Cannabis

Paralisia do Sono Tratamentos com Canabidiol: Como funciona?

A paralisia do sono conta com tratamentos eficazes – e eles são mais simples do que se imagina, embora exijam alguma disciplina do paciente.

Como a maioria dos distúrbios relacionados ao sono, a condição é mais frequente entre as pessoas que dormem pouco ou mal.

Aliás, em termos de qualidade, as pesquisas indicam que o brasileiro está precisando dormir melhor.

Segundo uma matéria no portal Terra, com dados da Associação Brasileira de Sono, cerca de 73 milhões de pessoas sofrem de insônia no Brasil.

Um número impressionante e que sugere um problema de saúde pública, já que mais de um terço da população do país não está tendo um sono tranquilo.

Para uma parte desse contingente, a solução é encontrada nos medicamentos controlados que, como tais, podem causar dependência.

Ou seja, uma vez medicada para dormir, fica mais difícil para o paciente voltar a pegar no sono sem a ajuda de remédios.

É nesse ponto que o canabidiol (CBD) desponta como uma alternativa segura para quem deseja e precisa voltar a dormir bem.

Avance na leitura e descubra o que essa substância pode fazer pelas suas noites de sono.

Paralisia do sono tratamentos: afinal, o que é a paralisia do sono?

A paralisia do sono é um distúrbio cuja principal característica é uma sensação de perda da capacidade de se mexer.

Em outras palavras, a pessoa está consciente, mas é incapaz de movimentar qualquer músculo do corpo.

Esse tipo de paralisia acontece na fase do sono conhecida como REM (Rapid Eye Movement), que é quando temos os sonhos com lembranças vívidas e que antecede o despertar.

Nela, o cérebro inteligentemente corta a comunicação com os músculos, de maneira que não tentemos fazer o que ocorre enquanto sonhamos.

Dessa forma, a paralisia do sono pode acontecer em duas hipóteses.

Uma, quando o cérebro “desliga” a comunicação com o corpo antes da consciência adormecer.

Outra, quando, ainda no sono REM, a consciência desperta, mas o cérebro não “ligou” os circuitos que ativam nossa capacidade de coordenar movimentos do resto do corpo.

É por esse descompasso entre a vigília e o repouso que, na maioria dos casos, quem tem paralisia do sono também tem alucinações visuais ou auditivas.

Qual é a causa da paralisia do sono?

Tal como boa parte dos distúrbios do sono, a paralisia tem tudo a ver com os maus hábitos ou a irregularidade dos horários para dormir.

Ela também pode ser causada por problemas psiquiátricos ou transtornos como a narcolepsia (excesso de sono).

Não por acaso, uma parcela significativa dos relatos desse tipo de paralisia vem de pessoas que trabalham à noite ou em turnos.

Policiais, seguranças, enfermeiros e socorristas são alguns dos possíveis profissionais com maiores chances de desenvolvê-la.

Afinal, em virtude do trabalho, eles são forçados a dormir em horários irregulares, o que pode provocar outros problemas, como a insônia.

No entanto, a paralisia do sono também pode ser provocada pela falta de repouso, por acúmulo de estresse ou por todos esses fatores somados.

Outra (curiosa) causa é a posição em que se dorme. É consenso entre os especialistas em sono que dormir de bruços pode provocar o transtorno.

Há quem acredite que esse distúrbio é algum tipo de manifestação sobrenatural, já que as alucinações podem ser bastante reais para quem as vê ou escuta.

De qualquer forma, um indivíduo que sofre de paralisia do sono também pode ficar impressionado com os seus outros sintomas, como veremos a seguir.

Paralisia do Sono Tratamentos: quais são os sintomas da paralisia do sono?

Não é por acaso que tantas pessoas que já tiveram paralisia do sono acreditam terem passado por experiências espirituais ou místicas.

Embora nada possa dizer que isso não tenha acontecido, por outro lado, se sabe que quem sofre desse distúrbio pode ver e ouvir coisas que não existem.

A verdade é que os sintomas da paralisia do sono são ao mesmo tempo psíquicos e físicos – ou seja, ela se manifesta tanto na parte cognitiva quanto na fisiológica.

Na primeira, o sinal mais pronunciado são as alucinações.

Como vimos, elas podem ser causadas pelo descompasso entre o despertar e o sono REM.

Já o sintoma físico mais assustador e que caracteriza esse transtorno é a aparente perda da capacidade de comandar os próprios movimentos.

Dessa forma, na maioria dos casos, quem tem paralisia do sono relata sentir angústia e medo intensos.

Muitos também contam ter um sentimento de impotência por estarem caindo e não conseguirem fazer nada.

Outro sintoma físico comum é a sensação de falta de ar ou de que o peito está sendo pressionado.

Como sair da paralisia do sono?

Por mais aterrorizante que possa parecer, a paralisia do sono nada mais é do que um transtorno passageiro e que pode ser perfeitamente superado sem nenhum tipo de complicação.

A primeira providência para isso você já está tomando (caso sofra desse distúrbio), que é se informar.

Sendo assim, é importante saber que sair desse tipo de paralisia não depende da vontade, mas de tomar consciência de quando ela se manifesta.

Desse modo, é possível “escapar” dela tranquilamente e sem o pavor típico que toma conta de quem acabou de passar por essa experiência.

Então, quando você perceber que não consegue se mexer, o melhor a fazer é tentar controlar as próprias emoções.

Claro que aqui estamos considerando que as crises são esporádicas.

Quem tem paralisia do sono recorrente deve procurar apoio de um psicólogo ou de um psiquiatra.

Uma vez paralisado, tente dizer a si mesmo que a sensação de não controlar o próprio corpo vai passar.

Além disso, procure manter uma atitude tranquila e positiva, ainda que esteja ouvindo ou vendo alucinações.

Paralisia do Sono Tratamentos: é possível evitar a paralisia do sono?

O principal causador da paralisia do sono, como vimos, são os maus hábitos.

Então, é importante destacar que um bom sono depende de regularidade, até porque ele acontece em seis ciclos:

  • Sono leve de fase 1
  • Sono leve de fase 2
  • Sono profundo de fase 3
  • Sono leve de fase 2
  • Sono leve de fase 1
  • Sono REM.

Você viu que a paralisia acontece no sono REM, o último dos ciclos, no qual temos sonhos dos quais nos lembramos.

É nela que ocorre também o sonambulismo, um distúrbio em que a pessoa pode se levantar, andar e até praticar algumas atividades, mesmo dormindo.

Assim sendo, é preciso dormir não apenas em quantidade, mas, sobretudo, com qualidade.

Para isso, é fundamental regular os horários, procurando sempre ir para a cama na mesma hora.

Paralisia do sono e tratamentos: quais são as opções?

Em geral, médicos psiquiatras e psicólogos indicam tratamentos naturais, mais baseados na mudança de comportamento do que em medicamentos.

O primeiro deles você conheceu no tópico anterior: dormir constantemente no mesmo horário é a melhor maneira de se tratar da paralisia do sono.

Igualmente importante é evitar atividades muito intensas antes de se deitar ou que exijam grande esforço mental, como praticar esportes, trabalhar no computador ou estudar.

Manter o celular desligado também é fundamental, já que a luz que vem da tela faz com que o cérebro entenda que ainda não é hora de dormir.

Além disso, quem consome bebidas alcoólicas deve evitar ingeri-las antes de ir para a cama – mesmo que possam provocar sonolência, elas não devem ser tomadas como se fossem um remédio para dormir.

Em casos mais raros, pode ser que o médico prescreva medicamentos naturais, como valeriana e camomila.

No entanto, esse é um último recurso, que, como tal, só deve ser usado quando não houver mais opções.

O uso de produtos à base de canabidiol para tratar a paralisia do sono

Há, ainda, uma terceira alternativa: o canabidiol (CBD), um dos canabinoides mais abundantes nas plantas do gênero Cannabis.

A ciência vem estudando-o a fundo e, com isso, está descobrindo muito do que ele pode fazer pela saúde – inclusive, melhorar a qualidade do sono.

Ele atua no sistema endocanabinoide, cuja função principal é manter o organismo em homeostase (equilíbrio).

Seu funcionamento se baseia na presença dos endocanabinoides, substâncias similares ao canabidiol e que todos nós sintetizamos naturalmente.

Por isso, o CBD e outros canabinoides “turbinam” as reações orgânicas indispensáveis para restabelecer a normalidade das ações do corpo, entre as quais está o sono.

Quais propriedades medicinais do canabidiol auxiliam no tratamento da paralisia do sono?

A medicina sabe hoje que o CBD tem uma série de propriedades terapêuticas que podem ajudar a dormir melhor.

Uma delas é a modulação de diversas reações relacionadas ao ciclo do sono em que o canabidiol pode atuar tanto inibindo quanto estimulando funções orgânicas.

Talvez a propriedade que mais auxilie a restabelecer a qualidade do sono seja a ansiolítica.

Afinal, o CBD é um poderoso calmante e relaxante natural, que ajuda a fazer o organismo entrar em um estado ideal para dormir bem.

Esse composto é tão poderoso que ajuda a melhorar o sono até de quem o utiliza com outras finalidades.

Um exemplo disso é o atleta de Jiu-Jitsu Ralph Gracie, que usa o canabidiol não só para minimizar as dores causadas pela prática do esporte como para dormir melhor.

Estudos que comprovam a eficácia do canabidiol no tratamento de distúrbios do sono

Além da experiência prática e dos casos reais de pessoas que conseguiram melhorar de distúrbios do sono com CBD, há também pesquisas que apontam para essa propriedade.

Elas dão pistas de que, no futuro, o canabidiol pode ser um aliado para ajudar quem tem problemas para dormir ou apresenta transtornos relacionados.

É o que sugere o estudo Cannabinoid therapies in the management of sleep disorders: A systematic review of preclinical and clinical studies.

De acordo com o grupo de pesquisadores que conduziu os testes, a conclusão foi a de que:

“(…) existem sinais promissores em uma série de aplicações terapêuticas que justificam estudos adicionais e há uma clara necessidade de intensificação da pesquisa de alta qualidade sobre a segurança e eficácia das terapias com canabinoides para o tratamento de distúrbios do sono.”

Como o canabidiol pode ser consumido no tratamento da paralisia do sono?

A legislação brasileira é, de certo modo, restritiva quanto ao uso do canabidiol como recurso terapêutico.

Uma dessas restrições é a própria forma de consumo dos medicamentos, limitada à via oral (podendo ser sublingual) ou nasal.

Sendo assim, a maneira mais recomendada é ministrar o tratamento com o óleo de CBD, sempre nas dosagens e concentrações indicadas pelo médico.

Veja, a seguir, os principais tópicos legislativos sobre canabidiol e o que a Anvisa determina em relação ao seu uso no Brasil.

Paralisia do Sono Tratamentos: há alguma regulamentação para o uso de canabidiol no Brasil?

A história da Cannabis medicinal no Brasil teve início em 2015.

Foi quando a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 3 e, meses depois, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 17.

A primeira excluiu o CBD da lista de substâncias proibidas, o que quer dizer que ele passou a constar no rol de medicamentos C1, no qual estão os remédios controlados.

Dessa forma, ficou aberto o caminho para a regulamentação do processo de importação pela RDC Nº 17, que posteriormente foi atualizada.

A primeira revisão veio em 2019, quando a Anvisa publicou a RDC Nº 327, na qual os requisitos para a comercialização de produtos de Cannabis para fins medicinais no país foram detalhados.

Outro ponto relevante dessa norma é que ela também estabelece regras para a fabricação de medicamentos à base de CBD.

Posteriormente, em 2020, a Anvisa deu mais um passo importante ao publicar a RDC Nº 335

Nela, o órgão de vigilância sanitária informa os detalhes para pacientes (ou seus representantes) que desejam comprar produtos à base de canabidiol do exterior.

Vale destacar que a Anvisa determina que as concentrações de tetrahidrocanabinol (THC) nos medicamentos deve ser limitada a 0,02%, sendo permitido em quantidades maiores apenas para doentes terminais.

Como comprar canabidiol?

Grande parte das pessoas que precisam recorrer ao CBD o compram pela via da importação.

Isso porque a oferta de medicamentos à base desse composto é ainda muito restrita no Brasil, apesar dos avanços legislativos por parte da Anvisa.

Então, veja o que você precisa fazer para comprar canabidiol com segurança e dentro das regras impostas pelo órgão.

Prescrição médica

Um dos documentos indispensáveis para se obter CBD importado é a receita médica.

Por isso, o primeiro passo a ser dado é procurar um médico que seja capaz de prescrever essa substância – mais à frente, você poderá conferir onde encontrar um profissional.

Uma vez que o especialista seja selecionado, converse com ele sobre as melhores possibilidades de tratamento para que o remédio na dosagem adequada seja prescrito.

Pedido junto à Anvisa

Recentemente, a Anvisa diminuiu a burocracia nos pedidos de importação de canabidiol.

Com isso, o único documento exigido é a receita médica, além da identificação pessoal da pessoa que faz a solicitação.

O processo é realizado online pelo formulário disponibilizado no site da agência e o pedido pode ser feito pelo próprio paciente ou por seu representante legal autorizado por procuração.

Resposta do órgão

São raros os casos em que a Anvisa rejeita um pedido acompanhado de receita médica.

Porém, se isso acontecer, o próprio órgão dirá o que deve ser feito para que uma nova solicitação seja submetida.

Hoje, a entidade leva cerca de dez dias para dar o “ok” à importação, lembrando sempre que só são permitidos medicamentos para ingestão via oral ou nasal.

Compra e entrega

Uma vez que a Anvisa diga “sim”, você precisará encontrar uma loja autorizada que venda produtos à base de canabidiol e que possa enviá-los ao Brasil.

Para sua maior comodidade, o serviço de concierge da Tegra Pharma ajuda você a poupar tempo e esforço e a evitar possíveis erros por falta de conhecimento dos trâmites.

Clique e solicite a cotação de preço de produtos importados à base de Cannabis medicinal no Brasil.

Como encontrar médicos que prescrevem remédios e produtos à base de canabidiol no Brasil?

Você viu que, na compra de CBD importado, o primeiro passo é encontrar um especialista que possa receitá-lo.

A questão é que muitos médicos não divulgam seus serviços dizendo se são ou não prescritores de canabidiol.

Até mesmo nos manuais de planos de saúde falta esse tipo de informação – e o esclarecimento que só pode ser obtido por contato direto.

Surge, então, outro obstáculo recorrente: a falta de informação que parte dos médicos têm sobre a Cannabis medicinal.

Na verdade, embora a quantidade de profissionais que conhecem os benefícios do CBD esteja aumentando, o número de prescritores ainda é limitado em relação à demanda.

Isso faz com que o paciente em busca de tratamento perca um tempo valioso, principalmente em casos de doenças degenerativas ou incuráveis.

O portal Cannabis & Saúde não poderia se eximir da sua responsabilidade com a saúde e o bem-estar das pessoas que necessitam do canabidiol.

Por isso, disponibilizamos um cadastro online de médicos prescritores de CBD, no qual você poderá achar um especialista com rapidez e praticidade.

Acesse o link acima, encontre o profissional mais próximo ou, se preferir, agende sua consulta remota.

Conclusão

Distúrbios do sono, em geral, são um sintoma de que algo não está bem em nosso organismo.

Portanto, antes de recorrer ao CBD ou a qualquer outro tipo de medicação, converse com o seu médico.

Afinal, somente ele será capaz de dizer se há, de fato, algum problema mais grave a ser tratado ou se basta apenas um ajuste nos seus hábitos diários.

A paralisia do sono tem tratamento e ele começa com a adoção de um estilo de vida mais tranquilo e rotinas bem programadas. Leia os conteúdos do portal Cannabis & Saúde para ter uma vida mais saudável e ficar a par dos últimos avanços nas pesquisas sobre Cannabis medicinal.

Redação Cannabis & Saúde

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