“A dor que era nove virou dois depois do CBD”, conta paciente com dor crônica

As transformações que acompanham a chegada da puberdade foram mais intensas para a jovem Thais Ricci. Aos 13 anos, intensas dores nas costas e um diagnóstico de escoliose acompanharam seu crescimento. Uma curvatura anormal para um dos lados do tronco, determinada pela rotação das vértebras, que, principalmente em meninas, se manifesta em dor no período de crescimento mais intenso na adolescência. “Desde então, minha vida foi só dor. Sempre foi assim. Tudo que fazia, sentia dor”, conta a empresária.

Nos casos mais graves, além do desvio da coluna, um sinal típico da doença é a presença de assimetrias no corpo do paciente. No caso de Thaís, sua perna esquerda é 7 mm mais curta que a direita. “Já fiz fisioterapia, RPG, natação, ioga, tudo que se pode imaginar. Nunca nada resolveu. Melhorava, mas nada efetivo”, conta.

Uma vida com dor

“Acabei me adaptando. Me acostumei a viver com dor. “A coluna em si não dói, mas causa problemas que trazem a dor. Em vários momentos da minha vida, dependendo do que eu faço, dava dor em algum lugar. Passei anos com uma dor no braço. Às vezes, do nada, eu acordava com um torcicolo que não conseguia me mexer.”

Há 8 anos, porém, as coisas ficaram ainda mais difíceis. “Eu comecei a sentir uma dor no quadril. É a pior dor que eu senti. Me impossibilitou de fazer muitas coisas. Uma dor que não vai, só volta. Quando eu tenho crise, vou para o hospital tomar injeção. Ela melhora, mas está ali. Não some nunca.”

Tratamentos convencionais para dor crônica

Os tratamentos convencionais pouco ajudavam. “O médico me deu um monte de remédio e nada resolveu. Um chegou a dizer que as dores eram coisa da minha cabeça”, esbraveja Ricci. “Eu fui embora e nunca mais voltei. Imagina, um ortopedista, ver todos os problemas que tenho na coluna, chegar e falar que era coisa da cabeça. Muito complicado.”

Como sempre fez, sua alternativa foi aguentar a dor. Recorria ao hospital em último caso. Diante de uma crise, quando a dor constante se torna extremamente aguda, tomava uma injeção analgésica e voltava para casa. “Se eu tomasse remédio desde a época que comecei a sentir dor até agora, eu já teria um monte de problema de saúde que os remédios alopáticos causam. Pressão alta, diabetes, que esses remédios trazem efeito colateral.”

Tratamento de dor crônica com Cannabis

Estava praticamente resignada, pensando que ia passar o resto da vida assim. Duvidava de qualquer possibilidade de tratamento que encontrava, como a Cannabis.

“Eu via que resolvia outros problemas, como crianças com convulsão, mas para dor eu não achava que ia funcionar. Achava que não ia fazer efeito”, lembra. “Não é possível que um óleo de uma planta vai tirar as minhas dores, sendo que eu tomei tantos remédios e nunca resolveu.”

Pela iniciativa de seu marido, chegou ao doutor André Cavallini. “Eu nunca tinha me sentido tão bem. Eu não dormia. Fiquei desde 2013 até começar a tomar sem dormir. As dores no quadril eram mais a noite. Já sofria o dia inteiro com dor,  e na hora de descansar não conseguia dormir com mais dor. Um inferno”, conta Ricci.

“Logo que acertei a  dose, melhorou muito. Eu já conseguia dormir. Nunca dormi tão bem na minha vida inteira. Até sonhar, que não fazia, estava sonhando. Sonhos longos, porque eu estava dormindo de verdade.”

Vida nova com Cannabis

Apesar de não ter se livrado completamente da dor, Thais comemora os resultados. “O que incomoda é uma dor aguda que fica ali o tempo todo. Qualquer coisa que eu faça, está aquela dor. Com o CBD, essa dor aguda sumiu. Fica um negocinho ali , mas para alguém que já sentiu tanta dor como eu, não é nada”, conta. “De 0 a 10, eu sentia uma dor de 8 a 9. Tomando o CBD, essa dor é 2 ou 3.” 

Melhora que refletiu em qualidade de vida para  toda a família. “Tenho um casal de filhos e eles sentiram também a diferença. É complicado conviver com uma pessoa com dor o tempo todo, irritada. Isso melhorou bastante.”, garante Thais, hoje com 40 anos. “Por eu ser uma pessoa que sempre sentiu dor a vida inteira, eu ficava muito irritada, mal humorada. Como me adaptei, às vezes eu tava com dor e nem notava, só que trazia outros problemas. Ansiedade, enxaqueca. O óleo melhorou em tudo isso.”

Felipe Floresti

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