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Anvisa dá sinal verde para exportação de Cannabis produzida no Brasil

Anvisa dá sinal verde para exportação de Cannabis produzida no Brasil

Decisão da Anvisa libera exportação de derivados de Cannabis produzidos no Brasil e pode impulsionar empresas do setor

Publicado em

7 de maio de 2026

• Revisado por

Jornalista e editor especializado em Comunicação e Saúde, pós-graduando em Drogas, Sociedade e Práticas Educativas. Escreve sobre ciência e sobre o uso da Cannabis na saúde humana e animal. É também fundador da Editora Vista Chinesa, onde publicou livros como “A História da Cannabis em Quadrinhos” e “Mila”.

Anvisa dá sinal verde para exportação de Cannabis produzida no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (6/5) a possibilidade de exportação de insumos e produtos à base de Cannabis produzidos no Brasil.

A decisão foi tomada por unanimidade durante a 7ª Reunião Pública da Diretoria Colegiada (DICOL), realizada em Brasília, e representa um novo avanço regulatório para o setor no país.

A medida permite a exportação de produtos derivados da Cannabis com teor de ∆9-tetrahidrocanabinol (THC) inferior a 0,3%. Esse percentual já vinha sendo considerado pela agência dentro das regras para cultivo e produção nacional.

O relator do tema foi o diretor Thiago Campos, no processo 25351.911351/2026-36. A proposta prevê alterações nas RDCs 1013 e 1015 de 2026. O texto também atualiza a Portaria SVS/MS 344/1998, norma que regula substâncias sujeitas a controle especial no Brasil.

De acordo com o diretor relator, a proposta de alteração na regulação representa uma nova possibilidade para o mercado brasileiro.

Como inovação específica, a minuta incorpora a possibilidade de exportação de insumos derivados da planta, alinhando essa atividade às demais já permitidas sempre sob controle sanitário”, afirmou Thiago Campos durante a reunião.

Diretor da Anvisa Thiago Campos

Thiago Campos, diretor da Anvisa | Foto: Jacqueline Spotto/Anvisa

O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou que a decisão pode trazer impactos para o desenvolvimento da cadeia produtiva nacional.

A medida confere previsibilidade regulatória, fomenta a inovação, fortalece cadeias produtivas lícitas e amplia a competitividade do país, zelando pelo controle sanitário”, declarou.

Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa

Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa | Foto: Jacqueline Spotto/Anvisa

O que muda com a decisão da Anvisa

Na prática, a aprovação abre caminho para que empresas brasileiras possam exportar matérias-primas e produtos finais derivados de Cannabis produzidos no país, desde que tenham até 0,3% de THC na composição.

A decisão também cria uma regra de transição para produtos que já foram fabricados seguindo as regras antigas e que estão em estoque.

Além disso, a agência informou que houve dispensa de Análise de Impacto Regulatório e de Consulta Pública.

A diretora da Anvisa, Daniela Marreco, também comentou a aprovação da medida durante a reunião.

Ficamos gratos e satisfeitos de ver as nossas indústrias avançando na exportação de produtos. É uma alegria para nós como brasileiros”, destacou a diretora da DIRE 2 da Anvisa.

Daniela Marreco, diretora da Anvisa

Daniela Marreco, diretora da Anvisa | Foto: Jacqueline Spotto/Anvisa

Setor vê potencial de redução de custos e expansão do mercado

A decisão foi recebida com expectativa pelo setor farmacêutico e por empresas ligadas à cadeia produtiva da Cannabis no Brasil.

Para Carolina Sellani, da Associação Brasileira de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi), a possibilidade de exportação pode transformar o mercado nacional e ampliar a escala de produção.

Ao acessarmos mercados internacionais, cria-se um ambiente mais sustentável economicamente, com ganhos de eficiência que impactam diretamente o custo do IFA e, consequentemente, o acesso dos pacientes aos produtos finais”, afirmou.

Carolina Sellani, da Abiquifi

Carolina Sellani, representante da Abiquifi | Foto: Jacqueline Spotto/Anvisa

Decisão faz parte da agenda regulatória da Cannabis

A medida integra a Agenda Regulatória 2026-2027 da Anvisa e está relacionada à regulamentação do cultivo de Cannabis com teor de THC igual ou inferior a 0,3%.

Os textos atualizados das RDCs serão publicados em breve no Diário Oficial.

Para as pessoas que já fazem ou desejam iniciar um tratamento com medicamentos à base de Cannabis, nada muda. A orientação médica continua sendo obrigatória para adquirir os produtos de forma legal e segura.

Portanto, se você ou alguém próximo quer incluir esse tipo de medicamento na rotina de cuidado, busque ajuda profissional. Por meio da plataforma de agendamento do Cannabis & Saúde, é possível marcar uma consulta presencial ou por telemedicina com médicos experientes nesse tipo de terapia.

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