Dalva Ribeiro Leonel convive com a fibromialgia há mais de vinte anos. Ao longo de todo esse tempo, ela passou por diferentes estratégias de tratamento medicamentoso. As dores até eram parcialmente controladas, mas nunca ausentes. Com o tempo, os efeitos colaterais dos medicamentos também passaram a fazer parte da rotina.
“Eu sentia dor o dia inteiro. Acordava com dor e ia dormir com dor. Isso fazia parte da minha rotina há muitos anos”, conta Dalva.
No entanto, em maio de 2025, Dalva iniciou o tratamento com Canabidiol, sob acompanhamento atento da médica Rafaela Trevisan, prescritora de Cannabis medicinal.
O início foi marcado por consultas frequentes e ajustes sucessivos, respeitando a resposta do corpo e a evolução do quadro clínico. Não houve promessa de efeito imediato nem condução padronizada, mas sim, uma abordagem absolutamente individualizada, que adota uma observação contínua.
À medida que o tratamento se consolidou, os intervalos entre as consultas aumentaram. Atualmente, Dalva realiza acompanhamento a cada dois meses, mantendo estabilidade clínica e resposta consistente ao tratamento.
“Quando comecei o tratamento com o CBD, as consultas eram semanais. A doutora acompanhava bem de perto, ajustando o tratamento conforme meu corpo ia respondendo.”
A melhora gradual do sono marcou o primeiro sinal de resposta positiva ao tratamento
A primeira mudança percebida foi no sono. Antes fragmentado, com despertares constantes ao longo da noite, ele passou a se tornar mais contínuo. A melhora do sono teve impacto direto na disposição e na forma como o corpo lida com a dor.
“Eu dormia muito mal, acordava várias vezes durante a noite e não descansava. Hoje eu durmo muito melhor. Consigo passar a noite quase toda dormindo e, quando acordo, é só uma vez. Isso mudou completamente minha disposição durante o dia. Com o sono melhor, as dores também começaram a diminuir. Elas não desapareceram totalmente, mas deixaram de ser constantes.”
As dores, que antes estavam presentes do início ao fim do dia, tornaram-se menos frequentes. Ainda existem, mas deixaram de ser permanentes. Em alguns dias, não aparecem. Para uma paciente com histórico prolongado de fibromialgia, essa mudança altera a relação com o próprio corpo e com a rotina.
“Hoje eu tenho dias inteiros sem nenhuma dor. Para quem passou tantos anos sentindo dor o tempo todo, isso faz uma diferença enorme”, comemora.
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Dalva evita definir o quadro como totalmente controlado, mas reconhece uma melhora significativa na qualidade de vida. O tratamento permitiu reduzir a interferência da dor nas atividades diárias e trouxe maior previsibilidade ao cotidiano.
“Eu não gosto de dizer que a doença está controlada, mas a minha vida está muito mais organizada. A qualidade de vida melhorou no geral.”
Ela atribui parte central desse processo à condução médica. A atenção aos detalhes, a responsabilidade na prescrição e o acompanhamento próximo foram determinantes para os resultados observados. Em um campo que exige critério e personalização, o cuidado contínuo fez diferença concreta ao longo do tratamento.
“A doutora Rafaela é extremamente atenciosa e muito responsável no que faz. A forma como ela propõe e acompanha o tratamento fez muita diferença para mim. Eu me senti segura durante todo o processo, porque sempre houve cuidado, orientação e acompanhamento de perto.”
Importante!
A trajetória de Dalva com a Cannabis medicinal não aponta para soluções imediatas, mas para um caminho possível, construído a partir de escuta clínica, ajustes sucessivos e da resposta individual de cada paciente ao tratamento.
Esse acompanhamento é central tanto para avaliar a indicação quanto para calibrar formulações, dosagens e a convivência com outros medicamentos em uso. No Brasil, a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece a prescrição médica como requisito para a aquisição legal dos produtos, reforçando a necessidade de critério e acompanhamento profissional.
Mais do que intervir sobre um sintoma isolado, a introdução da Cannabis medicinal exige um olhar ampliado sobre o paciente, considerando histórico, rotina e condições associadas — algo que dialoga diretamente com a experiência relatada por Dalva. Iniciar esse tipo de tratamento implica responsabilidade, acompanhamento contínuo e decisões compartilhadas entre médico e paciente.
Como mostra essa trajetória, não se trata de atalhos, mas de um cuidado sustentado no tempo. Clique aqui e agende sua consulta!













