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“Não se trata de desacelerar por obrigação, mas de encontrar recursos que ajudem a atravessar esse período com mais equilíbrio”

“Não se trata de desacelerar por obrigação, mas de encontrar recursos que ajudem a atravessar esse período com mais equilíbrio”

Com uma rotina intensa e acompanhamento médico regular, Jéssica C. buscou alternativas terapêuticas para lidar com os sintomas da perimenopausa. Sua experiência com a Cannabis medicinal reflete um movimento crescente de mulheres que priorizam qualidade de vida e cuidado individualizado durante a transição hormonal

Publicado em

21 de janeiro de 2026

• Revisado por

Jornalista e pós-graduada em Filosofia e Literatura, com 13 anos de experiência em comunicação, conteúdo e estratégias digitais. Atuou como repórter, redatora, roteirista, ghost writer e head de conteúdo. Especialista em Thought Leadership e storytelling, acredita no poder das narrativas para conectar pessoas e ideias.

Aos 49 anos, Jéssica C. atravessa a perimenopausa mantendo uma rotina intensa e multifacetada – como sempre teve. Profissional da área de comunicação, ela concilia uma agenda exigente de trabalho em agência, treinos regulares, viagens frequentes, terapia, vida social e os cuidados com a mãe já idosa. “Sempre fui muito ativa e continuo com energia de uma mulher de 30 anos”, resume.

Os primeiros sinais da perimenopausa e a escolha por uma abordagem individualizada

Nos últimos meses, no entanto, Jéssica passou a perceber mudanças que começaram a interferir no seu dia a dia. Sempre atenta à própria saúde, ela realiza exames com frequência e mantém acompanhamento médico regular. Ainda assim, a irregularidade do ciclo menstrual foi acompanhada por alterações de humor, lapsos de memória e distúrbios do sono — sintomas comuns desse período de transição hormonal, mas que nem sempre são facilmente reconhecidos como parte do processo.

Apesar do desconforto, a reposição hormonal não era, por ora, uma opção indicada em seu caso. Em diálogo com o médico, surgiu então a possibilidade de utilizar a Cannabis medicinal como estratégia de cuidado. Há quase dois meses tomando o óleo, Jéssica relata avanços importantes, especialmente no humor e na qualidade do sono.

“Entendi que essa fase da vida pode até pedir alguns ajustes, mas não quero levar isso para o viés de possíveis restrições. Pelo contrário. Quero olhar para o autocuidado, e foi por isso que optei pela Cannabis”, afirma.

Segundo ela, o principal ganho foi na autorregulação emocional. “Com meu médico, entendi que esse recurso pode me ajudar em diversas frentes da menopausa, começando pela ansiedade, que é muito significativa. Venho notando uma facilidade maior de autorregulação, é como se as questões cotidianas não me afetassem tanto. Eu andava muito irritada por conta dessa ansiedade e percebo que essa irritação está cada vez mais diluída. As questões seguem existindo, óbvio, mas fica mais fácil lidar.”

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O sono foi outra frente impactada positivamente. Embora não tivesse dificuldade para adormecer, Jéssica percebeu mudanças na qualidade do descanso.

Não é que eu tivesse problemas para dormir, mas estava acordando muito durante a noite. Nesse sentido, entendi que a qualidade do sono melhorou. Acordo mais disposta. O que para o meu tipo de rotina, é fundamental”, relata.

Qualidade de vida como eixo central das decisões terapêuticas

Ela conta que já fez uso de medicações alopáticas para lidar com a ansiedade em outros momentos da vida, mas não desejava retomar esse caminho. “Quero outras alternativas, menos invasivas. A Cannabis entrou como uma possibilidade de cuidado mais alinhada com a forma como escolho conduzir minha saúde.”

A experiência de Jéssica reflete um movimento crescente de mulheres que buscam abordagens individualizadas para atravessar a perimenopausa e a menopausa, considerando não apenas os sintomas físicos, mas também os impactos emocionais e na qualidade de vida. Embora ainda sejam necessários mais estudos clínicos específicos sobre o uso de canabinoides nesse contexto, relatos como o dela ajudam a ampliar o debate sobre novas possibilidades terapêuticas durante essa fase de transição.

Para Jéssica, o foco segue sendo manter a autonomia e o ritmo de vida que sempre a acompanharam.

“Não se trata de desacelerar por obrigação, mas de encontrar recursos que ajudem a atravessar esse período com mais equilíbrio.”

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Importante! 

A Cannabis medicinal vem sendo considerada uma possibilidade terapêutica no cuidado de mulheres que atravessam a perimenopausa, especialmente no manejo de sintomas que costumam marcar essa fase, como alterações de humor, distúrbios do sono e desconfortos emocionais.

Quando utilizada sob orientação médica e com prescrição individualizada, a terapia com canabinoides pode contribuir para o bem-estar e para a qualidade de vida, atuando de forma integrada tanto nos aspectos físicos quanto nos emocionais desse período.

Especialistas ressaltam, no entanto, que não se trata de uma abordagem padronizada. A definição do tratamento deve levar em conta o histórico de cada paciente, seus sintomas específicos e a resposta individual à terapia, sempre com foco na segurança e no acompanhamento contínuo.

No Brasil, o uso da Cannabis para fins medicinais é regulamentado e permitido mediante prescrição médica. Atualmente, é possível encontrar profissionais para orientar e acompanhar esse tipo de tratamento. Clique aqui e agende sua consulta!

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Jornalista e pós-graduada em Filosofia e Literatura, com 13 anos de experiência em comunicação, conteúdo e estratégias digitais. Atuou como repórter, redatora, roteirista, ghost writer e head de conteúdo. Especialista em Thought Leadership e storytelling, acredita no poder das narrativas para conectar pessoas e ideias.

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