As primeiras crises de ansiedade de Caio Vioto começaram no fim de 2025. Até então, o empresário do ramo gráfico, hoje com 40 anos, levava uma rotina intensa de trabalho, acostumado ao ritmo acelerado do dia a dia. Mas, entre novembro e dezembro, as coisas mudaram um pouco.
Vieram as crises, o desconforto constante e a sensação de que o próprio corpo já não acompanhava a rotina da mesma forma. Como acontece com muitas pessoas, o primeiro caminho foi o tratamento convencional, com acompanhamento psiquiátrico e uso de medicamentos indicados para ansiedade. Ainda assim, Caio sentia que precisava buscar outra possibilidade de cuidado.
A decisão de procurar a Cannabis medicinal não surgiu do nada. O interesse por essa abordagem já existia, mas ganhou força depois de acompanhar a experiência de pessoas próximas. Uma amiga relatou a melhora significativa da filha adolescente, que enfrentava quadros severos de ansiedade e depressão após iniciar o tratamento com canabinoides. Além disso, o irmão de Caio, que vive na Austrália, já conhecia o uso medicinal da Cannabis.
“Eu sempre tive interesse em medicinas alternativas”, conta. Meditação, terapias integrativas e práticas voltadas ao bem-estar já faziam parte da sua visão de cuidado. Quando as crises começaram, a ideia de incluir o CBD no tratamento passou a fazer sentido de forma mais concreta.
O início do tratamento
Com acompanhamento do médico Alexandre Assuane Duarte, Caio iniciou o uso do Canabidiol em janeiro de 2026, inicialmente associado aos medicamentos convencionais. O processo foi gradual, com ajustes progressivos de dose e acompanhamento contínuo da resposta do organismo.
Cinco meses depois, já havia conseguido suspender um dos medicamentos ansiolíticos utilizados anteriormente. A expectativa agora é reduzir, aos poucos, o restante da medicação convencional, mantendo a Cannabis medicinal como parte do cuidado contínuo.
Mais foco, menos ansiedade
Embora a interrupção das crises tenha sido um marco importante, Caio relata, inclusive, não ter tido novos episódios desde dezembro do ano passado, o principal impacto percebido por ele foi outro: a mudança na forma como passou a viver a rotina.
O trabalho, que antes era um dos principais gatilhos para a ansiedade, deixou de produzir a mesma sensação de descontrole. Com o tratamento, ele percebeu melhora no foco, na capacidade de organização e na forma de lidar com as demandas do dia a dia.
“Eu consegui me controlar, saber dividir o trabalho, entender prioridades. Isso mudou muito”, relata.
A sensação constante de estar “ligado no 220”, como descreve, começou a diminuir. Não como uma perda de energia, mas como uma reorganização interna. O ritmo desacelerou sem comprometer a produtividade, algo que ele considera uma das mudanças mais importantes do processo.
A volta de pequenas coisas
Algumas transformações apareceram de forma menos óbvia, mas igualmente importantes. Caio conta que voltou a sonhar com frequência, algo que havia desaparecido há anos. Também retomou atividades físicas sem o desconforto emocional que antes acompanhava esses momentos.
Além disso, percebeu mudanças na própria personalidade. Conhecido por ser brincalhão e expansivo, havia deixado essas características de lado durante o período mais intenso da ansiedade. Com o passar dos meses, sentiu esse comportamento voltar naturalmente. “Eu percebi que aquela vontade de brincar, conversar, fazer piada… isso voltou”, conta.
Um cuidado construído ao longo do tempo
A trajetória de Caio reforça uma característica comum em tratamentos com Cannabis medicinal: o processo não acontece de forma imediata ou isolada. Há ajustes, acompanhamento e integração com outras estratégias terapêuticas quando necessário.
Atualmente, ele utiliza CBD full spectrum diariamente, em doses ajustadas junto ao acompanhamento médico. O objetivo não é apenas controlar sintomas agudos, mas construir uma qualidade de vida mais estável no longo prazo.
Hoje, ao comparar sua rotina atual com o período das primeiras crises, Caio resume a experiência de forma direta: sente que voltou a ser ele mesmo.
Importante
Se você deseja entender se a Cannabis medicinal pode fazer sentido para o seu caso, o primeiro passo é contar com acompanhamento médico especializado.
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