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Tratamentos para espondilose: opções de tratamento e uso de Cannabis medicinal

Tratamentos para espondilose: opções de tratamento e uso de Cannabis medicinal

Publicado em

19 de dezembro de 2025

• Revisado por

tratamentos para espondilose

A espondilose costuma aparecer com o avanço da idade e faz muita gente buscar informações sobre tratamentos logo nos primeiros sinais de incômodo. 

Estima-se que cerca de 90% dos adultos com mais de 60 anos tenham a condição. 

Com o passar dos anos, a estrutura da coluna perde parte da flexibilidade natural. 

Surgem desgastes que podem incluir esporões ósseos e hérnias de disco, capazes de comprimir raízes nervosas e provocar dor, dormência ou fraqueza que se espalha para braços ou pernas.

Apesar de, em alguns casos, a espondilose limitar o movimento e afetar a rotina, há alternativas de tratamentos para quem convive com dor ou desconforto neurológico. 

A seguir, você encontrará uma visão das principais abordagens de tratamentos para espondilose disponíveis e descobrirá como medidas práticas podem melhorar sua qualidade de vida mesmo quando a condição já está instalada:

  • O que é espondilose e como ela afeta a coluna? 
  • Causas, fatores de risco e sintomas da espondilose 
  • Tipos de espondilose e regiões mais acometidas 
  • Espondilose tem cura? Quais são os riscos a longo prazo? 
  • Diagnóstico da espondilose 
  • Tratamentos para espondilose: opções conservadoras 
  • Cannabis medicinal em tratamentos para espondilose e na dor crônica da coluna 
  • Tratamentos para espondilose: Quando a cirurgia é uma opção? 
  • Prevenção e cuidados diários para evitar a progressão da espondilose 
  • Perguntas frequentes sobre espondilose

O que é espondilose e como ela afeta a coluna?

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Espondilose refere-se ao desenvolvimento de artrite relacionada à idade que afeta a coluna vertebral. 

Mais especificamente, é uma condição que envolve uma série de problemas degenerativos que danificam os discos e as articulações da coluna vertebral.

Com o passar do tempo, os discos perdem hidratação e estrutura, resultando em menos amortecimento e eventual “quebra”, potencialmente causando hérnias.

Da mesma forma, a cartilagem nas articulações da coluna pode se desgastar, levando à formação de esporões ósseos.

Essas mudanças artríticas não apenas provocam dor no pescoço e nas costas, como também ocasionam o estreitamento do canal espinhal (ou estenose), comprimindo os nervos.

Indivíduos com espondilose enfrentam sintomas neurológicos nas extremidades, como dormência, formigamento ou fraqueza, que irradiam para os braços ou pernas. Em casos graves, até perdem o controle da bexiga ou do intestino.

No entanto, embora seja prevalente na população idosa, nem todos os pacientes apresentarão sintomas ou precisarão de tratamentos para espondilose. 

Causas, fatores de risco e sintomas da espondilose

A causa mais comum de espondilose é o estresse acumulado nas articulações à medida que as pessoas envelhecem.

A espondilose também se desenvolve através de fatores genéticos. Muitos pacientes são positivos para HLA-B27, uma variante genética associada, mas não determinante, para o desenvolvimento da doença.

Outras variantes genéticas aumentam o risco. A artrite reativa, um tipo de espondilose, pode surgir após infecções como infecções urinárias ou diarreia por certas bactérias.

Pacientes com doença inflamatória intestinal, como doença de Crohn ou colite ulcerativa, têm maior propensão para desenvolver espondiloartrite, sugerindo mecanismos compartilhados.

As estruturas da coluna vertebral e do pescoço gradualmente sofrem desgaste com o decorrer do tempo, causando:

  • Desidratação dos discos: A partir dos 40 anos, os discos espinhais começam a secar e encolher, aumentando o contato direto entre as vértebras;
  • Hérnias de disco: Rachaduras podem se formar na parte externa dos discos espinhais, permitindo que o material macio do disco se projete. Isso às vezes pressiona a medula espinhal e as raízes nervosas.
  • Esporões ósseos: Conforme os discos se deterioram, o corpo aumenta a produção óssea para tentar fortalecer a coluna. Esses esporões ósseos ocasionalmente comprimem a medula espinhal e as raízes nervosas;
  • Ligamentos rígidos: Os ligamentos são tecidos que conectam os ossos. Com o envelhecimento, os ligamentos espinhais podem endurecer, reduzindo a flexibilidade;

Até hoje, a ciência não compreendeu completamente os fatores de risco da espondilose, mas sabe-se essa condição é mais comum entre pacientes que:

  • Sofreram acidentes de carro, quedas ou outras lesões na coluna;
  • Praticam esportes competitivos de alto impacto;
  • Realizam atividades físicas extenuantes no trabalho;
  • Fumam;
  • Já passaram por cirurgia prévia no pescoço ou nas costas.

Sintomas de espondilose: dor, rigidez e limitação de movimento

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Os sintomas da espondilose costumam surgir de maneira progressiva e, muitas vezes, passam despercebidos no início. 

Quando o quadro avança, dores mais persistentes, rigidez ao acordar e certa dificuldade para realizar movimentos simples começam a chamar atenção. 

Embora muita gente só procure ajuda quando a limitação se torna intensa, entender os primeiros sinais permite agir cedo e discutir tratamentos para espondilose que possam reduzir a progressão do desgaste. 

A dor geralmente se concentra na região afetada, seja lombar, torácica ou cervical, e tende a piorar após longos períodos em posições que sobrecarregam a coluna. 

A rigidez matinal é comum e pode durar minutos ou até mais tempo, dependendo da intensidade da inflamação local. 

Em fases mais avançadas, a pessoa relata sensação de travamento ao girar o pescoço, inclinar o tronco ou se levantar. 

Para facilitar a identificação, também é útil observar outras características do desconforto:

  • Dor que aumenta ao final do dia ou após esforço repetitivo;
  • Sensação de rigidez que melhora com movimento leve; 
  • Irradiação para membros, especialmente em atividades que envolvem flexão ou extensão extrema;
  • Episódios de dor que se tornam mais frequentes ao longo dos meses

Quando a espondilose pode ser considerada grave?

A espondilose se torna preocupante quando o desgaste da coluna ultrapassa o limite do incômodo diário e passa a comprometer estruturas neurológicas ou a funcionalidade da pessoa. 

Embora muitos convivam com o diagnóstico por anos sem grandes complicações, alguns sinais revelam que o quadro evoluiu e merece atenção imediata. 

A gravidade aumenta quando há compressão acentuada de raízes nervosas ou da medula, o que provoca perda de sensibilidade, fraqueza ou dificuldade de controlar movimentos. 

Alterações no funcionamento intestinal ou urinário também levantam suspeita de comprometimento avançado, especialmente em casos de compressão medular. 

Mesmo nos casos mais avançados, ainda é possível adotar tratamentos para espondilose focados em aliviar sintomas e retardar a evolução, desde que a abordagem seja individualizada e monitorada de perto.

Tipos de espondilose e regiões mais acometidas

sintomas e tratamentos para espondilose

A espondilose é um termo usado para descrever uma série de processos degenerativos que afetam a coluna vertebral. 

Sendo assim, existem variantes da condição que afetam diferentes partes da coluna. Por exemplo:

  • Espondilose cervical: Afeta o pescoço, com degeneração das vértebras cervicais e dos discos intervertebrais. Com o tempo, os discos afinam e podem formar osteófitos ao redor das vértebras;
  • Espondilose torácica: Menos comum que a espondilose cervical e lombar, a espondilose torácica afeta a região média das costas, conhecida como região torácica da coluna vertebral;
  • Espondilose lombar: A forma mais comum, a espondilose lombar afeta a parte inferior das costas. Causa dor crônica na região lombar, rigidez e limitação de movimento. Pode haver formação de osteófitos ao redor das vértebras lombares e degeneração dos discos intervertebrais;
  • Espondilose multinível: Envolve uma combinação com outros tipos de espondilose. Resulta em sintomas mais variados, dependendo das áreas afetadas e da gravidade das alterações degenerativas. Quem desenvolve este tipo de espondilose tem maiores chances de precisar de intervenção cirúrgica.

Espondilose cervical: é grave? Principais sinais de alerta

A compressão cervical pode gerar sintomas mais evidentes do que em outras áreas da coluna e, por isso, compreender esses indícios ajuda a discutir tratamentos para espondilose adequados ao cenário. 

Nem todo caso é grave, mas certos sinais indicam que a situação ultrapassou o simples desgaste natural e exige avaliação urgente. 

Um dos primeiros alertas é a dor que não melhora com ajustes posturais ou repouso. 

O desconforto pode irradiar para os ombros, braços e dedos, vindo acompanhado de sensação elétrica ou queimação. 

A perda de força nas mãos, dificuldade para segurar objetos ou diminuição da precisão ao realizar tarefas finas são sinais importantes de comprometimento neural. 

Em situações mais críticas, surgem alterações no equilíbrio, passos curtos ou sensação de instabilidade ao caminhar. 

Quando há compressão medular, o indivíduo pode perceber formigamentos bilaterais, aumento de reflexos e episódios de espasmos musculares. 

Espondilose lombar: sintomas e impacto no dia a dia

A espondilose lombar costuma interferir de forma direta na rotina, já que a região inferior da coluna participa de praticamente todos os movimentos básicos. 

Quando o desgaste atinge essa área, o corpo começa a enviar sinais claros de que a mecânica natural da coluna já não funciona com a mesma eficiência. 

O desconforto pode surgir tanto ao acordar quanto após um longo dia de movimento, e tende a ser mais evidente em ações simples como se abaixar, levantar objetos, caminhar ou manter-se sentado por muito tempo. 

Entre os sintomas mais comuns, estão:

  • Dor lombar persistente: Geralmente descrita como um peso profundo na base da coluna. A intensidade varia ao longo do dia, piorando em posições estáticas ou em tarefas que exigem flexão repetida;
  • Irradiação para glúteos e pernas: Ocorre quando há irritação das raízes nervosas. O incômodo segue um trajeto específico, muitas vezes atingindo a parte posterior da coxa, o que dificulta caminhadas longas;
  • Rigidez ao iniciar movimentos: Especialmente ao levantar da cama ou após períodos sentado. A sensação de travamento diminui conforme o corpo aquece;
  • Perda de mobilidade: Fica mais difícil curvar o tronco, girar o quadril ou fazer movimentos que exijam amplitude. Isso afeta tarefas simples como calçar sapatos;
  • Episódios de fraqueza ou formigamento: Aparecem quando o desgaste provoca compressão neural, sinalizando necessidade de avaliação mais rápida.

Espondilose tem cura? Quais são os riscos a longo prazo?

A espondilose é um processo degenerativo e, por isso, não pode ser revertida. 

O fato de não ter cura não significa que a pessoa está condenada a viver com dor constante, mas sim que os tratamentos para espondilose devem se concentrar em controle, estabilidade e prevenção de agravamentos. 

Com um plano bem estruturado, a maioria consegue manter a rotina ativa e minimizar desconfortos. A grande questão está nos riscos de longo prazo. 

Quando o quadro avança sem acompanhamento, a degeneração pode comprometer discos, articulações e raízes nervosas, resultando em episódios de dor intensa, perda de amplitude e dificuldade para realizar tarefas. 

Nos casos em que há estreitamento do canal vertebral, o risco de radiculopatia ou até sinais de compressão medular aumenta consideravelmente. 

Isso pode levar a fraqueza progressiva, perda de sensibilidade, alterações na marcha e redução da estabilidade postural. 

Outra preocupação é a cronificação da dor, que altera o padrão de movimento e favorece compensações musculares que acabam sobrecarregando outras áreas, como quadris e joelhos. 

Apesar disso, a evolução não é inevitável. Mesmo sem cura, é plenamente possível manter qualidade de vida quando os tratamentos para espondilose são aplicados com constância e monitorados de forma individualizada.

Diagnóstico da espondilose

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Para conduzir um diagnóstico de espondilose, o médico começará com um exame físico para verificar a amplitude do movimento e testar a força muscular para ver se há pressão nos nervos ou na medula.

Ele também irá observar como o paciente anda para ver se a compressão da coluna está afetando sua caminhada.

O próximo passo para o diagnóstico consiste em realizar exames de imagem, cujo o objetivo é:

  • Mostrar alterações na coluna, como esporas ósseas, que indicam espondilose cervical;
  • Descartar causas raras e mais graves de dor e rigidez no pescoço, como tumores, infecções ou fraturas;
  • Produzir imagens detalhadas que ajudam a identificar áreas onde os nervos podem estar comprimidos;
  • Fornecer imagens da medula espinhal, do canal espinhal e das raízes nervosas.

Caso haja indicativos de espondilose, o médico irá verificar se os sinais nervosos estão viajando corretamente para os músculos.

Em sequência, serão prescritos exames que medem a atividade elétrica nos nervos enquanto eles transmitem mensagens para os músculos durante a contração e em repouso.

Qual exame detecta espondilose?

Para conduzir o diagnóstico e determinar os tratamentos para espondilose, são solicitados exames físicos e neurológicos.

No exame físico, o médico vai observar a postura, como você se movimenta, observar a curvatura e alinhamento da sua coluna, além de procurar espasmos musculares e áreas sensíveis.

O exame físico verifica ainda outras articulações para garantir que elas não sejam a causa da dor nas costas, como os joelhos, quadris e articulações sacroilíacas (a parte superior do osso do quadril).

No exame neurológico, o especialista vai testar seus reflexos, força muscular, alterações nervosas e a propagação da dor (se a dor das costas se espalha para outras partes do corpo).

Para visualizar as vértebras e esporões ósseos, serão solicitadas radiografias, tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas.

As ressonâncias são ótimas para identificar problemas em discos, ligamentos ou raízes nervosas que possam indicar a espondilose.

Se o médico suspeitar de danos nos nervos, pode ser necessário realizar uma cintilografia óssea ou uma eletromiografia (EMG) para medir a integridade nervosa. 

Tratamentos para espondilose: opções conservadoras

Os tratamentos para a espondilose cervical dependem de quão avançada está a condição, e costumam envolver o uso de medicamentos e fisioterapia. 

A ideia é aliviar a dor, ajudar o paciente a continuar com suas atividades normais e evitar danos permanentes na medula espinhal e nos nervos.

Se tratando de terapia medicamentosa, seu médico pode sugerir:

  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): Medicamentos como ibuprofeno e naproxeno sódico são bastante comuns;
  • Analgésicos: Às vezes, pode ser necessário o uso de opioides;
  • Corticosteroides: Um curto período tomando prednisona poderá aliviar a dor. Se for algo mais intenso, injeções de corticoides serão prescritas;
  • Relaxantes musculares: Medicamentos como ciclobenzaprina ajudam com os espasmos musculares na região afetada;
  • Anticonvulsivantes: Também utilizados com o propósito de aliviar a dor;
  • Antidepressivos: Ajudam com a dor no pescoço causada pela espondilose cervical.

Já a fisioterapia tem o propósito de ajudar a alongar e fortalecer os músculos do pescoço e ombros para reduzir a dor e a rigidez.

Algumas pessoas também se beneficiam de massagens e tração, uma técnica terapêutica que aumenta o espaço na coluna se os nervos estiverem comprimidos.

Caso os tratamentos para espondilose mais simples não funcionem ou se os sintomas neurológicos, como fraqueza nos braços ou pernas, piorarem, pode ser necessário realizar uma cirurgia de descompressão. 

Qual o melhor exercício para quem tem espondilose?

Não existe uma atividade única capaz de atender todas as necessidades, mas há modalidades que se destacam pela capacidade de reduzir a dor, melhorar a estabilidade e favorecer a mecânica natural da coluna. 

Antes de iniciar qualquer rotina, é importante compreender que o objetivo não é apenas fortalecer músculos, mas restaurar padrões de movimento eficientes e evitar sobrecargas que aceleram o desgaste. 

Entre as opções, o exercício mais completo e seguro costuma ser o fortalecimento profundo da musculatura estabilizadora, especialmente o core. 

Essa região inclui abdômen, paravertebrais e músculos que sustentam a pelve. 

Ao ganhar resistência, o corpo distribui melhor as cargas, reduz a pressão sobre discos e articulações e melhora o alinhamento. 

O fortalecimento do core pode ser feito por meio de exercícios como pranchas, ponte de quadril e variações de estabilidade em solo. 

Outra modalidade bastante indicada é o Pilates, conhecido pela combinação de fortalecimento, consciência corporal e mobilidade suave. 

Essa prática ajuda a reorganizar padrões posturais, ampliar a estabilidade e melhorar a coordenação, o que favorece a resposta ao tratamento.

Cannabis medicinal em tratamentos para espondilose e na dor crônica da coluna

tratamentos para espondilose na terceira idade

A Cannabis possui compostos, como o CBD e THC, que afetam receptores internos que estão implicados no surgimento, agravamento ou melhoria dos sintomas da espondilose.

Os receptores CB1 e TRPV1, distribuídos pelo sistema nervoso central e periférico, participam diretamente da percepção da dor. 

O THC se liga a esses receptores e ajusta a forma como o corpo interpreta os estímulos dolorosos, diminuindo a transmissão desses sinais pela medula espinhal.

Há também os receptores CB2, mais presentes em células de defesa e áreas inflamadas. 

Neles, o Canabidiol age reduzindo a liberação de citocinas, que costumam estar elevadas em quadros como a espondilose e contribuem para a piora dos sintomas.

A ação dos canabinoides, porém, não se limita a esses pontos. Eles oferecem outras vantagens relevantes para quem convive com espondilose, como:

  • Proteção dos nervos: Substâncias da Cannabis apresentam efeito neuroprotetor, ajudando a preservar fibras nervosas que costumam sofrer com o avanço da doença;
  • Melhora da mobilidade: Ao aliviar a dor e a inflamação, o movimento das articulações comprometidas tende a ficar mais leve e funcional;
  • Controle dos espasmos: Músculos tensos ou espásticos, tão comuns nesse quadro, respondem bem ao efeito relaxante dos canabinoides;
  • Ação sobre a angiogênese: Há evidências de que a Cannabis pode impedir a formação exagerada de novos vasos sanguíneos, processo que alimenta a inflamação crônica característica da espondilose;
  • Aumento do limiar de dor: A interação com nociceptores deixa o organismo menos reativo aos estímulos dolorosos, o que traz alívio consistente.

Quando esses mecanismos trabalham em conjunto, o resultado costuma ser uma redução perceptível da dor, da rigidez e da inflamação

Benefícios potenciais, limitações das evidências e segurança no uso

Um estudo de 2021 avaliou a prevalência do uso de compostos da Cannabis em pacientes com queixas de dor na coluna.

Durante 4 semanas, todos os pacientes que foram avaliados por 9 cirurgiões de coluna em uma instituição receberam uma pesquisa anônima em papel.

Qualquer paciente podia participar, não importava se era pré-operatório, pós-operatório e também não importava a região da patologia (lombar, torácica ou cervical).

A pesquisa tinha perguntas de múltipla escolha sobre como os pacientes usavam compostos da Cannabis, como o CBD, para controlar os sintomas de sua patologia.

De 300 pesquisas distribuídas, 214 foram respondidas. Dos pacientes que responderam, 54 usavam CBD para dor na coluna.

A maioria começou a usar o composto para aliviar dor nas costas (66,7%), dor no pescoço (37,0%), dor nas pernas (35,2%) e/ou dor no braço (9,3%).

Eles também queriam melhorar a insônia (25,9%) e o humor (18,5%). A maioria utilizava o composto de 2 a 5 vezes (40,7%) ou de 6 a 10 vezes (31,5%) por semana.

Os benefícios relatados incluíam alívio da dor (46,3%), melhora do sono (33,3%) e redução da ansiedade (20,4%). 

A fadiga (7,4%) foi o efeito colateral mais comum, não havendo efeitos graves sendo documentados.

De modo geral, 63% dos participantes alegaram que os compostos da Cannabis foram altamente eficientes para aliviar a dor na coluna.

Como iniciar um tratamento à base de Cannabis medicinal com segurança

Para quem precisa de tratamentos para espondilose e considera a Cannabis medicinal como uma alternativa, o primeiro passo é conversar com um médico. 

Essa avaliação inicial ajuda a entender se a terapia faz sentido para o seu caso e quais formulações podem oferecer melhor resposta.

Se houver indicação, você recebe a receita com o tipo de produto, a concentração e as orientações de uso, sempre ajustadas ao seu quadro e às suas necessidades. 

Todo esse processo, que antes parecia difícil por falta de profissionais capacitados, hoje está muito mais acessível.

O portal Cannabis & Saúde reúne centenas de médicos que atuam com medicina canabinoide e oferece um sistema de agendamento que simplifica cada etapa. 

Basta clicar aqui, escolher o profissional e marcar a consulta no horário que preferir.

Tratamentos para espondilose: Quando a cirurgia é uma opção?

Os medicamentos ou fisioterapia são sempre a primeira linha de tratamentos para espondilose prescrita pelos médicos, mas há casos em que a cirurgia é necessária, como:

  • Quando há problemas no intestino ou bexiga. Isso é raro, mas pode acontecer se a medula espinhal estiver pressionada;
  • Se ocorrer estenose espinhal;
  • Caso a espondilose leve à outras disfunções nervosas, como fraqueza forte nos braços ou pernas, ou formigamento;
  • Se sua coluna estiver instável. 

As opções de cirurgia para espondilose envolvem dois passos principais: retirar o que está causando dor e depois estabilizar a coluna, e incluem:

  • Facetectomia: Juntas na coluna, chamadas articulações facetárias, podem pressionar um nervo. A facetectomia remove essa junta para aliviar a pressão;
  • Foraminotomia: Se um disco ou um esporão ósseo estiver apertando um nervo ao sair da vértebra, uma foraminotomia ajuda a remediar o problema ao abrir mais espaço;
  • Laminectomia: Em cada vértebra existe uma placa óssea chamada lâmina. Às vezes, ela pressiona a medula espinhal, então, o cirurgião abre espaço removendo parte ou ela toda;
  • Laminotomia: Parecido com a foraminotomia, mas abre mais espaço na lâmina para aliviar pressão nos nervos;

Em crianças e adolescentes, os médicos recomendam tratamentos para espondilose menos invasivos, como órteses e evitar esportes de contato.

Prevenção e cuidados diários para evitar a progressão da espondilose

Você sabia que pequenas mudanças no seu dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde da sua coluna? Quando se trata de prevenir a progressão da espondilose, isso é ainda mais importante.

A maneira como você se posiciona ao trabalhar ou relaxar, bem como os hábitos que você adota, influenciam diretamente na sua saúde a longo prazo.

As medidas simples descritas abaixo não exigem grandes mudanças na rotina, mas podem fazer uma grande diferença na sua qualidade de vida a longo prazo:

1. Ajustes de postura, ergonomia e controle de peso 

Ficar na posição correta ajuda a aliviar a pressão nas costas, reduzindo o desconforto e até melhorando a sua mobilidade.

Manter uma postura correta distribui melhor o peso do corpo, diminuindo a tensão nos discos vertebrais afetados pela espondilose.

O excesso de peso adiciona pressão extra na coluna e pode piorar os sintomas de quem tem espondilose. Mais pressão leva a mais desgaste dos discos vertebrais e das articulações, agravando a dor.

Evidências mostram que pacientes com excesso de peso têm uma pior resposta aos tratamentos para espondilose e uma recuperação mais rápida quando há crises de dor.

Portanto, mantenha um peso saudável para reduzir a carga sobre a coluna e melhorar sua qualidade de vida.

2. Evitar movimentos bruscos e fortalecer a musculatura de suporte 

Quem enfrenta espondilose deve, terminantemente, evitar movimentos bruscos, uma vez que esses movimentos agravam a dor e os sintomas.

Durante as atividades diárias ou exercícios, tente manter movimentos suaves para proteger a coluna de mais estresse e preservar a flexibilidade e função dos músculos ao redor da área afetada.

Ser consciente dos movimentos levará a menos dor intensa e mais facilidade para realizar suas atividades diárias com conforto e segurança.

Perguntas frequentes sobre espondilose

Aprenda sobre os cuidados e tratamentos para espondilose com as perguntas mais comuns e suas respectivas respostas abaixo:

Quem tem espondilose pode pegar peso?

Levantar peso de forma errada piora os sintomas e causa mais problemas se você tem espondilose.

Falar com um médico ou fisioterapeuta antes de pegar peso é muito importante. Eles indicam quanto peso é seguro levantar e a melhor forma de fazer isso.

Quem tem espondilose pode fazer musculação?

Sim, dá para fazer musculação se você tem espondilose, mas com alguns cuidados.

A musculação ajuda a fortalecer os músculos em volta da coluna, aliviando os sintomas. 

Normalmente, exercícios de baixo impacto e com pesos leves são os mais indicados. Trabalhe com um fisioterapeuta ou personal trainer que entenda de problemas de coluna para montar um treino seguro.

Qual é o CID da espondilose?

A espondilose tem o código M47 no CID-10. O CID M47 descreve a espondilose como a degeneração dos discos intervertebrais e a formação de osteófitos (esporões ósseos) nas vértebras.

Os médicos usam esse código para registrar e codificar diagnósticos de espondilose nos prontuários, seguros e para fins estatísticos.

Conclusão

Os tratamentos para espondilose avançaram muito desde que os médicos passaram a implementar o uso de canabinoides como terapia adjuvante para esta condição.

Conforme estudos clínicos são conduzidos, espera-se que o uso de Cannabis medicinal seja ainda mais reconhecido e acessível.

Se você deseja se aprofundar mais nos benefícios da Cannabis e como ela pode ajudar nos tratamentos da espondilose e de outras condições, não deixe de ler outros artigos aqui no portal!

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