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Neurologista Canabidiol: tratamento de doenças neurológicas com CBD

Neurologista adepto ao canabidiol é o médico especializado no sistema nervoso central e periférico habilitado a prescrever canabinoides.

Por outro lado, no Brasil, uma parcela da comunidade médica ainda resiste à ideia de receitar fármacos à base de Cannabis medicinal.

Isso se deve, em parte, ao mercado bastante restrito para medicamentos produzidos com CBD e THC.

Embora a Anvisa autorize a importação, essa é uma forma menos convencional de se obter remédios, ao menos para o brasileiro acostumado a comprar apenas em farmácias.

Outro fator que pode influenciar são as próprias convicções do especialista. Afinal, alguns são céticos em relação ao CBD em virtude da falta de regulamentação e do estigma social.

No entanto, quem sofre de distúrbios neurológicos não tem tempo a perder e, para muitos, encontrar um neurologista que prescreva canabinoides pode ser questão de vida (e da qualidade dela).

Então, para entender melhor esse universo e as possibilidades que o tratamento neurológico com CBD oferece, continue sua leitura.

Tratamento de doenças neurológicas com uso de canabidiol: o que dizem os especialistas?

A despeito da parcela de médicos que permanece cética a respeito do CBD, alguns dos mais renomados especialistas recomendam o seu uso.

No Brasil, um dos mais atuantes é o neurologista Ibsen Thadeo Damiani.

Ele aderiu à Cannabis medicinal em 2016, depois de ver uma incrível melhora no estado de saúde de um paciente com a doença de Parkinson.

Desde então, não parou mais de pesquisar sobre a substância e, hoje, é uma das autoridades acerca do assunto no Brasil.

Segundo o Dr. Damiani, não há por que temer a Cannabis, devido aos seus efeitos adversos insignificantes e à sua baixa toxicidade.

Nos Estados Unidos, duas referências são os neurologistas William E. Rosenfeld e Susan M. Lippmann.

Em uma entrevista para o portal Yahoo, eles reafirmaram a sua certeza na eficácia do CBD no tratamento de distúrbios neurológicos e no controle de convulsões.

Qual é o posicionamento da Anvisa em relação ao uso medicinal do CBD?

A opinião dos especialistas é sempre importante, mas ela não teria peso se os órgãos de controle sanitário não dessem o seu aval ao CBD.

Nesse aspecto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, vem avançando de forma consistente para abrir cada vez mais o mercado brasileiro.

Embora uma parte dos órgãos de governo ainda seja resistente à ideia, especialmente na questão do cultivo, no geral, a postura oficial tem sido favorável.

Prova disso são as mais recentes resoluções da Anvisa no sentido de controlar os processos de importação.

Essa abertura se fundamenta em números, afinal, a quantidade de pedidos de importação de medicamentos à base de CBD aumentou 5,9 vezes nos últimos cinco anos.

Neurologista canabidiol: tratamentos convencionais x tratamentos com CBD

Verdade seja dita: se os tratamentos convencionais fossem 100% eficazes, talvez o canabidiol não estaria em um momento de tanta evidência.

Isso porque, na prática, as doenças neurológicas podem ser difíceis de se diagnosticar e de tratar.

Um bom exemplo disso é a epilepsia refratária, na qual o paciente tem dificuldades em conseguir resultados com os fármacos normais.

Obviamente nem sempre isso acontece.

Na média, os tratamentos convencionais com anticonvulsivantes, antidepressivos, neuromodulação ou dieta cetogênica apresentam bons resultados.

Por outro lado, em geral, os medicamentos para o sistema nervoso cobram um preço e podem gerar efeitos colaterais, às vezes bastante severos, razão pela qual são controlados.

É nesse aspecto que o tratamento com CBD se torna ainda mais interessante.

Além de ser eficaz quando as opções convencionais não funcionam, normalmente, ele não produz reações adversas como os fármacos comuns.

Neurologista Canabidiol: Como funcionam os tratamentos com canabinoides?

Quando as alternativas convencionais falham, o canabidiol pode ser o último recurso antes de uma cirurgia invasiva.

É nesse ponto que muitos médicos e pacientes que ainda não conhecem os benefícios dos canabinoides se surpreendem.

Afinal, em algumas situações, as respostas são extremamente rápidas.

Um caso exemplar disso é o do seu Evaldo Lopes, de 68 anos. 

Portador da doença de Parkinson, ele não vinha tendo resultados com o tratamento à base de prolopa, um dos mais conhecidos medicamentos antiparkinsonianos.

Para a surpresa da família, no mesmo dia em que ingeriu o óleo de CBD pela primeira vez, ele já mostrou um novo ânimo.

Essa é a dinâmica de boa parte dos tratamentos para doenças neurológicas com canabidiol, nos quais pacientes outrora desenganados ou sem resultados melhoram de forma rápida e surpreendente.

De quais formas o CBD pode ser consumido nos tratamentos?

Em países com legislação mais evoluída, o CBD pode ser consumido por diversas vias – em alguns casos, os médicos podem indicar até que se fume recreativamente.

Já no Brasil, em que o cultivo da Cannabis e o consumo recreativo são proibidos, essa é uma possibilidade inviável, a não ser por via judicial.

De qualquer modo, a Anvisa só autoriza a venda e a importação de medicamentos contendo canabinoides que sejam administrados via oral ou nasal.

Normalmente, nos tratamentos prescritos por um neurologista adepto ao canabidiol, o CBD é ingerido na forma de cápsulas ou como óleo.

Neurologista Canabidiol: Quais doenças podem ser tratadas com canabidiol?

Uma das características que fazem do CBD uma substância extremamente versátil é a sua interação com o sistema nervoso por meio do sistema endocanabinoide.

Descoberto por Raphael Mechoulam, é nele que os canabinoides são absorvidos pelos receptores CB1 e CB2.

A partir dessa ligação, eles promovem uma série de reações químicas no sentido de reequilibrar o organismo, afinal, essa é a função do sistema endocanabinoide.

Isso faz com que o canabidiol possa ser amplamente indicado para tratar de praticamente todas as condições que atingem o SNC, algumas delas raras.

Conheça nos tópicos seguintes quais são, hoje, as doenças neurológicas (ou que afetam a cognição) que podem ser tratadas com a Cannabis medicinal.

Autismo

O transtorno do espectro autista (TEA) ainda desafia neurologistas, pediatras e psiquiatras em virtude da grande variação de sintomas, que se manifestam de diferentes maneiras.

Isso significa que, de um paciente para outro, jamais eles se apresentam de forma idêntica.

Pode haver, por exemplo, um autista que não fala, enquanto outros conseguem se expressar com relativa normalidade.

Há, ainda, casos considerados extremamente graves, como o de Junior, diagnosticado com autismo severo.

Depois de toda uma vida sofrendo com os sintomas da doença, ele encontrou alívio para a maior parte deles quando a sua mãe, Marina de Carvalho Rodrigues, recorreu ao CBD.

Para saber mais sobre a relação desse composto com a enfermidade, acesse o guia completo do canabidiol para tratar autismo.

Dor crônica

Outro caso incrível de recuperação depois de recorrer ao CBD é o do carioca Otto Soares

Aos 30 anos, ele foi diagnosticado com compressão na medula, problema que poderia fazer com que ficasse tetraplégico.

Mas o pior ainda estava por vir: em uma segunda consulta, os médicos detectaram uma invaginação da coluna.

Trata-se de uma anomalia na junção da coluna vertebral com o crânio que, se não for operada, faz com que a coluna penetre no cérebro, levando o paciente à morte.

Depois de anos sofrendo com dores atrozes e tratamentos ineficazes, Otto enfim descobriu a Cannabis medicinal, que hoje lhe proporciona alívio contra a dor como jamais havia sentido.

Sobre o CBD no tratamento da dor crônica, vale também destacar um estudo da Universidade da Califórnia, no qual os autores chegaram à seguinte conclusão:

O CBD não psicoativo apresenta uma oportunidade para o tratamento da dor crônica intratável para a qual os tratamentos primários são insuficientes ou impossíveis.

Alzheimer

Segundo o Instituto Alzheimer Brasil (IAB), essa é uma doença que atinge cerca de 5% da população brasileira acima de 60 anos.

Uma dessas pessoas é a dona Junia Borges, de 79 anos.

Diagnosticada em 2019 com a doença, ela e o seu filho, Sérgio Azevedo, encontraram na Cannabis medicinal uma esperança para frear o avanço da enfermidade.

Depois de se tratar com o CBD, ela voltou a andar e a falar, recorrendo até à fisioterapia para recuperar a mobilidade mais rápido.

Parkinson

Além do Alzheimer, outra doença neurológica que pode levar à demência é o mal de Parkinson.

Esse seria o trágico destino da dona Terezinha Pacheco, que tinha tremores tão fortes que chegou a cair e quebrar o braço e o ombro.

Depois de experimentar o óleo de CBD e melhorar, ela teve uma recidiva, voltando a ter tremores e convulsões por falta do medicamento.

Desiludida, achou que a Cannabis não adiantava e recusou novas tentativas, até que a sua nora pingou duas gotas de canabidiol no seu chá sem ela saber.

Conclusão: dona Therezinha melhorou dentro de três dias, resgatou a sua mobilidade, zerou as convulsões e, hoje, não quer saber de outro tratamento que não seja à base de CBD.

Epilepsia

Provavelmente, a epilepsia seja a doença com mais estudos para comprovar a eficácia dos canabinoides em seu tratamento.

A quantidade de pesquisas fez inclusive com que a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhecesse a substância como eficaz para controlar os seus sintomas.

Vale destacar, ainda, um estudo da Universidade de São Paulo que sugere que o CBD pode não só tratar dos sintomas da epilepsia como impedir o seu avanço.

Nele, os resultados mostram que o tratamento com canabidiol impediu o recrutamento de novas áreas do cérebro no processo que dá origem à doença.

Esquizofrenia

Pacientes que sofrem de esquizofrenia são acometidos por constantes surtos psicóticos em que têm alucinações, delírios e confusão mental.

Há pesquisas que apontam também para os benefícios do CBD ao tratar dessa doença, como uma revisão de literatura na qual colaboram os brasileiros Antonio Waldo Zuardi e José Alexandre S. Crippa.

Ao final dos testes, o grupo concluiu:

“O CBD se comporta em estudos pré-clínicos e clínicos como um antipsicótico atípico, melhorando os sintomas do tipo psicótico em doses que não prejudicam a função motora.

Psicose

A psicose se caracteriza pela dissociação entre o que é real e imaginário, sendo esse o principal sintoma da esquizofrenia.

Já abordamos o tema por aqui, mas nunca é demais relembrar o que dizem alguns estudos sobre essa condição.

Um deles é o artigo Cannabidiol as a potential treatment for psychosis, de autoria de Cathy Davies e Sagnik Bhattacharyya, no qual os autores concluem que:

“Os ensaios clínicos iniciais sugerem que o CBD é seguro, bem tolerado e pode ter efeitos antipsicóticos em pacientes com psicose. Há alguma indicação de que o CBD pode ser particularmente eficaz nos estágios iniciais do transtorno, como em pacientes com alto risco clínico e aqueles com primeiro episódio psicótico.”

Neurologista Canabidiol: Quais são os benefícios dos tratamentos com canabidiol?

Não se discute que é preciso avançar mais nas pesquisas para que o CBD seja definitivamente chancelado pela comunidade médica e científica.

No entanto, já são tantas as evidências de que ele é eficaz que fica difícil duvidar dos poderes da Cannabis medicinal.

Afinal, além de impedir o avanço de enfermidades graves e de controlar sintomas em doenças neurológicas avançadas, ela apresenta outros benefícios, como os raros efeitos adversos.

Neurologista canabidiol: onde encontrar médicos que prescrevem receitas com CBD?

Quando se trata do sistema nervoso, o fator tempo é decisivo para determinar o sucesso do tratamento e a posterior recuperação do paciente.

O portal Cannabis & Saúde entende esse desafio e, para ajudar, disponibilizamos uma lista de médicos prescritores de canabidiol, entre os quais você encontra neurologistas.

Escolha o seu especialista, a forma de consulta (presencial ou a distância) e aproveite essa facilidade.

Qual é o custo médio de remédios à base de canabidiol?

Os fármacos à base de CBD, no Brasil, custam hoje em torno de R$ 3 mil, podendo ser vendidos a preços promocionais por até R$ 2,3 mil.

No entanto, com a expectativa por novas resoluções da Anvisa, estima-se que esses valores podem cair em até 75% nas farmácias brasileiras.

Como comprar remédios à base de Cannabis?

Desde 2015, a Anvisa autoriza a compra de medicamentos importados contendo Cannabis.

No entanto, para ter acesso a eles, é necessário obedecer os trâmites impostos pelo órgão de controle sanitário.

Com tão poucas alternativas nacionais, é mais provável que você precise recorrer à importação, caso o remédio seja para tratar de algum distúrbio neurológico.

Veja na sequência como funciona o processo.

Prescrição médica

Medicamentos prescritos por um neurologista contendo canabidiol são controlados.

Isso quer dizer que eles só podem ser vendidos mediante apresentação de receita médica.

A mesma exigência se aplica ao comprar produtos do exterior e que estejam sujeitos ao controle sanitário ao entrar no Brasil.

Sendo assim, para adquirir fármacos à base de CBD dos Estados Unidos, por exemplo, é indispensável que um médico credenciado faça a prescrição.

Para isso, você deverá se certificar de que o profissional trabalha com esse tipo de produto.

Uma vez encontrado, você (ou o paciente) deverá discutir com ele as melhores possibilidades a fim de determinar o medicamento com o perfil ideal.

Pedido junto à Anvisa

De posse da receita médica, você terá o que precisa para dar entrada na solicitação de importação junto à Anvisa.

Uma boa notícia é que, recentemente, o órgão simplificou o processo, reduzindo a quantidade de documentos exigidos.

Hoje, somente a receita basta para solicitar a importação de produtos derivados de Cannabis.

Tudo pode ser feito online pelo formulário disponibilizado no site da agência

O pedido pode ser feito pelo próprio paciente ou por seu representante legal autorizado por procuração.

Resposta do órgão

Outra notícia animadora é que, além de ter desburocratizado o processo de solicitação, a Anvisa também passou a responder em muito menos tempo.

Para se ter uma ideia, logo que começou a autorizar a importação de Cannabis medicinal, o tempo de resposta podia ser de longos 90 dias.

Felizmente, houve avanços e, atualmente, o órgão leva no máximo dez dias para dar um retorno, seja ele positivo ou não.

Se for “sim”, o próximo passo é encontrar uma loja que venda os medicamentos autorizados para uso no Brasil pela Anvisa.

E se for negativa, a Anvisa dirá se há alguma pendência para que sejam feitos os ajustes necessários para um novo pedido.

Compra e entrega

Tendo a resposta positiva da Anvisa, você terá que procurar pela internet para comprar o seu medicamento.

Cabe ressaltar que, como toda compra do exterior, será preciso arcar com taxas e impostos, bem como lidar com instituições estrangeiras ao longo do processo.

Nem todos têm o conhecimento para tanto, motivo pelo qual o portal Cannabis & Saúde também busca facilitar a sua compra.

Por isso, ao importar medicamentos que contêm CBD, conte com o serviço de concierge da CanTeraMed, que realiza todo esse trabalho para o paciente.

Clique e veja como importar produtos à base de Cannabis medicinal no Brasil.

Conclusão

A ciência continua avançando e, no atual ritmo, tudo indica que, dentro de poucos anos, as respostas esperadas sobre a eficácia dos canabinoides sejam enfim encontradas.

De qualquer forma, nada impede de se recorrer hoje, via um neurologista adepto ao canabidiol, aos tratamentos com Cannabis medicinal.

Antes disso, não deixe de se manter sempre a par dos avanços científicos a respeito dos canabinoides lendo os conteúdos publicados aqui, no portal Cannabis & Saúde.

Redação Cannabis & Saúde

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