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“Com o CBD eu sinto que o meu basal, o meu dia a dia, melhora como um todo, é uma melhora mais sistêmica”

“Com o CBD eu sinto que o meu basal, o meu dia a dia, melhora como um todo, é uma melhora mais sistêmica”

Entre ansiedade e endometriose, a bióloga Lucia Munari encontrou na Cannabis medicinal uma estratégia de cuidado contínuo, com efeitos percebidos nas duas condições

Publicado em

28 de abril de 2026

• Revisado por

Jornalista e pós-graduada em Filosofia e Literatura, com 13 anos de experiência em comunicação, conteúdo e estratégias digitais. Atuou como repórter, redatora, roteirista, ghost writer e head de conteúdo. Especialista em Thought Leadership e storytelling, acredita no poder das narrativas para conectar pessoas e ideias.

A ansiedade, para Lucia Munari, nunca foi um evento isolado. É uma condição que atravessa mais de 20 anos da sua vida, ainda que tenha assumido diferentes intensidades ao longo do tempo. Houve um período em que ela existia de forma mais difusa, menos nomeada. Com o avanço da vida profissional, no entanto, passou a se tornar mais evidente e mais difícil de administrar.

Bióloga, Lucia passou pela formação acadêmica e seguiu para a vida profissional, período que ela identifica como um ponto de piora da ansiedade. Com o aumento das responsabilidades, os sintomas se intensificaram e passaram a exigir mais atenção no dia a dia.

O lugar dos tratamentos convencionais

Lucia chegou a fazer acompanhamento psiquiátrico e utilizar antidepressivos, medicamentos frequentemente indicados também para quadros de ansiedade. As primeiras semanas, segundo ela, foram marcadas por desconforto, um processo de adaptação que ela reconhece como comum nesse tipo de medicação. Com o tempo, houve estabilização e o tratamento passou a funcionar dentro do esperado.

Ainda assim, sua percepção ao longo do tempo foi de que esses medicamentos atuam de maneira mais direta e imediata, sobretudo em momentos de crise. Por isso, seguem presentes em sua rotina, mas de forma pontual. Em situações mais intensas, ela recorre a esses recursos como suporte.

A escolha por ampliar o cuidado

A decisão de buscar a Cannabis medicinal não veio de uma ruptura, mas de uma tentativa de ampliar as possibilidades de cuidado. O interesse estava relacionado, sobretudo, à expectativa de menos efeitos colaterais e a um impacto mais abrangente no organismo.

“Eu não queria ficar tomando alopático, esses remédios mais fortes, de forma contínua. O que me motivou foi que os derivados da Cannabis têm menos efeito colateral e também têm a promessa de outros benefícios”, conta.

Ao escolher o médico, pesou o fato de Alexandre Assuane Duarte atuar tanto em quadros de ansiedade quanto em condições como a endometriose, diagnóstico que Lucia também havia recebido.

O início do tratamento foi combinado. Por orientação médica, ela utilizou Cannabis associada ao antidepressivo, o que torna esse primeiro momento menos comparável. Com o tempo, foi possível ajustar o protocolo, reduzindo o uso contínuo do alopático e mantendo-o como recurso eventual.

O que muda no dia a dia

A principal diferença percebida por Lucia não está na interrupção imediata de sintomas, mas na qualidade do funcionamento cotidiano. Enquanto os alopáticos atuam de forma mais rápida em momentos críticos, a Cannabis parece operar em outra dimensão.

Ela descreve essa mudança como uma melhora do “basal”. O estado de fundo, aquilo que sustenta o dia a dia, passa a ser mais estável. Não se trata de ausência de ansiedade, mas de uma presença menos invasiva, menos constante.

Esse processo não foi estático. Ao longo dos anos, o tratamento passou por diversos ajustes, com introdução de diferentes canabinoides, revisão de doses e adaptações conforme a resposta do organismo. A construção foi gradual e segue em andamento.

“Com o CBD eu sinto que o meu basal, o meu dia a dia, melhora como um todo, é uma melhora mais sistêmica. Mas isso é uma percepção de anos, não foi uma coisa imediata, foi com o tempo e com ajustes.”

Endometriose: um percurso paralelo

A endometriose aparece como um segundo eixo importante na trajetória de Lucia. O diagnóstico foi feito pouco antes do início do tratamento com Cannabis e levou a uma série de avaliações.

“A endometriose não era o foco principal, mas acabou sendo beneficiada também”, conta.

Inicialmente, houve indicação de cirurgia, posteriormente revista. Ao buscar uma segunda abordagem, ela passou a ser acompanhada por uma equipe especializada, com a recomendação de um manejo mais conservador.

O tratamento incluiu o uso de hormônio, que ela mantém até hoje, com o objetivo de interromper a menstruação. A mudança teve impacto direto na qualidade de vida. Durante anos, Lucia conviveu com dores recorrentes em todos os ciclos menstruais, exigindo o uso frequente de medicação. A ausência da menstruação representou uma redução significativa desses episódios.

“Eu não tinha uma dor que me levava para o hospital, mas eu tinha dor todo mês, por vários dias, e precisava tomar remédio sempre.”

Um efeito observado ao longo do tempo

Como já dito, a Cannabis não foi introduzida com foco na endometriose. Ainda assim, ao longo do acompanhamento, um dado chamou atenção. Após um intervalo de alguns anos sem realizar exames específicos, Lucia voltou a investigar o quadro e constatou uma redução da endometriose.

Ela trata essa informação com cautela. Não estabelece uma relação causal definitiva, mas reconhece que, nesse período, além do tratamento hormonal, a principal mudança foi o uso contínuo de canabinoides.

Do ponto de vista biológico, já havia indicação do potencial anti-inflamatório do CBD, ainda que, no início do seu tratamento, os estudos fossem menos consolidados. Posteriormente, segundo orientação médica, esse campo passou a reunir evidências mais consistentes.

A importância do acompanhamento

Um aspecto central na trajetória de Lucia é a escolha por um tratamento estruturado. Desde o início, sua intenção foi realizar o uso da Cannabis com acompanhamento médico, definição de doses e ajustes contínuos.

Essa lógica se mantém ao longo do tempo. O tratamento não é fixo, nem fechado. Ele se adapta conforme a resposta do organismo, incorporando novos canabinoides e ajustando estratégias.

Outros medicamentos seguem sendo utilizados quando necessário, sem exclusão. A diferença está na forma como esses recursos são organizados. A Cannabis passa a ocupar um lugar contínuo no cuidado, enquanto os demais entram de forma mais pontual.

“A ideia é que a cannabis esteja comigo no longo prazo, e os outros medicamentos entrem mais como apoio. Eu não deixo de usar outros remédios quando preciso, mas eles ficam mais pontuais.”

Importante!

É importante lembrar que o uso de medicamentos à base de Cannabis exige prescrição médica. A avaliação individual é essencial para definir a formulação, a dose e os ajustes ao longo do tratamento.

Se você deseja saber se essa abordagem é factível para o seu caso , acesse a nossa plataforma de agendamento. Lá, é possível marcar uma consulta com médicos experientes na prescrição de Cannabis medicinal, como o Dr Alexandre Assuane Duarte. O acompanhamento adequado é o que garante mais segurança e consistência ao tratamento.

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Jornalista e pós-graduada em Filosofia e Literatura, com 13 anos de experiência em comunicação, conteúdo e estratégias digitais. Atuou como repórter, redatora, roteirista, ghost writer e head de conteúdo. Especialista em Thought Leadership e storytelling, acredita no poder das narrativas para conectar pessoas e ideias.

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