Você sabia que existem diferentes tipos de maconha? Eles comprovam a versatilidade da Cannabis e ampliam suas aplicações medicinais.
A Cannabis é uma planta complexa, com variações botânicas, químicas e funcionais que explicam por que seus usos medicinais têm se expandido de forma tão acelerada nos últimos anos.
A busca por alternativas terapêuticas, aliada ao avanço da pesquisa científica e à evolução da regulamentação, tem colocado a Cannabis no centro das discussões sobre inovação em saúde.
Com isso, cresce também a responsabilidade de entender o que, de fato, está sendo utilizado em medicamentos, óleos, pomadas e outros produtos derivados da planta.
Portanto, neste conteúdo, vamos nos aprofundar no que se sabe sobre essa incrível planta e suas diferentes subespécies:
- Que tipo de planta é a Cannabis?
- Tipos de Cannabis (subespécies)
- Tipos de uso da Cannabis
- Cannabis Híbridas
- O que são CBD e THC?
- Regulamentação da Cannabis no Brasil e no mundo
Que tipo de planta é a Cannabis?

A Cannabis é uma planta do grupo das angiospermas, ou seja, produz flores e sementes. Botanicamente, pertence ao gênero Cannabis, da família Cannabaceae, a mesma do lúpulo.
Dentro do universo dos tipos de maconha, compreender a natureza da planta é o primeiro passo para entender suas diferenças, efeitos e aplicações.
Trata-se de uma espécie herbácea anual, de crescimento rápido, que completa seu ciclo em poucos meses quando cultivada em condições adequadas de luz, temperatura e solo.
A planta é dióica na maioria dos casos, o que significa que existem indivíduos masculinos e femininos.
As flores femininas são as mais valorizadas porque concentram os tricomas, estruturas microscópicas responsáveis pela produção de canabinoides e terpenos, compostos que determinam aroma, sabor e efeitos.
Já as plantas masculinas produzem pólen e são usadas principalmente em processos de reprodução e melhoramento genético.
Na prática, grande parte das variedades disponíveis hoje são híbridas, resultado de cruzamentos entre diferentes linhagens ao longo de décadas de seleção.
Esse processo permitiu desenvolver plantas com perfis específicos de canabinoides, como THC e CBD em diferentes concentrações.
Origens históricas dos principais tipos de maconha

O “berço” da Cannabis é o continente asiático.
Acredita-se que ela venha sendo utilizada há 10 mil anos, desde que passou a ser cultivada na imensa região situada entre China, Mongólia e o sudeste da Sibéria.
Ou seja, ela nos acompanha desde a Revolução Neolítica, quando o homem deixou o modo de vida nômade para se tornar sedentário e agrícola.
Por volta de 2.700 a.C., o livro chinês Pen-Tsao, considerado o mais completo da história da medicina tradicional chinesa, descreveu o uso da Cannabis como uma planta medicinal, apontada como eficaz no tratamento de dores articulares, gota e malária.
De qualquer forma, o Canabidiol, uma das principais substâncias extraídas da planta e usadas na Medicina moderna, só viria a ser isolado em 1963 pelo químico búlgaro Raphael Mechoulam.
Esse marco é considerado um divisor de águas e, depois dele, uma nova era de estudos sobre a Cannabis teve início.
Foi a partir dali, inclusive, que a ciência identificaria o sistema endocanabinoide, responsável por regular diversas funções – entre elas, o sistema reprodutivo.
Tipos de Cannabis (subespécies)
Hoje, as pesquisa sobre a Cannabis estão concentrados em três subespécies da planta: Cannabis sativa, Cannabis indica e Cannabis ruderalis.
Todas elas possuem o mesmo centro de origem, mas se adaptaram a diferentes regiões do mundo.
Apesar das descobertas feitas por taxonomistas de diferentes períodos históricos, há quem considere que só exista a espécie Cannabis sativa.
É o que explica Rolim, pesquisador da planta e proprietário de uma consultoria agronômica para indústrias de cânhamo industrial e Cannabis medicinal.
“Através do sequenciamento genético nuclear, hoje sabemos que indica e ruderalis são subespécies da sativa. Elas possuem um mesmo centro de origem, mas que se adaptaram a diferentes regiões do mundo”, afirma ele.
Conheça, então, as características da Cannabis sativa e suas subespécies:
Cannabis sativa
Dentro dos tipos de maconha, a Cannabis sativa é uma das variedades mais conhecidas e estudadas.
Sua origem está associada a regiões de clima quente e seco, com longos períodos de luz solar, como partes da África, América Central, Sudeste Asiático e áreas do oeste da Ásia.
A sativa apresenta porte alto, estrutura alongada e folhas finas. Seu ciclo de floração é mais longo quando comparado a outras variedades, o que exige maior planejamento no cultivo.
Entre os tipos de maconha, a sativa é associada a efeitos mais estimulantes. O perfil com maior presença de THC pode favorecer a sensação de alerta, foco e disposição.
No campo terapêutico, variedades com esse perfil são estudadas e utilizadas em protocolos relacionados à dor crônica, sintomas de ansiedade e alguns quadros neurológicos, sempre com orientação profissional e formulações padronizadas.
Cannabis indica
A Cannabis indica é outro dos principais tipos de Cannabis. Sua origem está ligada a regiões montanhosas do Afeganistão, Paquistão, Índia e Turquia, especialmente na cadeia Hindu Kush.
O ambiente mais frio e seco influenciou o desenvolvimento de uma planta mais resistente e compacta.
Diferente da sativa, a indica apresenta estrutura baixa, crescimento mais denso e folhas largas.
Seu ciclo de floração é mais rápido, característica que a tornou popular em programas de cultivo e melhoramento genético.
A indica é tradicionalmente associada a efeitos relaxantes dentre os tipos de maconha. O perfil com maior presença de Canabidiol contribui para aplicações terapêuticas voltadas ao controle da insônia, tensão muscular, dores crônicas e cefaleias.
Cannabis ruderalis
A Cannabis ruderalis completa a classificação tradicional dos tipos de maconha, embora seja menos conhecida e menos utilizada isoladamente.
Essa variedade é encontrada em regiões de clima extremo, como Europa Oriental, Sibéria, Rússia e áreas do Himalaia. Sua adaptação a ambientes hostis resultou em características específicas de crescimento.
A ruderalis é uma planta de porte pequeno e apresenta uma particularidade importante: a floração automática.
Diferente das outras variedades, ela não depende do ciclo de luz para florescer, característica que a tornou valiosa em cruzamentos genéticos para o desenvolvimento de híbridos mais estáveis.
Seu principal valor está no melhoramento genético, contribuindo para variedades híbridas com ciclos mais curtos e maior adaptação a diferentes condições de cultivo.
Diferenças entre indica e sativa

Considerando as diversas possibilidades medicinais da espécie e subespécies de Cannabis, é natural que se questione sobre as diferenças entre os dois tipos mais populares, a sativa e a indica.
A primeira diz respeito à própria anatomia de cada planta, ainda que elas sejam bastante parecidas.
No caso, uma das diferenças mais notáveis entre uma e outra é o padrão das folhas da sativa, com ramos mais finos e espaçados.
O agrônomo Lorenzo Rolim destaca ainda que, apesar das características diferentes das subespécies, não há estudos suficientes que comprovem que cada tipo seja bom para um ou outro sintoma.
“Não temos como dizer que a indica serve para náuseas e que a sativa não funciona. De modo geral, existem usos medicinais, mas não há como afirmar qual espécie trata diretamente determinado sintoma”, diz.
Cânhamo Industrial
Lorenzo Rolim também tem pesquisado, nos últimos anos, o cânhamo, uma variedade da Cannabis, com diversos usos industriais.
“O Brasil está deixando de fora algo com muito potencial financeiro para o país, por falta de vontade política”, pondera.
O cânhamo pode ser utilizado na fabricação de papel, cordas, óleos, alimento animal, resina, combustíveis, entre outros.
Tipos de uso da Cannabis

O uso dos tipos de maconha, tanto no campo recreativo quanto no medicinal, só não é maior por desconhecimento ou preconceito. Além disso, a Cannabis serve como matéria-prima para a fabricação de uma extensa gama de produtos e insumos.
Na sequência, vamos trazer mais detalhes sobre os usos medicinal e comercial da Cannabis.
Uso medicinal
Amplamente documentado, o uso medicinal da Cannabis vem se mostrando eficiente no tratamento complementar de uma série de condições de saúde.
A escolha da variedade e da formulação depende principalmente do perfil de canabinoides, especialmente das concentrações de THC e CBD, que determinam os efeitos e as indicações clínicas.
Os derivados da planta podem ser administrados por diferentes vias, sempre sob prescrição e acompanhamento profissional. As formas mais utilizadas incluem:
- Cápsulas com Canabidiol (CBD) ou formulações combinadas;
- Óleos e tinturas de CBD ou THC em concentrações controladas;
- Produtos tópicos, como cremes e pomadas para uso local;
- Supositórios em situações específicas;
- Sistemas de vaporização com extratos padronizados.
Essas apresentações permitem ajustar dose, absorção e duração do efeito conforme a necessidade terapêutica.
Entre as condições que vêm sendo abordadas com derivados da maconha, destacam-se ansiedade, dor crônica, epilepsia refratária, sintomas associados ao câncer, TEA, doenças reumáticas, endometriose e distúrbios do sono.
Uso comercial dos tipos de maconha
Além da aplicação terapêutica, os tipos de maconha também têm sido explorados em diferentes segmentos comerciais, com destaque para a indústria cosmética e de cuidados pessoais.
Nesse contexto, o interesse se concentra principalmente em extratos ricos em Canabidiol ou em derivados do cânhamo com baixo teor de THC, utilizados por suas propriedades funcionais para a pele e os cabelos.
A planta serve como base para a produção de uma ampla variedade de produtos, entre eles:
- Óleos corporais e faciais com ação hidratante;
- Cremes e loções para manutenção da barreira cutânea;
- Shampoos e condicionadores voltados para equilíbrio do couro cabeludo;
- Sabonetes e produtos de limpeza suave;
- Fórmulas específicas para controle de oleosidade e acne.
Os compostos presentes em alguns tipos de maconha apresentam potencial anti-inflamatório e antioxidante, características que explicam o crescimento da demanda nesse setor.
A indústria de beleza também investe em formulações voltadas para peles sensíveis, irritações leves e cuidados capilares voltados à hidratação e ao fortalecimento dos fios.
Cannabis híbridas

Tendo em vista que cada tipo de planta apresenta concentrações distintas de substâncias ativas, foi desenvolvido o cultivo da Cannabis híbrida.
Assim, uma planta passa a portar o melhor que cada subespécie tem a oferecer, principalmente considerando aspectos como rendimento e tempo de floração.
As híbridas misturam características das Cannabis sativa e indica e são hoje as plantas preferidas por boa parte dos que se dedicam ao seu cultivo.
Afinal, uma híbrida pode crescer tão rápido quanto uma Cannabis indica e ter alto rendimento como uma sativa.
Dependendo da genética escolhida para cultivo, podem servir como fonte de substâncias para ajudar no tratamento de uma ampla gama de condições de saúde.
Cannabis macho
Ao analisar os diferentes tipos de maconha, não basta considerar apenas a variedade genética. O gênero da planta também influencia diretamente sua função, seu valor no cultivo e sua finalidade.
A Cannabis é, em grande parte dos casos, uma espécie dióica, o que significa que existem indivíduos masculinos e femininos separados.
Quando inicia a fase de floração, a Cannabis macho pode ser identificada pela presença de pequenas estruturas arredondadas que se formam próximas aos nós do caule e das ramificações.
Essas estruturas são sacos de pólen, responsáveis pela reprodução da planta. Quando amadurecem, liberam pólen no ambiente, fertilizando plantas femininas próximas.
Nos sistemas de cultivo voltados para a produção de flores ricas em canabinoides, os machos costumam ser removidos precocemente.
Isso acontece porque a polinização leva a fêmea a produzir sementes, reduzindo a formação de flores densas e a concentração de resina.
Por outro lado, nos programas de melhoramento genético e produção de sementes, os machos são essenciais para o desenvolvimento de novos tipos de maconha com características específicas.
Cannabis fêmea
Entre os tipos de maconha, as plantas fêmeas são as mais valorizadas para fins medicinais, científicos e comerciais.
Diferentemente dos machos, elas não formam sacos de pólen. Em vez disso, desenvolvem pistilos, pequenas estruturas em forma de fios que surgem nos mesmos pontos onde os machos apresentariam as esferas.
Esses pistilos fazem parte das flores femininas, que, quando não são polinizadas, continuam a se desenvolver e a concentrar tricomas.
Os tricomas são estruturas microscópicas que produzem os principais compostos da planta, como THC, CBD e os terpenos responsáveis pelo aroma e pelo perfil químico.
Grande parte dos extratos e formulações derivados dos tipos de maconha utilizados em contextos terapêuticos tem origem em flores femininas não polinizadas, justamente por apresentarem maior concentração e estabilidade de canabinoides.
Cannabis hermafrodita
Dentro da classificação dos tipos de maconha, a Cannabis hermafrodita representa uma condição menos comum. Nesse caso, a planta desenvolve simultaneamente estruturas masculinas e femininas, produzindo tanto pistilos quanto sacos de pólen.
Esse fenômeno pode ocorrer por predisposição genética ou como resposta a estresse ambiental, como variações bruscas de luz, temperatura ou manejo inadequado.
A presença de estruturas masculinas permite a autopolinização, o que pode comprometer a qualidade das flores ao estimular a formação de sementes.
Na prática, plantas hermafroditas costumam ser removidas em cultivos voltados para a produção de flores ou extratos, pois podem polinizar outras plantas e reduzir o rendimento geral.
Por esse motivo, dentro dos sistemas de produção e seleção genética dos diferentes tipos de maconha, o hermafroditismo é tratado como uma característica indesejada na maioria dos contextos.
O que são CBD e THC?

Ao estudar os diferentes tipos de maconha, dois compostos aparecem com frequência: CBD e THC.
Ambos pertencem ao grupo dos canabinoides, substâncias naturais que interagem com o sistema endocanabinoide humano, uma rede de receptores envolvida na regulação de funções como humor, dor, sono, apetite e resposta inflamatória.
A proporção entre esses compostos é um dos fatores que mais diferenciam os perfis químicos e os efeitos observados entre variedades.
CBD
O CBD, sigla para Canabidiol, é um dos canabinoides mais estudados atualmente. Ele não possui efeito psicoativo, ou seja, não altera a percepção ou o estado de consciência.
Nos tipos de maconha com predominância de CBD, o interesse está ligado ao seu potencial terapêutico e à boa tolerabilidade em diferentes faixas de dose.
Formulações à base de Canabidiol vêm sendo utilizadas em contextos médicos específicos, especialmente em condições neurológicas e inflamatórias.
Estudos e aplicações clínicas envolvem epilepsias refratárias, transtornos do espectro autista, Parkinson, Alzheimer, ansiedade e suporte em cuidados paliativos oncológicos.
A presença majoritária de CBD caracteriza variedades voltadas ao uso medicinal, nas quais o objetivo é obter efeito clínico sem impacto psicoativo relevante.
THC
O THC, ou tetrahidrocanabinol, é o principal composto responsável pelos efeitos psicoativos associados à planta.
Nos tipos de maconha com maior concentração dessa substância, sua ação ocorre principalmente pela ativação direta dos receptores CB1 no sistema nervoso central, o que explica alterações de percepção, humor e sensações corporais.
Além do efeito psicoativo, o THC também possui aplicações médicas quando utilizado em doses controladas e formulações padronizadas.
Seu uso terapêutico é direcionado para o manejo de dor crônica, espasticidade em doenças neurológicas, náuseas e vômitos associados à quimioterapia, além do estímulo do apetite em condições de perda de peso involuntária.
A escolha entre perfis ricos em THC, CBD ou em combinações equilibradas depende do objetivo clínico e da resposta individual ao tratamento dentro do universo dos tipos de maconha.
Diferença entre CBD, THC e outros canabinoides
Entre mais de 120 canabinoides já identificados, três grupos são classificados: o CBD, o THC e os chamados canabinoides menores.
O CBD atua de forma indireta nos receptores do sistema endocanabinoide e não provoca efeito psicoativo.
Seu interesse clínico está ligado à ação anti-inflamatória, anticonvulsivante, ansiolítica e neuroprotetora. Por isso, é predominante em formulações voltadas para condições neurológicas, inflamatórias e transtornos do desenvolvimento.
O THC, por outro lado, tem afinidade direta com os receptores CB1 do sistema nervoso central.
Essa interação explica tanto seus efeitos psicoativos quanto suas aplicações médicas, especialmente no controle da dor crônica, espasticidade, náuseas associadas à quimioterapia e perda de apetite em doenças debilitantes.
Nos tipos de maconha, a proporção entre THC e CBD define o equilíbrio entre efeito clínico e tolerabilidade.
Além desses dois compostos, outros canabinoides vêm ganhando relevância:
- CBN (canabinol): associado a efeitos sedativos e ao suporte no sono;
- CBG (canabigerol): estudado por potencial anti-inflamatório e neuroprotetor;
- CBC (canabicromeno): investigado por propriedades analgésicas e moduladoras do humor
Na prática clínica, o efeito terapêutico não depende de um único composto, mas da combinação entre canabinoides e terpenos, fenômeno conhecido como “efeito entourage”.
É essa interação que amplia as possibilidades terapêuticas dentro dos diferentes perfis de tipos de maconha.
Regulamentação da Cannabis no Brasil e no mundo

No Brasil, a Anvisa autorizou os primeiros pedidos de importação individual de Cannabis em 2015, e em 2019 regulamentou a comercialização de produtos em território nacional, com matéria-prima importada.
Atualmente, uma proposta de revisão dessa norma vem gerando debate no setor. Entre os pontos que podem impactar o acesso estão:
- Limitação do teor de THC a 0,2% ou 0,3% para produtos não registrados como medicamentos;
- Restrição das formas de administração, priorizando o uso sublingual;
- Exclusão de associações que não atendam a padrões industriais mais rígidos.
Entidades de pesquisa e especialistas alertam que essas mudanças podem reduzir o acesso ao tratamento, já que 63% dos pacientes atendidos dependem de formulações com teor de THC acima de 0,3% ou de derivados como o CBN.
Em quadros como dor crônica, doenças neurodegenerativas e cuidados oncológicos, a limitação pode comprometer a eficácia terapêutica.
Outro ponto crítico envolve o cultivo. Em regiões tropicais, como o Brasil, fatores ambientais favorecem naturalmente maior produção de THC, o que dificulta manter a planta dentro do limite legal sem adaptação genética.
O processo de tropicalização das sementes exige pesquisa e investimento, o que representa um desafio para associações e pequenos produtores.
Hoje, existem mais de 200 associações civis no país. Parte delas possui autorização judicial para cultivo e produção, com controle laboratorial, rastreabilidade e parcerias acadêmicas.
Essas iniciativas surgiram como alternativa para famílias que não conseguem arcar com o custo de produtos importados ou vendidos em farmácias.
No cenário internacional, muitos países adotam o limite de 0,3% de THC para diferenciar cânhamo industrial de Cannabis psicoativa, mas as regras variam quanto a cultivo, prescrição e formas de acesso.
O movimento global aponta para expansão regulatória, acompanhado de maior exigência de qualidade, segurança e evidência científica para os diferentes tipos de maconha.
Conclusão
A diversidade de canabinoides e perfis químicos amplia as possibilidades terapêuticas dos diferentes tipos de maconha, mas o acesso ao tratamento ainda depende de orientação médica adequada e de um caminho regulatório claro.
Para quem busca uma avaliação segura e personalizada, o primeiro passo é conversar com um profissional habilitado.
Agende sua consulta pela plataforma do portal Cannabis & Saúde e receba orientação para definir a melhor abordagem para o seu caso.