e recuperação muscular”, afirma o médico Wellington Briques, especialista em medicina integrativa.

“Quem trata atletas de alta performance, precisa tomar esse cuidado. A gente não receita anti-inflamatório para os atletas. Eles tomam, mas a gente não dá.”

Nesses casos, o ideal é a utilização de medicamentos que controlem a dor, reduzam a presença de edemas e regulem o processo inflamatório, mas sem interrompê-lo completamente.

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O médico é uma das maiores referências do uso da Cannabis para fins medicinais e estará pela primeira vez em uma live exclusiva para falar e tirar as dúvidas dos participantes do uso da Cannabis para recuperação física, bem-estar e longevidade.

Os benefícios da Cannabis em atletas

“O CBD potencializa a parte boa da inflamação, na parte da regeneração muscular, de conseguir ter esse processo cicatricial, mas bloqueia as partes ruins.

Que é dor, o edema”, explica a especialista em medicina esportiva, Jéssica Durand. “Atualmente não existe, eu nunca vi, algo que atue como CBD e que não seja doping.”

Essa possibilidade é muito recente, no entanto. Em 2018, a Agência Mundial Antidoping (WADA) retirou o canabidiol (CBD) da lista de substâncias proibidas. Afinal, não é só na hora da dor que esse canabinoide pode ajudar os atletas profissionais.

Ajuda no controle de ansiedade, tanto pré-competição, quanto no dia a dia. Melhora os processos inflamatórios, o sistema imune, a qualidade do sono”, conta Durand. “Isso acaba impulsionando a recuperação muscular e performance esportiva desses atletas.”

Dr. Briques prescreve composições diferentes de Cannabis medicinal dependendo do tipo de atleta. “O atleta profissional, de alta performance, é difícil não ter dor, você exige do seu corpo além do limite.

Qualquer substância, como o CBD, que consiga atenuar a dor, reduzir a inflamação, melhorar a ansiedade, tem seu papel. Inclusive de diminuir a necessidade de opioide.”

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CBD isolado

“Para os profissionais, a gente busca um produto que seja isolado. A grande parte dos atletas preferem não correr o risco e usam apenas o CBD”, continuou. “O THC tem papel mas o risco é alto.”

O problema, como sempre, é a proibição. Somente o CBD deixou a lista de canabinoides proibidos. Atletas que testam positivo para o THC ainda estão sujeitos a punições, suspensos de suas atividades por, pelo menos, um mês.

“O atleta amador, que não vai competir a nível profissional, se beneficia do canabidiol, mas também pode se beneficiar do THC e de outras substâncias da Cannabis, como o CBG (cannabigerol), que tem ação anti-inflamatória e analgésica importante, sem ter efeitos psicoativos euforizantes como o THC.”

O objetivo é que todos os canabinoides sejam retirados da lista de substâncias proibidas da WADA, defende Durand. “A gente está criando um movimento global para tentar tirar também o THC dessa lista”, afirma.

“Costumam olhar o THC como vilão, mas não é. Todos os fitocanabinoides, a parte ativa da planta da Cannabis, tem benefícios medicinais muito importantes.”

Ela explica que o uso de THC, no entanto, não é para todos, e deve ser evitado, por exemplo, em pessoas com predisposição à psicose.

“Mas tem propriedades medicinais analgésicas muito importantes. Aumenta o apetite, que para alguns atletas é interessante. Também tem propriedade anti-inflamatória muito boa.”

A liberação do THC seria benéfico para a maioria dos atletas. “É um passo importante que a gente precisa dar.

Temos que parar de banalizar os componentes da Cannabis e tentar entender que eles em conjunto tem propriedades medicinais e são capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas.”

Cannabis para o bem-estar

Não é só quem sente dores ou qualquer patologia que se interessa pelos benefícios da Cannabis. Algo que proporciona qualidade de sono, modula o apetite, controla ansiedade e melhora o humor, tudo ao mesmo tempo – quando se encontra a dosagem certa -, sem grandes efeitos colaterais, quem não quer?

No entanto, dr. Briques faz questão de conter esse entusiasmo. “Hoje em dia, ainda não dá para prescrever ou indicar qualquer substância da Cannabis como um medicamento de wellness ou qualquer coisa do tipo”, afirma. “Está caminhando para isso, mas não temos evidência forte ainda.”

“A gente precisa ter mais dados e evidências científicas.

É muito difícil dizer que vai tomar Cannabis e vai se sentir bem de qualquer coisa. Não é assim”, conclui.

“A gente sabe que o CBD tem evidências de melhorar neuroplasticidade, cognição. São evidências, mas precisa de estudo clínico para poder afirmar esse tipo de coisa.”

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Felipe Floresti

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