Após muita dificuldade, Felianne Moura saiu da escola pública no interior da Paraíba para se formar em medicina na universidade federal do estado. Encantada pela psiquiatria durante o estágio da graduação e, assim, se especializou na área.
Tanto esforço para, certo dia, pacientes começarem chegar ao seu consultório dizendo que os medicamentos que a psiquiatra prescrevia não funcionavam tão bem quanto o conteúdo de um vidrinho marrom sem qualquer rótulo.
“A Cannabis medicinal não entrou em minha vida por uma decisão minha. Os pacientes chegavam já fazendo o uso, às vezes de forma clandestina.”
“Principalmente pais de autistas, dizendo que não ficavam bem com medicação alopática que tinha passado, mas tinha conseguido um óleo que era melhor que minhas medicações. Eu ia falar o que?”
“Eu era muito preconceituosa com esse negócio de Cannabis medicinal. Não se ensina na faculdade e eu tinha uma visão muito medicamentista. Achava um absurdo, mas o resultado era inegável.”
“Como eu ia dizer para parar uma medicação que está dando certo e voltar para uma que eu passei, mas não dava resultado e ainda causava efeito colateral? Foi uma quebra de paradigmas para mim.”
O início da prescrição de Cannabis medicinal
Isso foi por volta de ano de 2016. Na época, as discussões sobre a Cannabis medicinal ainda eram incipientes no País, mas isso não impediu que Felianne deixasse o preconceito de lado e se dedicasse aos estudos da Cannabis medicinal.
Fez cursos, se filiou à Sociedade Brasileira de Estudo da Cannabis Sativa (SBEC) e logo incluiu a Cannabis em seu arsenal terapêutico. “O caso que mais me impressionou é de um menino de 7 anos autista. Era de baixa renda e não tinha acesso a terapias nem cuidadoras. Era só ele e uma mãe já idosa.”
“Ele vive igual a um bicho, trancado, porque ele saía correndo e machucava, machuca as outras pessoas. Não tinha o mínimo de convivência social. Quando eu vi o retorno, não acreditei que era a mesma criança que da primeira vez quase quebrou tudo no consultório. Agora esse paciente tá indo pra escola, tem convívio social.”
De acordo com a psiquiatra, a Cannabis medicinal já é uma das principais demandas de pacientes que vão ao seu consultório. “São pacientes que já fizeram o uso de várias outras medicações e não tiveram resultado. Pacientes refratários que ouviram falar sobre a possibilidade de usar a Cannabis.”
Efeito colateral da Cannabis medicinal
“Apesar de não ser neurologista, existe uma procura muito grande de pacientes neurológicos, pois têm muita comorbidade com as doenças psiquiátricas. Acaba melhorando as duas coisas: o transtorno mental e, mesmo sem o intuito, a doença neurológica.”
“Por exemplo, paciente com coreia de Huntington. Já dois me procuraram por uma depressão não responsiva a fármacos. A gente introduziu o canabidiol e melhorou a depressão, mas também a qualidade de sono e os tremores.”
“No autismo, então, é onde mais vejo resultados diariamente. Quanto mais cedo os pacientes entram com a medicação, melhores os resultados. Pacientes com fibromialgia também tem muita comorbidade com depressão e acaba melhorando os dois transtornos.”
Para Felianne, essa é a principal diferença da Cannabis medicinal para outros medicamentos. “A grande maioria dos psicofármacos apresentam muitos efeitos colaterais, enquanto que, com a Cannabis medicinal, o efeito colateral é a melhora do sono, por exemplo. Não tem efeitos colaterais negativos como os psicofármacos convencionais.”
Essa diferença se deve ao funcionamento e papal do sistema endocanabinoide no organismo. “Os receptores canabinoides atuam provocando a homeostase, ou seja, o equilíbrio dos sistemas do corpo. Ele é responsável por regular vários sistemas, como o de serotonina e dopaminérgico.”
“Ele ajuda a equilibrar esses sistemas, ao contrário das medicações alopáticas, que alteram alguma coisa no sistema. Por exemplo, aumenta a recaptação de serotonina e isso pode melhorar alguma coisa, mas pode piorar outra porque causa um certo desequilíbrio.”
“Com os canabinoides, ajuda a estabilizar os sistemas. Por isso que, por exemplo, ajuda a regular o sono, mas não é uma medicação sedativa. O paciente que toma a Cannabis medicinal só tem a ganhar. Provoca um bem-estar geral do corpo, pois melhora o sono, reduz a inflamação, ajuda na perda de peso…”
A Cannabis medicinal e a mudança de paradigma
De acordo com a psiquiatra, além da qualidade de vida dos pacientes, a Cannabis medicinal ajudou a moldar sua própria atuação dentro da medicina. “Me fez ampliar o olhar terapêutico. Não se restringir àquilo que nos é imposto pelos protocolos e atende ao interesse da indústria farmacêutica.”
Para os colegas que ainda tem receio ou preconceito sobre a Cannabis medicinal, seu conselho é para que sigam seus passos e estudem. “Se entenderem um pouquinho como o sistema endocanabinoide funciona no corpo, vai entender porque a Cannabis medicinal é tão fantástica para vários transtornos mentais.”
“Não nos é ensinado na faculdade e saímos completamente ignorantes no assunto. Se qualquer pessoa estudar um pouquinho sobre o sistema endocanabinoide, vai se encantar por entender como a Cannabis medicinal funciona.”
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Hoje em dia, ninguém precisa mais depender de medicamentos clandestinos. É possível adquirir o óleo de Cannabis medicinal de maneira legal e segura, seguindo todo o rigor farmacêutico de pureza e controle do produto. O primeiro passo é marcar uma consulta com um médico prescritor de Cannabis medicinal.
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O flerte do médico Rodrigo Goes Brito com a medicina endocanabinoide vem desde que chegou em São Paulo. Baiano de Salvador, formado em 2016, se mudou para Caraguatatuba, no litoral paulista em 2018, onde começou a escutar sobre o potencial terapêutico da Cannabis medicinal.
“Ela melhora alguns sintomas que, às vezes, tem que tomar vários remédios e sem efeito colateral. comece a pesquisar acerca de Dravet, Lennox Gastaut, epilepsia em crianças, quadros gravíssimos que você usa uma ferramenta terapêutica que acaba tendo eficácia.”
“Comecei a ver que alguma coisa tem. Não é só uma planta, não é só uso recreativo, tem coisas a mais que a gente pode aproveitar e acabei ficando com vontade de estudar cada vez mais.”
Em uma viagem ao Uruguai, pode conhecer mais sobre a medicina endocanabinoide, como é chamada no país. No retorno, começou a se aprofundar no tema e descobriu que as discussões por aqui estavam mais avançadas do que imaginava.
“Muita gente falando de Cannabis aqui há algum tempo, muitos pacientes sendo tratados. Por acreditar no tratamento, pelos relatos, o fato de ser natural e inscrito na literatura médica há muito tempo, acabei decidindo entrar de vez nessa área.”
Paciente da medicina endocanabinoide
Até que explodiu a pandemia de Covid-19. “Foi aquela loucura. Principalmente no início, com a gente sem saber direito com o que estava lidando. Pessoas cada vez mais graves chegando aos hospitais e isso acaba afetando a gente psicologicamente.”
“Estava estudando a Cannabis e eu gosto de testar em mim determinado tratamento justamente para poder avaliar. Decidi fazer o teste e funcionou de forma excelente. Ajudou na redução do estresse devido à alta carga de trabalho. Na emergência, com muito paciente grave, facilitou a tomada de decisão.”
Após vivenciar os benefícios da Cannabis, decidiu que estava pronto para levar aos seus pacientes. “Meu primeiro paciente foi uma criança de sete anos. Ela tem uma doença neurodegenerativa chamada síndrome da microduplicação do cromossomo 22. Uma doença rara que, a partir do 5º ano, foi perdendo o movimento dos pés e das mãos. Uma paralisia da periferia do coro para o centro.”
“A mãe dele procurou porque ele é autista também e estava estressado, com muita crise de nervosismo. Se batia, se jogava no chão porque não conseguia ficar com o tronco seguro, e a mãe dele queria tentar porque tinha ouvido falar de crianças que usavam a Cannabis.”
“A gente decidiu iniciar e, a partir dos dois meses, começou a apresentar uma melhora motora. Ele não conseguia levar uma bolacha na boca, por exemplo, e, com o óleo, conseguiu ter essa coordenação motora. Já conseguiu ficar com o tronco mais fixo também.”
“Melhorou a questão social. Retornou às atividades dele. As professoras passaram a relatar uma melhora em relação ao humor e à participação nas atividades.”
O início da medicina endocanabinoide
De acordo com Brito, porém, as patologias mais tratadas são ansiedade, depressão, transtornos bipolares, insônia, dores crônicas e como adjuvante na terapia oncológica. “Estou acompanhando um paciente que está utilizando a Cannabis para fazer desmame de tabaco.”
Esse, no entanto, é somente um início. Ele acredita que, em breve, mais e mais aplicações da Cannabis serão descobertas e a terapia será cada vez mais comum nos consultórios médicos.
“A proibição, com a inclusão no rol de drogas perigosas, atrapalhou muito para que estudos robustos fossem feitos. A maioria dos estudos foram feitos com base no uso recreativo e a Cannabis ficou sem ter como se defender, já que era proibido você dar para o paciente.”
“Nos últimos anos, estão surgindo cada vez mais estudos robustos, do jeito que a ciências gosta: randomizado duplo cego. Eu vejo com bons olhos essa questão de futuro por conta disso. Está sendo falado, pesquisado, tem muito investimento, então acho que teremos bons ventos pela frente.”
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Além de viver próxima a uma praia paradisíaca, a oportunidade da médica Izabel Rocha se mudar para a Canavieiras, no litoral da Bahia, serviu também para que pudesse desempenhar sua profissão como sempre quis.
“A saúde coletiva sempre me chamou bastante atenção. A grandeza de poder ter uma atuação junto à comunidade, acompanhar a vida das pessoas por muito tempo e gerar impactos positivos.”
Com o nascimento de seus dois primeiros filhos, esse objetivo se ampliou. “Fiquei um tempo bem imensa na maternidade e isso transforma muito a gente. Eu já estava questionando muito a alopatia pura.”
O transformador sistema endocanabinoide
Quando, no final de 2020, uma amiga chegou à Canavieiras para ministrar um curso de fitoterapia canabica, tudo passou a fazer sentido. “Uma ferramenta terapêutica incrível que cabe muito nessa clínica que a gente vê no dia a dia. A gente poder tratar de uma forma integral com algo natural, tão eficaz e embasado.”
A possibilidade de tratar doenças refratárias foi o que mais lhe chamou atenção. “Em coisas que dentro da medicina tradicional não existem recursos, é transformador o tratamento dentro do sistema endocanabinoide.”
“Por exemplo, na anorexia do câncer, podemos devolver à pessoa a vontade de comer, conseguir se alimentar, em um momento em que nada mais ajuda ela a sair daquele estado de sofrimento intenso. São patologias de difícil manejo e na alopatia a gente não tem todos os recursos e na Cannabis a gente tem.”
“O sistema endocanabinoide é um mundo muito grande de receptores, moléculas e ligantes que equilibram o nosso corpo. Uma maestria linda. Os compostos da planta vão se conectar nesse sistema e ajudar esse sistema em desequilíbrio a achar um caminho mais confortável para a pessoa.”
“O sistema endocanabinoide está no corpo todo”
Izabel Rocha conta que, devido ao funcionamento do sistema endocanabinoide, acaba atendendo um número grande de patologias.
“São muito diversas, pois o sistema endocanabinoide está no corpo todo. São muitos casos de dor, mas a gente tem uma clínica muito ampla. Tenho contato com patologias muito graves e que não são tão frequentes. Mas lido muito com ansiedade e insônia, que são muito comuns.”
Em busca da melhora da qualidade de vida de seus pacientes, Izabel comemora pequenas e grandes transformações.
“Tenho uma amiga com artrite reumatoide que estava há três anos sem conseguir pentear o cabelo ou caminhar na rua por conta das dores. Quando começou a tomar o óleo, teve uma melhora significativa da inflamação e ficou toda feliz que conseguiu fazer coisas simples.”
“Teve dois irmãos gêmeos com 12 anos e quadro grave de autismo. Com a Cannabis, o pai conseguiu levar eles à praia e estava todo feliz pois estava tomando sorvete com eles.”
“A Cannabis vem me encantando a cada melhora, cada resultado lindo, positivo. É muito emocionante trabalhar com a medicina canabinoide porque a gente entrega qualidade de vida.”
“É diferente de controlar um sintoma com medicamento que vai dar efeitos colaterais horríveis. Os efeitos colaterais da Cannabis são benefícios, como ao aumentar o apetite de quem não consegue comer.”
“Eu vejo que é uma medicina muito humana. Traz a gente para um lugar de realização no sentido de saber que seu trabalho está vindo da natureza e sendo tão positivo na vida das pessoas.”
Espalhar a semente
Para a médica, a maior dificuldade é conciliar o medicamento canabinoide com a realidade social de Canavieiras. “Eu chamei pra mim a responsabilidade de tentar ajudar de alguma forma.”
“Tem uma aplicação enorme, vai caber no contexto de muita gente, eu fico querendo falar para elas, mas sei que muitos não vão ter condições de acessar. No começo eu falava, mas eles me respondiam para cair na real. Mas a gente foi pensando em formas, começou a se organizar localmente, mobilizar a questão associativa. Começamos a organizar um caminho junto à comunidade.”
No entanto, não esconde as dificuldades. “Nosso município é bem pequenininho, com um contexto de vulnerabilidade social muito grande. Metade da população é beneficiário do Bolsa Família. A gente tem uma realidade que é bem difícil até no contexto até alimentar, de moradia, imagina para comprar um medicamento. É uma frustração enorme.”
Independente dos obstáculos, segue firme na busca de levar qualidade de vida a quem precisa. “É importante trazer a luz sobre esse conhecimento. Desmistificar a planta, porque é incrível.”
“Tem que estar com os olhos abertos e procurando ser sensível para ver as realidades que existem. Tem tantas pessoas que passam por tantas situações difíceis, então a gente vai espalhando as sementes dessa notícia boa de uma novidade antiga.”
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Foi em busca de alternativas que o médico reumatologista Felipe Omura teve seu primeiro contato com a Cannabis medicinal. “A medicina só tem me dado alegria, no entanto, às vezes, com tudo que temos à disposição, a gente não consegue ajudar o paciente da forma que a gente gostaria.”
“Principalmente em casos de dor, existem pacientes que nos deixam com a sensação de impotência. Está extremamente polimedicado, já demos tudo que possa imaginar de analgésicos, opióides e ansiolíticos, e segue sofrendo muito.”
Omura não estava só nesse sentimento. Tanto que, ainda em 2017, o núcleo de reumatologia do hospital em que trabalhava, o Sírio Libanês, em São Paulo, organizou uma palestra com a médica Ailane Araújo, referência em medicina canabinoide no Brasil.
“Naquela época , ainda era muito pouco falado. Eu confesso que era muito cético em relação à Cannabis, assim como grande parte da comunidade médica ainda é.”
“Tive algumas experiências, mas o acesso era muito dificultoso. Para conseguir, era demorado. A disponibilidade de produtos era muito escassa. Tinha só uma pasta que era ruim pra caramba. Então a experiência inicial não foi muito positiva, os pacientes não gostavam, e acabei abandonando a ideia.”
O retorno à Cannabis
No entanto, o tempo passou, a ANVISA facilitou o acesso aos produtos e à variedade deles, e as informações a respeito das propriedades medicinais da Cannabis começaram a propagar pela sociedade.
“Desde a pandemia, houve uma demanda crescente de pacientes. Com esse número crescente de questionamentos, comecei a olhar com outros olhos a questão da Cannabis.”
O reumatologista decidiu, então, que seria a hora de aprofundar mais nos estudos, fez um curso de prescrição com Ailane Araujo e, há um ano e meio, se tornou médico prescritor de Cannabis medicinal. “Estou tendo o prazer de descobrir uma nova medicina.”
Sua decisão por incluir de vez a Cannabis em seu arsenal terapêutico veio da experiência com uma paciente. “Ela tem um diagnóstico de artrite psoriásica, já tinha bastante acometimento nas mãos, só que tinha também a doença de Paget vulvar, que é como se fosse um câncer na vulva.”
“Eu ficava bastante limitado para usar qualquer tipo de medicação, pois tinha o risco de piorar muito a doença base. Com as medicações disponíveis, eu não tava conseguindo dar conforto à paciente.”
“Com menos de um mês de canabidiol, houve uma mudança em sua qualidade de vida. Ela já não conseguia fechar a mão de tanta dor e rigidez e chegou super feliz pois estava conseguindo fechar. Já está praticamente sem dor e foi um caso muito importante para acabar com meu receio em relação ao CBD.”
Cannabis e o reumatologista
“Eu comecei a presenciar e vivenciar com meus pacientes o benefício da Cannabis medicinal. Aqueles vários que eu já me sentia impotente, com alguns deles, em menos de um mês de uso já conseguiram ter uma melhora na qualidade de vida impressionante.”
“Acho que agora não tem mais jeito. A Cannabis medicinal veio para ficar e realmente já está beneficiando muita gente. Vários médicos, por conta do desconhecimento, acabam falando mal.”
“Acho que nenhum medicamento que a gente usa nos dias de hoje, como antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos e opióides, tem a segurança do CBD. Acredito que a Cannabis pode ser um grande veículo para uma mudança na medicina.”
“Obviamente a gente precisa ainda de muitos mais estudos sobre a Cannabis, mas está sendo cada vez mais difundida e teremos mais apoio para uma evidência científica cada vez mais robusta.”
Ceticismo e aceitação
Se depender de seus pacientes, o caminho se mostra ainda mais promissor. “Se a gente for falar em porcentagem, 90% dos pacientes que eu proponho não tem nenhum preconceito. É muito bem aceito.”
Embora mais céticos, os médicos, aos poucos, seguem essa tendência. “Nos últimos meses eu tenho me deparado com uma aceitação maior. Eu não cuido sozinho dos pacientes e peço o aval para determinadas condutas, como tirar um remédio. A grande maioria não tem se oposto à Cannabis.”
“Os médicos já começaram a enxergar de uma maneira diferente. O ceticismo leva à paralisação e simplesmente fala que não funciona. Os médicos têm que entender que a gente tá lidando com uma planta. Muitos falam que não tem evidência, mas qual fitoterápico tem uma evidência robusta?”
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A medicina sempre foi um desafio para Eleonora Santi. Diagnosticada com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) ainda aos oito anos, passou boa parte de sua juventude lutando para conseguir manter o foco e se concentrar nos estudos.
Somente aos 20 anos de idade, deu início ao tratamento com medicamentos alopáticos, que a ajudou a seguir seu objetivo de virar médica. Para que outras crianças não tenham que enfrentar as dificuldades que passou na infância, decidiu se especializar em pediatria.
“Mas eu me frustrei no caminho”, conta Santi. “Percebi que eu não prevenia, só tratava. Na área, eu não via o que pudesse fazer para que as crianças adoecessem menos e não precisassem ficar tomando tanto remédio.”
Pensando nisso, decidiu estudar medicina integrativa e ortomolecular. No entanto, sua própria condição demandava cuidado.
“As medicações alopáticas melhoram o foco, mas não comorbidades da doença, que são impulsos, reatividade, instabilidade de humor. Estava em um período deprimido, tinha me separado, estava muito triste e comecei a tomar antidepressivo.”
A Cannabis e o TDAH
Até que, na especialização, conheceu uma alternativa. “Quanto eu tive aula de Cannabis, vi como uma luz no fim do túnel para mim. Comecei a tomar a Cannabis por conta da depressão e consegui tirar o antidepressivo.”
Logo, porém, Santi percebeu que a Cannabis alcançou melhoras até então não esperadas.
“Eu consegui diminuir a medicação do TDAH, que eu tomava em dose muito alta. Fui fazendo o desmame e hoje, com dose mínima, consigo ter foco nos estudos, nas conversas, e tenho muito menos episódios de impulsividade e reatividade.”
“Eu comecei a fazer uso da Cannabis, tive resultado muito rápido e quis trazer para o meu consultório. Comecei a trabalhar com a Cannabis sob orientação dos meus professores e comecei a ter resultados incríveis no meu consultório.”
Logo em sua primeira paciente, a indicação do potencial de transformação na qualidade de vida que poderia proporcionar com a medicina canabinoide. “Ela tinha uma história de convulsão desde os 3 anos de idade, já tinha passado por vários neurologistas, feito diversos tratamentos, e não melhorava.”
Aos 60 anos de idade, a paciente era acometida por diversas crises epilépticas por mês que eram sucedidas por cerca de três dias de crise de ausência. “Ela não tinha praticamente vida normal. Chegou no consultório, a gente começou com Cannabis, e teve uma melhora que passou a ter uma convulsão em média por mês. Uma melhora abrupta.”
“Eu fiquei muito feliz. Foi um momento em que vi que tinha entrado em algo que iria me satisfazer como pessoa e como médica, ao trazer qualidade de vida aos meus pacientes.”
Cannabis e Medicina Integrativa TDAH
Logo Santi foi convidada a fazer parte do Núcleo de Desenvolvimento em Medicina Canabinoide e Integrativa (NDMCI), formado por um grupo de médicos de diversas especialidades, voltado para o estudo, pesquisa, desenvolvimento e aprimoramento das práticas clínicas de Cannabis medicinal e Medicina Integrativa.
“Já tenho mais de 60 pacientes desde que comecei a trabalhar com Cannabis (em maio de 2022) e todos os pacientes que deram continuidade ao tratamento estão dando respostas incríveis.”
“Os jovens procuram muito para ansiedade e os idosos para Parkinson. Tenho muitos pacientes de TDAH também porque falo muito sobre a minha condição nas redes sociais.”
Santi explica que não se trata simplesmente de receitar Cannabis medicinal, mas utilizá-la como parte de um tratamento que visa a melhora da qualidade de vida do paciente.
“Na abordagem da Medicina Integrativa, a gente vê o paciente como um todo. Não só como uma doença, mas corpo, mente e espírito. A gente tem que abordar o estilo de vida do paciente, traumas da vida, infância, alimentação. Tem que fazer uma anamnese bem detalhada do paciente. Não só naquele momento atual, mas de todo o passado dele para ver o que levou àquela doença.”
“A saúde como um todo”
“A Cannabis age de maneira natural em nosso corpo. Faz o equilíbrio do nosso organismo e pode ser associada a diversas patologias diferentes. O remédio alopático age direto em alguma doença ou sintoma, já a Cannabis vai melhorar a queixa do paciente, mas também a saúde como um todo.”
“Por exemplo, chega uma paciente com uma dor crônica da coluna. A gente vai tratar aquela dor, vai melhorar a dor dela e, ao mesmo tempo, a ansiedade, a depressão. A Cannabis também vai regular essas outras questões pois faz a regulação do nosso organismo inteiro.”
Mesmo diante das evidentes melhoras de seus pacientes, Santi compreende os médicos que ainda têm receio em relação à Cannabis. “Eu achei que fosse ter mais dificuldades com os pacientes, porque atendo muito idoso, mas são os médicos que mais questionam.”
“Eu acho super compreensivo porque ainda é uma novidade. Acho aceitável os médicos que não tem o conhecimento questionarem. Eu mostro o embasamento científico, mas cada um tem sua opinião. Não tento convencer ninguém. Eu tento esclarecer com artigos científicos e a maioria passa a aceitar e se interessar. ”
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O Conselho Federal de Medicina, CFM, divulgou hoje a Demografia Médica. A plataforma foi construída com dados provenientes do registro de médicos dos 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) e deverá ser atualizada a cada seis meses. No relatório nota-se que o nosso país teve um salto, nos últimos anos, no número de médicos:
Atualmente cerca de 545,4 mil profissionais estão em atividade no país.
2,56 para cada mil habitantes no Brasil
O número representa aproximadamente 2,56 médicos para cada mil habitantes. O número é próximo ao índice de outros países, como os Estados Unidos. Porém a distribuição dos profissionais é desigual.
Maioria dos médicos estão nas capitais do Brasil
A desigualdade na distribuição e na fixação de médicos pelo Brasil é clara segundo a Demografia Médica:
- Mais de 290 mil médicos estão concentrados somente nas capitais, atendendo a 24% da população brasileira.
- Entre as regiões, o Norte é a mais deficitária.
O potencial da telemedicina no Brasil
Com estes números atualizados dos números de médicos no Brasil, a consulta médica online se confirma como uma modalidade possível no país. Recentemente a lei que autoriza telemedicina no Brasil foi sancionada.

É importante destacar que todas as especialidades podem realizar a consulta online.
Como funciona a prescrição médica na consulta on-line?
A prescrição médica na consulta online é realizada em forma de um documento digital gerado por médicos em plataformas específicas para esta finalidade. Uma dessas plataformas foi desenvolvida pelo próprio CFM e é chamada de Prescrição Eletrônica.
Por meio dessa tecnologia, o médico consegue emitir de forma fácil e gratuita atestados, receitas simples, receitas de antimicrobianos, receitas de controle especial, relatório médico, solicitação de exames, laudos e pareceres técnicos.
Para usá-la, porém, o médico precisa informar sua assinatura eletrônica com certificado digital, a fim de comprovar que tal documento é mesmo autêntico.
Dessa forma, quando o paciente se dirigir à farmácia e comprar o medicamento, o farmacêutico dará baixa no documento e, então, ele não poderá ser usado novamente. Tal qual as receitas impressas em papel, que são retidas na farmácia após seu uso.
Os produtos à base de Cannabis são alguns dos diversos medicamentos que podem ser adquiridos com receita digital. É o caso de antidepressivos, ansiolíticos, controladores de hormônios, antimicrobianos, anticonvulsivantes, antipsicóticos, dentre outros.
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Ao remontar os motivos que levaram à psiquiatria, Éder Morais retorna à infância. Sua avó, líder religiosa de um centro espírita, lidava muito com o sentimento humano e isso deixou marcas. “Eu era criança e ficava assistindo essas grandes lições que minha avó me deu durante um período da minha vida.”
Uma experiência que fez Morais desenvolver uma habilidade fundamental na profissão. “Eu tenho uma facilidade muito grande de ouvir as pessoas. Sempre vinham conversar comigo sobre essas questões de sentimentos. Eu tenho uma escuta muito ativa, gosto de ouvir histórias, e acho que um bom psiquiatra tem que ser um bom ouvidor de histórias.”
O caminho, no entanto, não foi linear. Morais percorreu outras rotas na medicina até chegar à especialidade.
“A cirurgia que me atraía muito, mas eu me decepcionei um pouco com a especialidade. Fui rever na terapia e foi fantástico. A possibilidade de me conhecer muito melhor e conseguir entender o quanto a psiquiatria fazia sentido para mim. Entrei nesse mundo e é uma paixão. Não consigo me ver fazendo outra coisa.”
Psiquiatria e Cannabis
O local escolhido para fazer a especialização, a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, ajudou a formatar sua trajetória. “Estava em um local que estudava muito o canabidiol. Em uma conversa com um docente, vi que estava publicando um artigo sobre o canabidiol, vi que ele tinha várias publicações e comecei a me interessar. Vi que era um campo gigante de estudo.”
A USP Ribeirão é a instituição com o maior volume de pesquisas científicas sobre a Cannabis medicinal no mundo. “Eu achei fantástico. É uma molécula que tem toda uma questão sociocultural. Foi a oportunidade de entrar nessa área, fui estudando cada vez mais e descobri trabalhos com outras substâncias psicoativas, que eram muito estudadas nas décadas de 1970, 1980, e agora está voltando.”
“A psiquiatria deu uma limitada na década da década de 2000 pra cá no ponto de vista farmacológico do tratamento de vários transtornos psiquiátricos e essas substâncias estão ganhando um espaço muito grande nas ciências.”
O que mais o impressionou foi justamente o potencial de tratamento em casos em que a medicação convencional não entregava resultados. “Em casos refratários, na maioria das vezes a pessoa fica num limbo, sem muita expectativa de melhora, e cria-se um estigma no paciente e seus familiares.”
“Eu pensei que poderia, pelo menos, melhorar algo naquilo que não se esperava melhorar nada e me entusiasmou para estudar a Cannabis.”
Casos de sucesso
Um de seus primeiros pacientes com canabinoide trouxe a certeza de seu caminho. “Um caso de de Transtorno obsessivo Compulsivo muito grave. Ele conta que, para cruzar o corredor da sua casa até o banheiro, tinha que fazer uma série de 15 rituais. Eram quase 8 horas por dia praticando um comportamento compulsivo e um sofrimento absurdo.”
“Com o uso do canabidiol, ele teve uma resposta fantástica. Chegou a chorar no meu consultório, eu fiquei muito emocionado. Pela primeira vez em dez anos ele pode ir ao banheiro sem nenhum tipo de ritual. Me motivou 100 vezes a estudar mais pois era um caso que já usava medicação em dose alta e já não tinha muita esperança.”
Desde então, trata principalmente TOC, ansiedade, insônia, depressão, esquizofrenia e TEA. “Transtornos muito graves e que não respondem à medicação e tem uma indicação muito clara de uso de canabidiol.”
“Já atendi pacientes que não querem de jeito nenhum usar antidepressivo. Tem vários efeitos colaterais que podem acontecer e, nesses casos, eu prescrevo canabidiol sem problemas, mas tem que estar bem claro entre eu e o paciente que estamos optando por algo que pode melhorar muito, mas com a ressalva que não podemos fazer de forma deliberada.”
“É importante ter a ideia de que existe um número baixo de estudos, mas, aparentemente, o canabidiol tem uma resposta muito melhor do que os antidepressivos na parte dos efeitos colaterais. Os efeitos colaterais do canabidiol são pouco documentados, mas são mais raros do que se você usar o antidepressivo.”
Futuro promissor
Contudo, Morais acredita que cada vez mais o canabidiol vai ganhar espaço dentro da psiquiatria. “O primeiro motivo é que a farmacologia na psiquiatria deu uma estacionada. Nos últimos 20 anos, poucos medicamentos foram desenvolvidos. A gente usa o que foi desenvolvido na década de 90 e até hoje é a primeira linha de tratamento.”
“O segundo ponto é que os estudos iniciais com canabidiol trazem uma esperança muito grande de melhora dos pacientes.”
“Eu tenho grande esperança de poder prescrever canabidiol cada vez mais de forma totalmente científica, baseado em evidências, sem ficar naquela panaceia de que trata tudo e não trata nada. Cria-se um preconceito em relação a isso.”
Ciências contra o preconceito na psiquiatria
“Pela falta de informação, cria-se um conceito geralmente pouco flexível. Uma opinião baseada em um conceito pré-existente. Quando você não tem informação suficiente para poder esclarecer melhor esse conceito, mantém aquele preconceito.”
“O que me deixa incomodado nessa parte do preconceito é o aspecto sociocultural da droga em si. Esse precisa ser combatido. Uma ideia de que é uma substância condenada, errada, sendo que há muitas substâncias que são utilizadas na medicina e podem ser droga também.”
Para dar sua contribuição à pesquisa, o psiquiatra está em fase de conclusão de sua tese de mestrado em que relata a experiência com seu paciente com TOC.
“Eu recebi na semana passada a notícia de que meu projeto foi aprovado no Congresso Europeu de Psiquiatria e em março vou apresentar esse trabalho com resultados parciais. Estou muito otimista e com uma expectativa muito grande para o futuro.”
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Não fosse a opção pela atuação como empresária, provavelmente a médica especializada em acupuntura e integrante do Núcleo de Desenvolvimento em Medicina Canabinoide e Integrativa (NDMCI) Karla Arana teria um rumo bem diferente.
Formada em medicina no ano de 1991, deixou a profissão de lado para se dedicar à vida de empresária do ramo imobiliário. Vinte anos mais tarde, com os filhos crescidos, retornou à medicina com uma outra visão.
“A medicina é muito especializada. Cada vez mais o pessoal está sabendo muito sobre um pedaço cada vez menor do corpo. Acupuntura é uma área que eu consegui ver o paciente como um todo. Ver como um ser humano.”
Cannabis e acupuntura
Buscou uma especialização em acupuntura e atender seus pacientes, com a grande maioria composta por idosos com quadro de dor crônica. “Foi em 2018, em um simpósio de dor, onde a acupuntura foi destaque, que ouvi pela primeira vez em Cannabis e achei bem interessante.”
A determinação de estudar o sistema endocanabinoide veio pouco depois. “Minha mãe teve um ataque de colite e ficou muito mal, com sangramento e muita dor abdominal.”
“Nós estávamos nos EUA e lá a Cannabis já é muito usada. Uma amiga disse que a filha toma. Ela estava com muita dor e tomou um contador inteiro. Claro que teve um mal-estar. Busquei me inteirar para poder tratar melhor minha mãe.”
Diante do resultado positivo, buscou se aprofundar no tema com cursos e pesquisas. “Vamos ver a parte médica. Ver o que funciona e quais os mecanismos de funcionamento. Não ficar no achismo.”
Agregar
Logo, a Cannabis já figurava como mais uma opção terapêutica fornecida por Arana aos seus pacientes. “Idoso tem muita dor e acaba levando à depressão. Vi que seria bem interessante agregar junto com acupuntura, a Cannabis, e estou bem satisfeita com os resultados.”
De acordo com Arana, acupuntura e Cannabis são estratégias complementares. “A acupuntura aumenta a produção de endocanabinoides. Ela funciona fazendo com que nossas células aumentem a produção de neurotransmissores.”
“Com a idade, a gente vai perdendo a produção de neurotransmissores e dos endocanabinoides. Quando você repõe os canabinoides, tem melhor atuação de neurotransmissores e você vê que o paciente dá uma levantada mais rápido.”
“Você vê que melhora muito o humor, a disposição, energia. O paciente fica mais ativo. A parte de cognição dos pacientes, você vê uma melhora. Estimula a fazer atividade física, a parte social, a vontade de integrar novamente a sociedade.”
“A gente não consegue eliminar a dor 100%, até porque a maioria tem artrose, mas tem qualidade de vida. Não deixa que a dor tome um tamanho maior do que ela deve ter dentro da vida deles.”
“Às vezes, os filhos vêm e dizem que a mãe melhorou de humor, tá mais participativa, tá interagindo. Tá mais alegre e não fala só de doença. Melhora a convivência familiar.”
“O idoso acaba sendo excluído e só tem atenção quando está doente. Não quer melhorar porque perde a atenção. Quando a gente mostra que existe outro jeito dele ter atenção da família, que é bem mais gostoso para todo mundo, ele também se dedica mais ao tratamento.”
Sem pílula dourada
“Um grande problema que eu tenho é explicar que a Cannabis traz benefícios, mas ela não vai acabar com 100% da dor e ele vai voltar a ser feliz como era antes de ser viúvo. Vai melhorar a qualidade de vida, mas não é a pílula dourada que vai resolver todos os problemas dele.”
“É uma muleta. Um coadjuvante que vai ajudar no todo. Acaba não sendo a terapia principal, mas é uma ferramenta para o paciente ter melhor condição de vida. É mais uma ferramenta, como a acupuntura e os alopáticos. Você não exclui, você agrega para melhorar a vida do paciente.”
“Eu acho que a Cannabis, daqui pra frente, só vai ganhar mais espaço. Os colegas estão sendo fomentados com material científico e os pacientes entendendo que mais uma muleta que vai ajudá-los no dia-a-dia.”
“Seria muito interessante se a gente conseguisse difundir entre os alunos de medicina, para que tenham um entendimento do fitoterápico para que conseguissem ir agregando em suas rotinas.
“Daqui pra frente eu vejo um futuro muito aberto e um campo muito promissor, pois, a hora que fomentar esses jovens médicos com material didático científico, eles vão ficar confiantes e entender que a Cannabis é uma grande aliada no tratamento de rotina dos pacientes.”
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Ela também é médica do Núcleo de Desenvolvimento em Medicina Canabinoide e Integrativa (NDMCI). Um grupo de médicos de diversas especialidades voltado para o estudo, pesquisa, desenvolvimento e aprimoramento das práticas clínicas de Cannabis medicinal e Medicina Integrativa.
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A ortopedia já virou tradição na família Risola. Ainda pequeno, o caçula Tiago, ao lado de seu irmão Clayton, assistiam os vídeos das cirurgias ortopédicas realizadas por seu pai, Claiton. “Como não tinha sangue, ele deixava a gente ver, e acabou que fomos pegando gosto.”
Tiago Risola ainda se formou em biomedicina e atuou por dois anos na área até decidir que seguiria na profissão de seu pai. “Para mim é um orgulho. Meu irmão, três anos mais velho, também é ortopedista e trabalhamos os três juntos na mesma clínica. É uma coisa bem familiar.”
Tiago se especializou em coluna e cirurgia minimamente invasiva. “Após isso, comecei a ter muita procura de pacientes com dor crônica, e fui estudar dor no Einstein e depois na USP.”
A Cannabis pelos pacientes da ortopedia
Mesmo com toda especialização, até então, Tiago só havia escutado falar sobre as propriedades terapêuticas da Cannabis de forma superficial em algumas aulas da formação no tratamento da dor. Até que seus pacientes começaram a questioná-lo sobre os fitocanabinoides.
Para dar uma resposta satisfatória, foi estudar. “Fiz cursos e comecei a conversar com outro colega, Caio Rondon, que já trabalhava com dor. Fui ao consultório dele acompanhar as consultas relacionadas ao canabidiol. Eram casos que já eram acompanhados por vários médicos e nada resolvia, e o canabidiol tirou a dor com a mão.”
“Fiquei maravilhado. Eu estudei medicina porque quero o bem-estar dos meus pacientes. Ter um tratamento natural com o qual consigo resolver o problema do paciente, o que mais eu quero? Foi o que me levou a ir mais fundo no canabidiol.”
Há cerca de quatro anos, Tiago Risola prescreve Cannabis aos seus pacientes. “Está sendo uma experiência maravilhosa. Já tenho vários tipos de pacientes. Trato endometriose, Parkinson, ansiedade, insônia.”
Ortopedia familiar
Além dos casos ortopédicos. “Tem uma experiência muito próxima. A minha sogra teve uma fratura de coluna no ano passado e começou a passar muito mal com as medicações que eu mesmo passei para a dor dela.”
“Ela era meio avessa ao canabidiol. Era óleo de maconha. Só que eu comecei com o tratamento e, com uma semana, ela ficou 100% sem dor. Eu não sabia que eu conseguiria tratar uma fratura com canabidiol, então foi maravilhoso.”
“Na minha especialidade, eu uso muito opioide. Morfina, Tramal, muito remédio forte que o paciente tem reações adversas. Tontura, muito sono, vômito. Com o canabidiol, o pior que tive foi três dias de diarreia e outro com dois dias de cefaléia. Nada além disso.”
“É o que me leva a ser mais destemido no uso do canabidiol. É um tratamento muito bom. Ainda tem alguns empecilhos em relação aos valores, mas quando os pacientes veem que a terapia tem resposta, acabam aderindo.”
“A qualidade de vida de antes”
Tiago Risola destaca o potencial de atuação da Cannabis em diversos aspectos da saúde. “Todo paciente com dor tem um quadro de ansiedade e depressão associado. Dependendo do caso, com fibromialgia.”
“Na minha experiência, em poucos dias de tratamento com Cannabis, já tem uma melhora da ansiedade e depressão. o paciente que não dorme por causa da dor, acaba dormindo melhor. Assim, o paciente volta a ter a qualidade de vida que ele tinha antes do problema.”
Apesar dos resultados evidentes na melhora do bem-estar de seus pacientes, Tiago acredita que a Cannabis ainda tem um longo caminho a percorrer. “Tem gente que olha torto. Tem muito colega que eu tento explicar e não entende. Fecha os olhos e só quer enxergar aquilo que aprende na medicina. Na faculdade não ensinam e ele acha que é certo só aquilo que ele aprendeu.”
Até seus familiares e colegas de clínica questionam a eficácia do tratamento, mas Tiago não tem dúvidas. “Desde que conheci a Cannabis, minha relação médico paciente mudou. A nível de contato com o paciente e na melhora do quadro deles.”
“Tenho paciente que tomava 27 comprimidos diferentes e, com 30 dias de tratamento, reduziu para 12. A gente tá reduzindo ainda mais. Então, eu vejo a Cannabis como um futuro muito bom. Ela fez mudar minha visão e mente em relação ao tratamento de dor.”
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Tiago Risola também é médico do Núcleo de Desenvolvimento em Medicina Canabinoide e Integrativa (NDMCI). Um grupo de médicos de diversas especialidades voltado para o estudo, pesquisa, desenvolvimento e aprimoramento das práticas clínicas de Cannabis medicinal e Medicina Integrativa.
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Apesar da especialização em pediatria, o médico Marcelo Moren tinha uma paciente que destoava do perfil de idade dos demais: sua avó. Octogenária, ela já acumulava 25 anos de dor crônica, com um quadro agravado de escoliose e cifose.
“Já tentei diversas terapias, que amenizam, mas dificilmente ela fica sem dor. Essa dor contínua, causa uma paciente ansiosa, depressiva, porque não consegue andar direito, fazer suas atividades. Não conseguia ter prazer nas coisas básicas da vida, como passear.”
Até que um tio seu que trabalhava na indústria farmacêutica comentou sobre a possibilidade de tratamento com Cannabis medicinal.
Na época, 2016, pouco se falava das propriedades terapêuticas dos fitocanabinoides, a prescrição era restrita a algumas especialidades, mas, por intermédio de seu tio, foi convidado a participar de um congresso sobre o tema.
“Eu comecei a entender mais sobre o sistema endocanabinoide e das aplicações da Cannabis medicinal. Entendi que seria um cenário favorável para a utilização no quadro da minha avó.”
“Ela deu início ao tratamento em 2016 e mantém até hoje. Tivemos uma redução da dor de 40 a 50%, em média. Isso proporcionou uma qualidade de vida melhor. Hoje consegue fazer suas atividades diárias. Na época, estava fazendo a utilização de cadeira de roda, hoje ela já anda, obviamente com certa dificuldade.”
“Hoje ela tem um sono bom. É uma paciente que ainda mantém um perfil ansioso, até pela questão da idade, mas que melhorou cerca de 40 a 50% também desse quadro ansiogênico. A paciente mantém as melhoras obtidas e conseguimos fazer a desprescrição de algumas medicações.”
Pediatria, geriatria e Cannabis medicinal
O caminho, porém, não foi tão simples. “Como era ainda um tempo remoto dentro da prescrição, a gente ficava bastante inseguro. Ainda tinha uma restrição em relação à terapia, então foi bastante difícil conversar com o geriatra que acompanhava ela na época.”
Para que pudesse se sentir seguro para assumir de uma vez o tratamento da avó, decidiu se especializar em geriatria enquanto estudava mais sobre as propriedades terapêuticas da Cannabis.
“A partir daí, a gente rompeu essa barreira do medo e da ignorância e seguimos estudando. Até que consegui uma pós-graduação em Cannabis e parece que o mercado se abriu.”
“Hoje, além da pós-graduação, tenho quatro cursos de prescrição e sigo me atualizando. Mas, a partir de 2017, comecei a ter segurança para prescrever aos meus pacientes.”
O início pela pediatria
Na época, Moren trabalhava com pediatria em um centro especializado em recuperação onde atendia crianças com autismo severo. “Comecei a conversar com essas mães e informar elas dessa nova ferramenta terapêutica e algumas mães toparam.”
“Tive uma resposta terapêutica muito boa. Óbvio que nem todas as pessoas se beneficiam, mas uma média de 80% se beneficiou.”
Com o tempo, médicos passaram a ter mais segurança jurídica para a prescrição, assim como o acesso aos produtos foi facilitado.
“Assim, a gente começou a abrir o leque terapêutico. Depois que fiz geriatria, comecei a atender todas as patologias que permeiam a terceira idade e a ter segurança para prescrever a esses pacientes também.”
Corpo e mente
Com o retorno positivo dos pacientes, mais e mais pessoas passaram a procurá-lo em busca do tratamento com Cannabis medicinal. Até que, em 2020, decidiu criar a Soul Clínica Canábica, em Volta Redonda (RJ).
“Juntei a pediatria e a geriatria nesse consultório e coloquei diversos especialistas, como nutricionista, psicólogo, advogado, fisioterapeuta, para que a gente pudesse cuidar da saúde geral desse paciente.”
“De uma forma abrangente, cuidar do corpo e da mente desse paciente, combinando a medicina convencional com as práticas de medicinas complementares. A gente atende em torno de 30 patologias na clínica com um resultado muito satisfatório.
“Já atendemos 960 pessoas na clínica, grande parte com um tratamento continuado, e uma resposta terapêutica muito boa.”
Conceito humanista
De acordo com Moren, a Cannabis implica em uma mudança na forma de fazer medicina. “A gente está muito acostumado com a consistência. Com a receita de bolo.”
“Independente da compreensão física do paciente, do metabolismo, se faz atividade física ou não, se se alimenta bem ou não, a gente sempre dá aquele remedinho da prateleira.”
“Receita um comprimido de 8 em 8 horas, o paciente vai fazer seu tratamento e dificilmente volta. Não cria um vínculo com ele. Vai voltar dentro de cinco meses se não melhorou ou teve um efeito adverso.”
“A Cannabis traz um conceito completamente diferente. Um conceito mais humanista. A gente assume esse paciente e faz um acompanhamento continuado. A gente começa devagar, mantém devagar, e, assim, consegue entender fisiologicamente o organismo do paciente.”
Efetividade ampla
“Os canabinoides agem como se fosse uma caixa de ferramenta. Eles conseguem agir em diversas etapas da nossa fisiologia e, então, quando o paciente está com dor crônica, ele não vai tratar somente a dor crônica.”
“Lógico que o nosso intuito é amenizar aquela angústia, mas também vai trabalhar na melhora do sono, da compulsão, da ansiedade. Vai melhorar o balanço energético, as taxas de glicemia e o colesterol. Melhora o humor.”
“Acaba que uma única medicação segura, um fitoterápico, tem uma efetividade ampla. Uma única medicação consegue agir no organismo do paciente como um todo e melhorar a qualidade de vida. Se dorme melhor, o dia é mais tranquilo, a ansiedade diminui, a depressão diminui, vai melhorar o quadro do paciente como um todo.”
“A gente tem diversos pacientes com polifarmácia. Uma medicação traz um efeito adverso e prescreve outra para aquele efeito adverso. Os pacientes acabam se sentindo mal e não querem tomar tantos remédios. A Cannabis é uma forma de balancear isso.”
“Sem medo de errar, eu acredito que, em poucas décadas, a Cannabis será o medicamento mais utilizado do mundo. Vai substituir muitos opioides, ansiolíticos, antidepressivos, hipnóticos. Todas essas medicações em que a gente vê um quadro de deterioração da saúde do paciente a longo prazo.”
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O médico generalista com especialização em pediatria e geriatria Marcelo Moren está disponível para consultas pela plataforma de agendamento do portal Cannabis & Saúde.
O médico também atende pelo Núcleo de Desenvolvimento em Medicina Canabinoide e Integrativa (NDMCI).
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Ainda tem 10 dias para você participar da Consulta Pública do Conselho Federal de Medicina sobre a Resolução nº 2.324, que dispõe sobre o uso medicinal da Cannabis.
Esta Resolução foi alvo de diversos protestos no Brasil por parte de médicos prescritores e também de pacientes que fazem tratamentos com Cannabis. Essencialmente a Resolução, que ficou conhecida como “Resolução do retrocesso”, restringe a prescrição da planta exclusivamente para o tratamento de epilepsias refratárias às terapias convencionais na Síndrome de Dravet e Lennox-Gastaut e no Complexo de Esclerose Tuberosa.
Neste últimos dez dias é imprescindível a mobilização da sociedade em participar da Consulta Pública para confirmar que a Resolução carece de embasamento científico. E também, diferentemente de outros países, não estimula o avanço nas pesquisas, nem reconhece, os potenciais terapêuticos da planta.
Coalizão Advocacia da Medicina apresenta passo a passo para preencher a Consulta Pública do CFM
“A mobilização da sociedade civil é essencial para que não tenhamos nenhum direito a menos”, afirma Bettina Maciel, advogada antiproibicionista, sobre a consulta pública da Resolução do CFM.
Recentemente, a Advocacia da Medicina lançou um passo a passo online sobre como participar da consulta pública. Confira aqui o texto de sugestão da Advocacia da Medicina para a participação da consulta pública do CFM.
Além do lançamento do passo a passo, esta coalização jurídica nacional também lançou uma carta de repúdio sobre a Resolução 2.324 do CFM. Diferentes operadores assinaram a carta que demonstrou apoio a pacientes e médicos prescritores de Cannabis.
Porque é importante participar nestes últimos 10 dias
Os estudos científicos do potencial dos canabinoides, como CBD, THC, CBN e CBG, para tratamentos de saúde estão avançando no Brasil e no mundo. E o impacto positivo destes tratamentos com canabinoides em pacientes para diferentes patologias não pode ser prejudicado por preconceito. Ou pura falta de informações.
Portanto é fundamental que médicos, profissionais da área da saúde, interessados no tema e pacientes participem da consulta. E também compartilhem suas experiências reais e positivas com Cannabis.
Resolução nº 2.324 suspensa
Mesmo com esta consulta pública em andamento, está oficialmente suspensa a Resolução nº 2.324 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Foi publicada no Diário Oficial da União a suspensão da medida que restringia a prescrição de Cannabis e proibia médicos de falarem sobre o tema fora do ambiente científico.
Após manifestações, o CFM decidiu sustar temporariamente os efeitos da resolução 2.324, do dia 14 de outubro.
Participe da consulta pública do CFM clicando aqui.
Melhorar a autoestima das pessoas sempre foi o foco da médica Viviane Campos. “Eu queria trabalhar com alguma coisa que eu fizesse bem para as pessoas. Que tratasse da saúde e melhorasse a autoestima. Para isso, tinha que ser dermatologia.”
Com o propósito em mente, se especializou na área, mas não parou por aí. Cursou bioquímica médica com prática ortomolecular, estética médica e medicina antienvelhecimento, sempre com o objetivo de fazer com que seus pacientes se sintam melhor consigo mesmos.
“Quando eu fiz especialização em antienvelhecimento e comecei a trabalhar com medicina regenerativa, eu juntei tudo que já fazia na dermato e na medicina estética, e fui vendo que a maior diferenciação na medicina regenerativa é no esporte. Comecei estudar medicina esportiva e agreguei tudo que eu já fazia.”
“Na parte estética da dermatologia, a gente não cuida só da pele, do colágeno e antienvelhecimento. A gente também tem que ter a estruturação muscular e óssea. Para produzir músculo, tem que ter um pré e pós treino legal, entrar com uma nutricionista para ajudar no processo.” ciências ciências ciências
“Com isso, os pacientes acabam ganhando, não só um shape bacana, como melhorando a parte estética também. Foi quando percebi que podia trabalhar com pessoas normais também, não só atletas, e melhorar a qualidade de vida delas com a medicina regenerativa.”
Respaldo das ciências
Durante anos de formação, Campos sempre foi assídua frequentadora de diversos congressos de medicina, até que nos últimos anos uma novidade começou a ser gradualmente comentada.
“Em alguns eventos, os próprios médicos começaram a comentar: ‘viu que legal o uso da Cannabis para bexiga hiperativa?’, ‘viu o uso da Cannabis para Alzheimer?’, ‘para diminuir o estresse, melhorar o sono’. Mas eu tinha aquele preconceito. Será que precisa? Será que não vicia?”
Comentou, então, sobre a novidade com alguns de seus pacientes atletas. “Eles falaram: ‘doutora, a gente já usa’. A maioria já usava e ninguém me contava. Traziam os óleos dos EUA. Então eu fui aprendendo com eles e comecei a estudar.”
“Fui levantar artigos científicos, porque tudo que aparece de novo, parece muito bom. Mas, às vezes, tem efeitos colaterais que só aparecem depois de muito tempo. Eu vi que não tem essa história de dependência. É mais um preconceito mesmo por falta de informação.”
Cannabis na medicina regenerativa
“Nos atletas, vi que a Cannabis era muito importante por seu efeito anti-inflamatório. Ela ajuda no relaxamento e recuperação muscular. Eu descobri a Cannabis pelo esporte e vi que não funcionava só para atleta, mas para muita gente. Acabei incluindo na minha medicina regenerativa.”
“Me surpreendeu a Cannabis para dores crônicas e fibromialgia. Aquele paciente que não conseguia melhorar com nada, geralmente idoso. Era muito rápido. Com uma semana de uso já tem um resultado bem interessante.”
“Tive um paciente bem interessante com bexiga hiperativa. Esse paciente já tinha passado em vários urologistas, tentado vários medicamentos., mas não apresentava nenhum problema na bexiga, não tinha problema de próstata, não tinha problema de nada.”
“Com a Cannabis, ele relatou que passou a conseguir dormir sem ficar acordando milhares de vezes para ir ao banheiro.”
Efeitos colaterais
Conforme começou a prescrever a Cannabis aos seus pacientes, foi percebendo que, além dos benefícios terapêuticos, o medicamento canabinoide também ajudava a evitar e combater os efeitos colaterais dos medicamentos alopáticos, como a agressão ao estômago e a dependência.
“Vários pacientes usam medicamentos controlados para dormir, vicia e não conseguem largar nunca mais. Com a Cannabis, um dia que ele não toma, às vezes ele dorme mal, mas dorme. Não tem aquela dependência de nem conseguir dormir sem o remédio, e isso realmente faz diferença.”
Cannabis na dermatologia
Já na dermatologia, a indicação mais comum é para o tratamento de doenças inflamatórias, como rosácea e psoríase. No futuro, porém, Campos acredita que o leque de indicações deve crescer.
“Existem alguns estudos para uso em melanoma e outros cânceres cutâneos. è interessante, pois tem indícios de que a Cannabis inibe o crescimento das células tumorais, pois ajuda na apoptose, ou seja, a morte das células por elas próprias, e diminui o risco de metástase. Eu não uso para isso, mas pode ser interessante.”
De qualquer forma, Campos acredita que a Cannabis veio para ficar. “Os médicos que estudam, vão para congressos, veem a Cannabis como uma abertura para o futuro.”
Ciências, carinho e cuidado
“Eu mesma tinha um certo preconceito, porque já tem tantos medicamentos no mercado. Só que acredito que tem muitos laboratórios que fazem lobby para impedir a Cannabis no mercado, porque ela é eficaz e não gera a dependência. Com a Cannabis, todo mundo ganha, menos os laboratórios maiores.”
Entre os pacientes, sua experiência também demonstra uma boa aceitação. “Os mais jovens acham legal. Com uma idade moderada, ficam mais reticentes. Eu mando artigos para explicar e eles voltam com a cabeça mais aberta. Já os mais velhos, com mais de 50, já são mais abertos porque, muitas vezes, já tentaram de tudo, aceitam experimentar.”
“A Cannabis, para mim, está sendo uma surpresa super positiva. A gente trabalha aqui no consultório com o tripé: ciências, carinho e cuidado. O paciente com Cannabis tem carinho, cuidado e a ciências está bem embasada. Então, eu acredito que a Cannabis veio para somar.”
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Jovem médico, se especializando em anestesiologia, Renato Giaccio estava entusiasmado com os estudos. Seu objetivo era conhecer a fundo todo tipo de medicamento e abordagem que demonstrasse eficácia no controle da dor.
Foi quando se deparou com uma alternativa que não havia sido mencionada durante toda sua formação. “Estudei sobre opioides, analgésicos em geral e anti-inflamatórios. Dentro desses estudos, a Cannabis medicinal se enquadra muito bem nesse perfil de anti-inflamatório e analgésico.”
“Comecei a me interessar por conta desse potencial, mas quando comecei a ver que não é só para dor, mas para diversos transtornos do sistema nervoso também, eu fiquei encantado com esse mundo.”
Cannabis na anestesiologia
Concluída a residência de anestesiologia, em 2109, Giaccio passou a atuar junto a centro cirúrgicos de hospitais do SUS e particulares. A Cannabis, no entanto, foi deixada de lado. Com menos informações disponíveis sobre o assunto, acreditava ser algo pouco acessível no Brasil.
Já não era na época, embora, desde então, o prazo para todo o processo de importação do medicamento tenha sido bastante reduzido. Mas o acesso à informação não parou de evoluir.
Ao final de 2021, decidiu que era o momento de resgatar seu encantamento e mergulhar de vez nos estudos sobre os canabinoides. “No começo do ano, fiz um curso com certificação internacional e comecei a atender.”
“Comecei com pacientes mais próximos, alguns familiares, e comecei a ter uns resultados bem legais. Principalmente com dor crônica. Tem um familiar próximo com Alzheimer que está fazendo uso e teve uma melhora legal. Aí comecei a me interessar cada vez mais.”
Primeiros pacientes
Ainda concluiu uma pós-graduação em Cannabis medicinal. “A hora que eu comecei a atuar, vi que a medicina canabinoide remete à medicina antiga. Aquela que você tem o paciente lado a lado. Escuta bem e mantém um contato próximo com o ele.”
Quando se sentiu seguro para prescrever a Cannabis aos demais pacientes, pôde observar todo seu potencial terapêutico logo em seu primeiro caso. “Foi uma paciente com um tumor no útero, metástase no pulmão, em cuidados paliativos. Ela se queixava que sentia muita dor e os opioides deixavam ela muito lesada. Ficava prostrada, não conseguia se comunicar, e queria estar presente em seus últimos meses de vida.”
“Passei o óleo e ela começou a fazer o uso. Em menos de duas semanas, ela era outra pessoa. Abriu mão dos opioides pois teve uma melhora incrível na dor. Não ficava mais lesada e achei muito bacana. Foi, até agora, o caso mais marcante que vi.”
“Não resolve só um problema”
Giaccio começou a observar em sua rotina o que lhe encantou nos estudos, ainda durante sua formação. “A Cannabis tem um espectro de ação bem grande. Ela atua em alguma coisa que a gente quer, como a dor, mas acaba proporcionando uma melhor qualidade de vida e bem-estar.”
“Esse é o potencial da Cannabis: não resolve só um problema, resolve vários. Não que seja uma panaceia, mas acaba fazendo muito mais que somente tratar a dor.”
Sem preconceito
Giaccio acredita que é questão de tempo até que a Cannabis seja mais aceita por seus colegas de profissão. “Todos os médicos que eu converso ficam curiosos.”
“Achei engraçado que tenho um tio que é médico conservador. Quando falei para ele, se interessou bastante no assunto. Acho que hoje em dia a Cannabis tem destaque em muita doença e o preconceito está cada vez menor.”
“Eu nunca passei por uma situação de preconceito. De chamar de maconha, de maconheiro, nunca. Muito pelo contrário. Os médicos se interessam muito.”
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A história do psiquiatra Jorge de La Rocque começa no longínquo ano de 1966. Havia alguns anos o Brasil estava vivendo sob uma ditadura militar, o que serviu de incentivo para que deixasse o País para cursar medicina em Lisboa.
Embora fosse um estudioso fascinado por psicologia e filosofia, sua habilidade manual o levou a optar pela neurocirurgia. “Eu queria operar.”
Porém, ainda jovem, ficou ainda mais encantado com o continente europeu e decidiu trancar os estudos e viajar. Nesse período, ainda chegou a frequentar por um ano o curso de medicina em Paris como ouvinte.
De volta a Lisboa após dois anos “batendo perna” pelo continente, engajou novamente na faculdade de medicina, mas sua visão sobre a profissão já não era a mesma. Uma passagem difícil, porém, o levou de vez para a psiquiatria.
O psiquiatra Jorge de La Rocque
Após o fim de um relacionamento, sua ex-companheira tentou o suicídio e foi internada no Hospital Psiquiátrico de Lisboa.
“Os psiquiatras portugueses eram pessoas muito inteligentes, brilhantes, e aquele mundo estranho, que eu tive que acessar de maneira bem diferente que a prática médica, fez eu sair da primeira visita a minha ex-mulher dizendo que eu era um psiquiatra e nunca mais mudei essa opinião.”
No quarto ano de medicina, diante do nascimento de seu filho, retornou ao Brasil para concluir sua formação na Universidade Federal Fluminense. Em Niterói, passou a acompanhar experientes psiquiatras e, ao se formar, no ano de 1975, já acumulava um vistoso currículo.
Aperfeiçoamento em psicologia médica, psiquiatria e imunologia pela UFF, além de aperfeiçoamento em anatomia em Lisboa. Já médico, ainda se especializou em administração dos sistemas de educação e concluiu mestrado em educação, ambos pela instituição fluminense.
Com tanto empenho, logo assumiu o papel de professor na mesma UFF, mas sem nunca deixar de lado seus próprios pacientes psiquiátricos.
O psicoterapeuta La Rocque
“No início no início do meu trabalho, a minha abordagem era mais psicoterápica. De certa maneira, ainda continua sendo. Eu uso conceitos de aproximação, de abordagem centrada no paciente, no meu dia a dia. Mas antes era bem mais, porque a farmacologia psiquiátrica era muito muito rudimentar e pobre”, afirma.
“Na verdade, ainda é. Agora, com o conhecimento da farmacogenética, nós estamos começando ainda a engatinhar no tratamento farmacológico ao conhecer os mecanismos de trocas de mensagens químicas entre as células, o papel fundamental da probiótica.”
“Nós estamos numa avalanche de conhecimento novo que me faz a cada momento achar que eu tô começando a estudar tudo do zero.”
Em meio século de psiquiatria, La Rocque observou o progresso dos medicamentos voltados à saúde mental, mas, ainda hoje, estão longe de atender a necessidade de todos os pacientes.
“Em 50%, nós conseguimos encontrar respostas farmacológicas e mudar radicalmente a vida dos pacientes, mas, em 50%, nós ficamos batendo na parede de olhos fechados.”
Novas alternativas
Psiquiatra, psicopedagogo, psicoterapeuta e professor emérito da UFF, tem acesso constante às novidades da ciências sobre novas opções de tratamento e teve acesso a trabalhos que abordavam a ayahuasca, uma bebida indígena utilizada pela religião do Santo Daime; e o LSD, ácido lisérgico; e a Cannabis, indicando potencial de sucesso terapêutico.
“Eu sou uma pessoa extremamente curiosa e os desafios me fascinam. Desafios são o norte da minha vida. É como se eu tivesse que, a cada momento, comprovar perante mim mesmo que eu sou capaz.”
Foi quando soube que os Estados Unidos haviam aprovado um medicamento à base de cetamina (ketamina) para a psiquiatria. Um anestésico com uma forte ação psicoativa, e por isso utilizado ilegalmente como droga de uso adulto, com autorização para o uso em pacientes com depressão resistentes, principalmente ideações suicidas.
“Aquilo foi uma espécie de clique. As substâncias psicoativas têm o seu lado negativo, mas quando usadas de maneira inteligente. Quando estudadas e se sabendo o mecanismo de ação dela, podem ser úteis ao cérebro e ao ser humano. Aí eu comecei a estudar mais profundamente.”
“Tem isso dentro da gente!”
Paralelamente aos estudos, pacientes resistentes ao tratamento farmacológico tradicional passaram a questioná-lo sobre a possibilidade do uso da Cannabis medicinal. “Eu fui afunilando.”
“Eu fiquei estarrecido. Saber que na década de 60 a gente descobriu os receptores canabinoides no organismo e nosso organismo produz canabinoides, como a anandamida. A gente tem isso dentro da gente! E aí começou.”
“Acho que os próprios canabinoides que meu cérebro produzia deu um start no meu lóbulo pré-frontal e na minha amígdala e comecei a receber pacientes e receitar, sempre estudando muito.”
La Rocque conta que atende pacientes com Cannabis principalmente para síndrome de Tourette, dor crônica, principalmente fibromialgia, problemas severos com sono, ansiedade, depressão, TDAH e autismo que relataram uma melhora impressionante na qualidade de vida.
“Terapêutica muito individualizada”
“A Cannabis tem substâncias que se somam ao nosso arsenal terapêutico para tentar encontrar uma resposta a problemas do nosso paciente. Não é uma coisa mágica e quando não usada de forma adequada, pode provocar efeitos colaterais.”
“Tem alguns pacientes que não respondem de forma positiva. Nós estamos engatinhando ainda. É uma terapêutica muito individualizada, muito personalizada, onde nós não temos ainda aqueles parâmetros que tem na farmacologia tradicional.”
“Como toda droga, vai funcionar de forma maravilhosa em muitas pessoas e, provavelmente, algumas não vão. Nós temos que ter muita atenção com as interações no organismo com a medicação tradicional para não causar danos aos pacientes.”
“A Cannabis é mais uma resposta na busca de uma solução para os pacientes. Uma resposta que não é só química. É de como conduzo verbalmente minha terapia e oriento o paciente a modificar seus hábitos de vida. Não ter receio de assumir novos compromissos e sonhos. Tudo isso é importante. Um tratamento emocional e químico.”
O mais importante
Sobre as restrições de muitos colegas de psiquiatria sobre o uso da Cannabis, La Rocque admite que ainda faltam estudos profundos e guide lines bem estabelecidas sobre o uso da Cannabis.
“Como não tem nenhum grande laboratório por trás dessas pesquisas , que custam caro, é natural que muitas sejam feitas de uma forma individualizada. Com pouco apoio científico.”
“Mas tem uma outra coisa importante, que nós chamamos off label. Em nossa prática diária, pelo conhecimento dos fármacos, usamos muitas medicações em algumas patologias que não estão devidamente sacramentadas e nós obtemos bons resultados com isso.”
“Para mim, no dia a dia, do meu consultório, quando o paciente vem e me abraça, é com o que estou preocupado. Claro que as guide lines, as pesquisas, me ajudam a pensar. Me trazem informações novas, mas eu tô muito mais preocupado com a resposta que o paciente quando chega na minha frente. É o mais importante.”
“Parte dessa resistência cabe a muitos de nossos colegas falando nas redes como se a Cannabis fosse uma droga mágica, que fosse resolver tudo. Isso é uma mentira. Profissionais ficam com receio de abraçar essa causa sem estudos profundos, que ainda não existem. Esse embate está acontecendo.”
“Uma nova visão do tratamento do indivíduo”
No entanto, o psiquiatra vê um futuro promissor. “Nós temos uma série de drogas psicoativas, como o Santo Daime, uma variedade de cogumelos e muitas substâncias que nós não conhecemos ainda, mas que estão sendo pesquisadas.”
“A única coisa que eu posso dizer com certeza é que o canabidiol veio abrir uma porta que estava hermeticamente fechada e que trouxe uma luz que vai abrir uma perspectiva para futuros tratamentos. Uma nova visão do tratamento do indivíduo e do cérebro que nós estamos começando a conhecer mais profundamente agora.”
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Revolta. Foi esse o sentimento da fisiatra Isolda de Araújo quando escutou falar das propriedades medicinais da Cannabis e do funcionamento do sistema endocanabinoide pela primeira vez.
Especialista em fisiatria pela possibilidade de tratar o paciente como um todo, melhorando a função e qualidade de vida da pessoa. Pela recorrência de casos de dor crônica, cursou uma especialização de dor e, só então, após quase uma década de formação, teve seu primeiro contato com a Cannabis medicinal.
“Eu nunca tinha ouvido falar disso. Depois de tanto tempo, eu ouvi falar de um sistema que a gente tem no corpo e nunca aprendi sobre, me deixou eu revoltada”, lembra.
“Para área médica é um absurdo. Você pode não gostar de maconha, mas o sistema endocanabinoide faz parte dos seres humanos e diversos outros. Deveria ter sido, pelo menos, mencionado. A revolta foi nesse sentido.”
“É hipocrisia”
Era o ano de 2018 e logo seus colegas fisiatras também começaram a comentar sobre a possibilidade de utilizar substâncias retiradas da planta de Cannabis para o tratamento de diversas patologias.
“É um recurso terapêutico que dá para ser utilizado, se tiver cuidado, com qualquer faixa etária. Tem indicações de otimizar a reabilitação dos pacientes, a qualidade de vida, que é o foco principal do meu atendimento.”
Como todo bom médico que se depara com uma nova alternativa para tratar seus pacientes, a fisiatra se dedicou a estudar. “Eu comecei a procurar saber o que era. Não sei se não se falava muito porque é maconha, mas para mim é hipocrisia.”
“O grande número de pacientes que atendo são de dor crônica e eu via a possibilidade de melhorar a qualidade de vida ao melhorar a dor.”
Com a chegada da pandemia e a redução do número de pacientes, Araújo decidiu mergulhar de vez nos estudos. Fez cursos, pós graduação, e logo pode começar a receitar. “Tenho ótimos resultados.”
A fisiatra e a Cannabis
Para a fisiatra, o grande diferencial da Cannabis em relação às demais opções terapêuticas de sua especialidade é por agir em diversos sintomas ao mesmo tempo.
“Ela é multialvo. A gente tem receptores em várias partes do corpo e usa um produto fitofármaco só para várias condições.”
“Eu falo de dor crônica porque é 70% dos pacientes que eu atendo atualmente. Doença crônica vem com a questão do humor, ansiedade, depressão, transtorno de sono. O paciente chega no consultório já com 20 medicamentos. Como a Cannabis pode tratar várias coisas, então para o paciente que toma muitos remédios é um ganho.”
“Com a Cannabis eu consigo reduzir a quantidade de opioides e benzodiazepínicos que uma pessoa toma. Para mim foi uma coisa fantástica. Paciente que toma Rivotril por conta do sono e não consegue controlar, usando a Cannabis consegue reduzir esses remédios, que tem mais efeitos colaterais e riscos à saúde, e a pessoa consegue ficar melhor. Para mim é um ganho incrível.”
“Pode até não gostar, mas vai ter que encarar”
Para a fisiatra, já existe literatura científica suficiente para a comprovação da eficácia do tratamento com Cannabis. “Eu atualmente eu acho uma grande hipocrisia essa questão de ficar discutindo se funciona ou não funciona. Já tem uma literatura robusta falando da segurança.”
“Tem mais estudos saindo a respeito de eficácia em determinadas patologias, mas precisa melhorar regulamentação para poder ter mais estudos com o desenho que a academia pede. Atualmente o pessoal tem que tirar leite de pedra para fazer pesquisa.”
Há quase três anos trabalhando com a prescrição de Cannabis, a médica acredita que cada vez menos seus colegas poderão negar a indicação do medicamento para os pacientes.
“Os médicos tem que estudar. Não pode ter uma opinião formada só porque é maconha. As pessoas têm que se informar sobre essa que é uma possibilidade terapêutica. Um tratamento válido, com muitos resultados e segurança, porque já tem muita literatura que demonstra isso.”
“Você pode até não gostar, mas vai ter que encarar a Cannabis como uma possibilidade de tratamento aos pacientes.”
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