As dores musculares não chegaram de forma abrupta à vida de Maria Aurelina Cavalcante. Foram se instalando aos poucos, até ocuparem espaço demais. Inclusive durante a noite. Dormir, algo simples para a maioria das pessoas, passou a ser um desafio cotidiano. “Chegou um momento em que eu já não tinha mais posição para dormir”, lembra.
A privação do sono foi um dos primeiros sinais de que algo precisava mudar. Vieram, então, as tentativas com tratamentos convencionais: relaxantes musculares, antibióticos, injeções. Embora necessários naquele momento, os recursos disponíveis não conseguiam oferecer o conforto contínuo que ela buscava para atravessar os dias e, principalmente, as noites.
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Quando o descanso volta a ser possível
Foi nesse contexto que a Cannabis medicinal entrou em cena. A mudança não foi imediata, mas perceptível. “Percebi que estava dormindo melhor”, conta. O relaxamento proporcionado pelo óleo ajudou o corpo a desacelerar, permitindo que o sono voltasse a cumprir seu papel restaurador. Dormir melhor significou, também, acordar com menos tensão e retomar pequenas partes da rotina que haviam sido deixadas de lado.
O uso da Cannabis se estendeu por cerca de um ano e meio, período que Maria Aurelina descreve como positivo dentro de sua jornada de cuidado. Ao longo do tempo, como acontece em muitos tratamentos contínuos, o organismo foi se ajustando, e novas escolhas passaram a fazer sentido naquele momento da vida.
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Com mais atenção aos sinais do próprio corpo, ela decidiu ampliar a abordagem terapêutica. Aos poucos, os medicamentos deram lugar a uma rotina baseada em exercícios físicos, suplementação vitamínica voltada à saúde muscular e mudanças na alimentação — estratégias que passaram a caminhar juntas no cuidado diário.
Hoje, ao olhar para essa trajetória, Maria Aurelina entende a Cannabis medicinal como uma ferramenta que teve seu tempo e sua importância. Um recurso que ofereceu conforto, auxiliou no sono e contribuiu para o equilíbrio em uma fase marcada pela dor. Sua experiência reforça que o cuidado com a saúde não é linear, mas feito de ciclos, escuta do corpo e escolhas que se transformam ao longo do caminho.
Importante!
A trajetória de Maria Aurelina Cavalcante evidencia que o uso da Cannabis medicinal deve estar inserido em um cuidado clínico acompanhado e atento às respostas do organismo ao longo do tempo. Em casos de dor crônica e alterações do sono, a condução médica é fundamental não apenas para indicar o tratamento, mas para avaliar sua evolução, ajustar estratégias e compreender quando novas abordagens podem ser incorporadas.
Mais do que o alívio de sintomas pontuais, a Cannabis se insere em um contexto mais amplo de cuidado, que envolve escuta, observação e respeito aos limites e às necessidades individuais de cada paciente. Trata-se de um recurso terapêutico que atua dentro de um processo contínuo, integrado a outras escolhas de saúde e ao momento de vida de quem o utiliza.
Como revela essa experiência, o cuidado não segue uma linha única ou definitiva. Ele se constrói ao longo do tempo, com acompanhamento, adaptações e decisões compartilhadas — elementos essenciais para que qualquer tratamento seja conduzido de forma responsável, segura e alinhada à singularidade de cada trajetória.
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