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Cannabis também joga nas quadras de tênis

A tenista brasileira Bia Haddad Maia vem acumulando vitórias. Este final de semana, Bia foi a campeã do WTA de Birmingham, completou dez jogos de invencibilidade e entrou no top 30 do ranking pela primeira vez. Com o tênis em alta, fomos conversar com o médico Renan Stocco De Camargo sobre como os tratamentos com Cannabis podem atuar especificamente em atletas que atuam na modalidade.

 

“Tenistas estão expostos a lesões por ser uma prática que envolve bastante impacto. Vem a bolinha com bastante força e os atletas têm que rebater também com bastante força. O que acaba sobrecarregando principalmente estruturas como o cotovelo e punho. São articulações mais utilizadas obrigatoriamente. O que acaba desgastando bastante”, explica o Dr. Renan.

 

Como a Cannabis atua no tratamento de lesões?

Com poderosa ação anti-inflamatória, a Cannabis também joga nas quadras de tênis. Atuando principalmente em tratamentos de tenistas que não querem se ausentar das gramas ou do saibro.

Assim como foi o caso da paciente do Dr. Renan:

“A tenista me procurou pois tinha uma lesão crônica, que a gente chama de Epicondilite Lateral. É uma inflamação na região do cotovelo que é muito comum em tenista por conta do movimento de backhand que eles fazem durante a prática.

Ela já tinha a lesão há mais de um ano e fazia inúmeros tratamentos convencionais como aplicações de injeções intramusculares, uso de anti-inflamatórios orais e vários analgésicos e fisioterapia. E sempre tinha dores. Era mais difícil o tratamento justamente porque ela não parava a rotina de treino, não conseguia dar um intervalo de mais de quatro dias. Ela tinha que voltar porque acabava perdendo seu condicionamento físico”.

Normalmente, o sucesso e as conquistas de um atleta brasileiro em determinada modalidade refletem diretamente no crescimento da popularidade deste esporte no país. Com as vitórias de Bia Haddad Maia, o mesmo fenômeno acontece com o tênis. O número de praticantes do esporte vem crescendoConsequentemente, o número de lesões também.

Epicondilite Lateral ou “cotovelo do tenista”

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a epicondilite lateral ou também conhecida como “tendinite do tenista” ou “cotovelo do tenista” é a principal causa de dor na região do cotovelo. Caracteriza-se por dor na região do epicôndilo lateral (face lateral do cotovelo), onde se localizam 6 tendões. Basicamente, eles exercem ações de supinação do antebraço e extensão do punho e dedos.

Embora a epicondilite lateral tenha mais incidência em praticantes de tênis, ou aqueles que exercem atividades laborais que exigem movimentos repetitivos do antebraço, ela também pode ocorrer em pessoas sedentárias. 

Em relação aos sintomas, a epicondilite lateral consiste em uma forte dor no lado de fora do cotovelo que pode se estender até o antebraço. Além disso, pode ocorrer a perda de força ao segurar um objeto ou carregar malas, por exemplo.  

Epicondilite Lateral pode ser tratada com CBG

Neste sentido, o Dr. Renan relatou como o tratamento com Cannabis atuou positivamente no tratamento  da tenista com epicondilite lateral: 

“Começamos o tratamento com Cannabis, especificamente com óleo rico em CBG, que é o Canabigerol, um canabinoide com propriedades anti-inflamatórias importantes. Ela respondeu superbem a este tratamento. No retorno há mais ou menos uns 40 dias, ela me relatou que estava 100%. Já não tinha nenhuma dor, que conseguiu participar de torneio com 6 jogos em um dia e venceu o torneio. Por fim, acabou tendo resultado acima do que ela vinha tendo antes de iniciar o tratamento”.

O fim da ansiedade nas quadras

Outros elementos que podem jogar contra o tenista nas quadras são a ansiedade e a falta de concentração. Já falamos aqui sobre como a ansiedade está presente na vida dos brasileiros. Nessa perspectiva, o óleo de Cannabis também pode servir como um aliado.

Bem como Dr. Renan relata sobre o resultado positivo de uma indicação de óleo rico em THC:

“Já um outro paciente tenista buscou tratamento devido a uma questão mais voltada à ansiedade. Ele ficava muito nervoso durante as competições. E inclusive antes. Eles começava a ficar muito agitado pensando nisso. Ficava ansioso e se desconcentrava.  Esse já era um paciente que fazia uso de Cannabis de maneira recreativa.  Mas com isso ele acabava ficando até mais ansioso. Enfim, não tinha bons resultados. Ele queria saber como poderia utilizar a Cannabis pensando na ansiedade e no controle com foco em concentração Então utilizamos um óleo mais rico em THC. Esse atleta teve um resultado muito legal. Ele relatou a capacidade de ter mais foco e clareza mental”. 

Por fim, é importante esclarecer que o tão conhecido efeito eufórico do THC pode ser evitado justamente por meio do monitoramento da dose e acompanhamento médico.

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Denise Tamer

Editora e jornalista especializada em Cannabis Medicinal

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