Início

Regulação emocional: como desenvolver no dia a dia e técnicas práticas

Regulação emocional: como desenvolver no dia a dia e técnicas práticas

Publicado em

13 de janeiro de 2026

• Revisado por

regulacao-emocional-no-autismo

A regulação emocional se tornou um assunto recorrente, especialmente agora, onde as demandas mentais parecem constantes. 

Muitas pessoas acreditam que controlar emoções significa ignorá-las. Na prática, a regulação emocional é mais que isso. Envolve percepção, reflexão e escolhas conscientes. 

Esse processo se conecta ao modo como o cérebro interpreta experiências, como o corpo responde ao estresse e como os hábitos influenciam o equilíbrio interno. 

Pequenas práticas podem alterar o modo como o organismo responde e, com o tempo, gerar estabilidade ou instabilidade. 

Antes de chegar a esse ponto, porém, é preciso reconhecer o funcionamento básico da regulação emocional. E é isso que será explorado abaixo:

  • O que é regulação emocional? 
  • Por que a regulação emocional é tão importante para a saúde mental? 
  • Quais são os tipos de regulação emocional? 
  • Quais são as 5 habilidades emocionais mais importantes? 
  • Regulação emocional em psicoterapia: diferentes abordagens 
  • Regulação emocional infantil: como desenvolver desde cedo 
  • Regulação emocional no autismo: desafios e estratégias de apoio 
  • CBD ajuda na ansiedade e na regulação emocional? O que mostram os estudos em humanos e em animais

O que é regulação emocional?

regulacao-emocional-cannabis

A regulação emocional descreve a capacidade de reconhecer o que se sente, compreender por que determinada emoção surgiu e organizar uma resposta coerente com a situação. 

Essa habilidade não elimina reações intensas, mas oferece recursos para lidar com elas sem se perder no impulso ou no bloqueio. 

Quando se fala em regulação emocional, fala-se de um processo contínuo, que envolve percepção, interpretação e ação. 

A mente avalia sinais internos e externos, identifica nuances do que está acontecendo e ajusta o comportamento de forma intencional. 

Ela contribui para estabelecer limites, sustentar conversas difíceis e preservar o foco diante de situações que normalmente provocam desorganização. 

Quanto mais desenvolvida, mais flexível se torna a resposta diante de desafios cotidianos. 

Por isso, a regulação emocional aparece como elemento central em várias abordagens clínicas modernas, sempre associada à capacidade de navegar por experiências intensas sem recorrer a padrões que geram sofrimento adicional

Ao compreender a própria dinâmica emocional, a pessoa passa a se posicionar com clareza, utiliza recursos internos com mais estabilidade e fortalece a forma como se relaciona consigo e com os outros.

Por que a regulação emocional é tão importante para a saúde mental?

A regulação emocional sustenta a estabilidade psicológica e reduz a vulnerabilidade a ciclos de ansiedade, irritabilidade persistente e sensação de sobrecarga. 

Quando a pessoa entende o que sente e dispõe de estratégias para lidar com isso, o sistema nervoso encontra caminhos eficientes para retornar ao equilíbrio. 

Em situações de conflito, estresse prolongado ou frustração, a regulação emocional impede que respostas impulsivas agravem o cenário. Ela reduz comportamentos que alimentam desconforto e facilita a tomada de decisões. 

Além disso, a regulação emocional melhora a qualidade das relações, pois favorece conversas construtivas, evita interpretações precipitadas e reduz o acúmulo de tensões. 

A nível fisiológico, a regulação emocional influencia o funcionamento de áreas cerebrais ligadas ao planejamento e ao autocontrole, diminuindo a sobrecarga de circuitos associados à ameaça constante. Isso resulta em menor ativação de hormônios relacionados ao estresse. 

A longo prazo, essa organização interna protege contra quadros depressivos, melhora o sono, reduz a ruminação e torna o cuidado com a saúde mental mais preventivo.

Quais são os tipos de regulação emocional?

regulacao-emocional-em-criancas

Há estratégias consideradas adaptativas, que ajudam a interpretar a emoção com clareza e a agir de forma coerente com o contexto. 

Nas estratégias adaptativas, observa-se o espaço para reflexão, a validação das próprias sensações e a seleção de comportamentos que promovem bem-estar. 

Também existem estratégias desadaptativas, que aliviam no curto prazo, mas custam caro ao equilíbrio psicológico quando se tornam padrão. 

Estas incluem tentativas de evitar o contato com a emoção, reprimir o que se sente ou buscar alívio por meio de hábitos que prejudicam a saúde mental

Antes da emoção surgir, a regulação emocional pode aparecer na forma de planejamento, antecipação realista e escolha de ambientes que favoreçam a estabilidade. 

Durante a emoção, o foco recai sobre reconhecer o que se sente, ajustar a respiração, organizar pensamentos e direcionar ações que não ampliem o estresse. 

Depois da emoção, a regulação emocional envolve revisão da experiência, identificação de pontos de vulnerabilidade e consolidação do aprendizado ocorrido. 

Quais são os três sistemas de regulação emocional?

A regulação emocional pode ser compreendida a partir de um conjunto de circuitos que influenciam o corpo e a mente:

  • Sistema relacionado à percepção de risco e desconforto: Atua quando a mente identifica ameaças, mesmo que sejam apenas possibilidades. Ele intensifica a vigilância, aumenta a reatividade física e busca proteger o organismo; 
  • Sistema associado à busca por estímulos agradáveis: Mobiliza energia, incentiva movimento e contribui para metas e motivação. Quando equilibrado, apoia a regulação emocional ao oferecer vitalidade, mas pode gerar impulsividade quando ultrapassa limites;
  • Sistema voltado à sensação de segurança: Diminui a ativação fisiológica, permite recuperação e cria espaço para reflexão. Esse sistema sustenta a regulação emocional ao favorecer a calma, clareza e conexão com o que realmente importa.

Quais são as 5 habilidades emocionais mais importantes?

habilidades-de-regulacao-emocional

A regulação emocional exige um conjunto de competências que organizam a forma como a pessoa interpreta estímulos, administra reações e sustenta escolhas coerentes com suas metas e valores. 

Quando desenvolvidas, fortalecem o senso de direção e tornam mais previsível a resposta ao estresse:

  • Consciência emocional: Envolve reconhecer sinais internos, perceber mudanças de humor e identificar gatilhos com precisão. Sem essa habilidade, a regulação emocional perde clareza;
  • Nomeação das emoções: Consiste em traduzir sensações em palavras. A diferenciação entre irritação, angústia ou frustração orienta decisões mais precisas;
  • Tolerância ao desconforto: Permite permanecer em contato com emoções intensas sem reagir de modo precipitado. Essa habilidade evita rupturas e amplia o espaço reflexivo;
  • Expressão assertiva: Ajuda a comunicar limites e necessidades com clareza, preservando vínculos e reduzindo equívocos;
  • Flexibilidade cognitiva: Favorece revisão de interpretações e evita conclusões rígidas. Sustenta escolhas mais ajustadas à realidade.

Como praticar a regulação emocional no dia a dia?

como-ocorre-a-regulaçao-emocional

A regulação emocional pode ser incorporada gradualmente à rotina para aprimorar clareza, diminuir impulsividade e melhorar a qualidade das interações. 

A prática envolve passos simples, porém consistentes, baseados em observação ativa, interrupção de padrões automáticos e construção de novos repertórios. 

Veja como é feita:

Reconhecer e nomear emoções antes de reagir

A regulação emocional depende da precisão ao identificar o que se sente antes de agir. Esse cuidado impede reações precipitadas. 

No cotidiano, isso pode ocorrer em três movimentos estruturados: observar onde a emoção se manifesta no corpo, identificar pensamentos associados e escolher a palavra que melhor descreve o estado presente. 

Esse processo organiza a experiência interna e diminui ruído mental.

Técnicas de respiração, pausa e auto-observação

A regulação emocional se fortalece quando a pessoa aprende a interromper o impulso. 

Respirar profundamente, manter o foco na cadência do ar e realizar uma pausa curta reduz ativação fisiológica. 

A auto-observação complementa o processo ao registrar mudanças no ritmo cardíaco, na tensão muscular e na velocidade do pensamento.

Mindfulness e atenção ao corpo como aliados

A regulação emocional ganha consistência com práticas de atenção plena, que ajudam a perceber sensações corporais e reações automáticas. 

Essa estratégia desenvolve presença e reduz distrações, favorecendo escolha consciente em vez de respostas impulsivas. 

Ao longo das semanas, a prática promove estabilidade.

Reavaliação cognitiva: aprender a pensar diferente sobre a situação

A regulação emocional se beneficia diretamente da reavaliação cognitiva, que consiste em reinterpretar o significado atribuído a uma situação. 

Esse processo não ignora fatos, não minimiza impacto e não tenta impor otimismo. O objetivo é rever a lógica aplicada ao evento e identificar alternativas que reduzam a tensão interna. 

Ao reorganizar pensamentos, a pessoa altera o estado emocional associado à experiência e ganha acesso a respostas mais funcionais. 

A regulação emocional se fortalece quando há clareza sobre padrões mentais automáticos. 

A primeira etapa é reconhecer o pensamento dominante. Em seguida, identificar se há dados que o sustentam ou se ele deriva de memória, expectativa ou medo. E, por fim, formular uma interpretação alternativa, mais abrangente e coerente. 

A prática pode ser aplicada em conflitos interpessoais, situações de estresse profissional, autocobrança ou momentos de insegurança. 

Escrita terapêutica e registro de emoções

Registrar emoções de forma sistemática transforma percepções difusas em informação concreta. 

Essa prática permite identificar padrões, comparar estados emocionais ao longo do tempo e observar como pensamentos influenciam ações. 

A regulação emocional se fortalece quando a escrita amplia a consciência sobre gatilhos, necessidades e pontos de vulnerabilidade. 

O processo envolve descrever o que aconteceu, o que se sentiu, quais pensamentos surgiram e como o corpo reagiu. 

Em seguida, é útil registrar a resposta adotada e avaliar se ela atendeu ao objetivo desejado. 

A escrita terapêutica também facilita a reavaliação cognitiva, já que o conteúdo registrado mostra com clareza o que motivou uma emoção e como ela evoluiu. 

Ao revisar essas informações, a pessoa identifica áreas de progresso e pontos que ainda precisam de atenção. 

Com o tempo, o exercício promove maior organização psicológica, melhora comunicação com outras pessoas e ajuda a compreender limites e recursos pessoais.

Construindo uma rotina que favorece regulação emocional

o-que-e-regulacao-emocional

A regulação emocional depende de equilíbrio fisiológico. 

Uma rotina organizada aumenta a tolerância ao estresse e facilita a adaptação a situações imprevisíveis ao longo do dia. 

O sono adequado consolida a memória e estabiliza circuitos relacionados ao controle emocional. Já a alimentação balanceada regula energia e previne oscilações bruscas de humor. 

Movimento regular reduz tensão muscular e melhora variáveis ligadas ao humor e à motivação. A regulação emocional se torna mais consistente quando os hábitos básicos estão alinhados. 

Em relação ao sono, manter horários regulares, reduzir estímulos noturnos e criar ambiente silencioso melhora a recuperação cognitiva e reduz a irritabilidade. 

Na alimentação, incluir fibras, proteínas e fontes de energia estáveis evita quedas abruptas de glicemia que interferem na estabilidade emocional. 

Quanto ao movimento, práticas moderadas, como caminhada ou treinamento funcional, ajudam a regular o ritmo respiratório e diminuem a ruminação. 

A regulação emocional também se fortalece com pausas planejadas durante o dia, evitando sobrecarga mental

Ao combinar sono, alimentação, movimento e pausas, a rotina cria suporte físico para respostas emocionais mais organizadas. 

Regulação emocional em psicoterapia: diferentes abordagens

A regulação emocional é desenvolvida de forma estruturada em psicoterapia, com métodos que trabalham pensamento, comportamento, memória emocional e construção de habilidades. 

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, o foco se volta para identificação de pensamentos automáticos, reorganização cognitiva e planejamento de condutas mais coerentes com o objetivo desejado. 

A regulação emocional ganha precisão ao substituir interpretações distorcidas por análises mais equilibradas. 

Na Terapia Comportamental Dialética, a regulação emocional se combina com práticas voltadas à tolerância ao estresse e à habilidade de permanecer presente sem aumentar o sofrimento. 

São trabalhadas habilidades de comunicação, validação interna e escolha consciente. 

Na Terapia de Esquemas, o foco se amplia para padrões formados ao longo da vida. O trabalho envolve memórias, crenças nucleares e modos de funcionamento que influenciam reações atuais. 

Outras abordagens, como terapias focadas na compaixão, mindfulness ou processos narrativos, também apoiam a regulação emocional ao ampliar a consciência, diminuir a autocrítica e fortalecer o senso de segurança interna

Em todas elas, o desenvolvimento emocional ocorre de forma progressiva, com construção de repertório para lidar com situações complexas e prevenção de recaídas.

Quando buscar ajuda profissional para trabalhar regulação emocional?

A regulação emocional pode ser treinada de forma independente, mas há momentos em que apoio especializado se torna necessário. 

Sinais de alerta incluem dificuldade persistente para controlar impulsos, sensação de perda de controle em situações cotidianas, prejuízo nas relações, queda de rendimento no trabalho e sofrimento emocional frequente. 

Outro indicativo relevante é quando o esforço pessoal não resulta em mudança perceptível, mesmo com práticas regulares de autocuidado. 

A regulação emocional pode falhar diante de experiências traumáticas, padrões de pensamento rígidos ou quadros de ansiedade e depressão

Nesses casos, a intervenção profissional organiza o processo de forma mais segura. 

Psicoterapia oferece espaço para analisar padrões, desenvolver estratégias e adaptar técnicas ao contexto individual. 

O acompanhamento permite identificar fatores associados como privação de sono, dificuldades nutricionais, uso de substâncias ou histórico de eventos adversos. 

A decisão de buscar ajuda não representa incapacidade, mas reconhecimento de que mudanças complexas exigem orientação. 

Quanto antes o suporte é iniciado, maior a chance de estabilizar sintomas e evitar agravamento. 

Regulação emocional infantil: como desenvolver desde cedo

tipos-de-regulacao-emocional

A regulação emocional começa a se formar nos primeiros anos de vida, quando a criança aprende a identificar sensações internas, interpretar sinais do ambiente e responder de forma organizada ao que sente. 

Esse processo depende de interação constante com cuidadores, que oferecem linguagem, previsibilidade e segurança. 

O desenvolvimento envolve três eixos principais: compreensão do que está acontecendo no corpo, capacidade de pedir ajuda quando necessário e construção de autonomia gradual. 

A regulação emocional na infância exige atenção às necessidades fisiológicas e ao contexto familiar. 

Sono adequado, alimentação regular e momentos de pausa reduzem irritabilidade, melhoram concentração e ampliam capacidade de adaptação. 

A criança também aprende observando. A forma como adultos lidam com frustração e conflito modela respostas internas. 

Esse aprendizado não é linear e varia conforme temperamento, ambiente e etapa do desenvolvimento. Por isso, a regulação emocional infantil se beneficia de linguagem simples, validação do sentimento e explicações coerentes com a idade. 

Quando ocorre dificuldade persistente para se acalmar, explosões emocionais frequentes ou recusa ao diálogo, vale buscar orientação especializada. 

O objetivo é construir habilidades que acompanhem a criança ao longo da vida, reduzam sofrimento desnecessário e favoreçam relações sociais mais estáveis. 

Quanto mais cedo esse processo é estimulado, maior a capacidade de enfrentar desafios futuros com equilíbrio e segurança.

Estratégias lúdicas para ensinar crianças a reconhecer e nomear emoções

A regulação emocional pode ser ensinada às crianças por meio de jogos e atividades que aproximam a experiência emocional do cotidiano. 

Recursos visuais ajudam a diferenciar sensações e fortalecem o vocabulário emocional. 

Cartas com expressões faciais, livros infantis sobre sentimentos e brincadeiras de identificação do que cada personagem está vivendo ampliam a compreensão do tema. 

A regulação emocional se torna mais concreta quando a criança consegue relacionar o que sente com palavras específicas. 

Atividades simples funcionam bem: pedir que a criança escolha uma cor para representar o estado emocional do dia ou montar um quadro com rostos que indicam alegria, tristeza, medo e irritação

Simular situações comuns, como perder um jogo ou precisar esperar a vez, ajuda a reconhecer desconforto e ensina alternativas para lidar com ele. 

A regulação emocional se fortalece quando há incentivo para descrever sensações físicas, como aperto no peito ou mão suando. 

Além disso, é útil inserir pequenas pausas em meio à brincadeira para observar a respiração e o ritmo do corpo. 

Essas estratégias reduzem a distância entre emoção e ação, facilitam a reflexão e evitam respostas impulsivas. 

À medida que a criança aprende a nomear o que sente, ganha mais autonomia e confiança para pedir apoio, negociar limites e expressar necessidades. 

Regulação emocional no autismo: desafios e estratégias de apoio

A regulação emocional em pessoas com autismo envolve características específicas relacionadas à sensibilidade sensorial, ao processamento de estímulos e ao uso da linguagem para expressar necessidades. 

Flutuações bruscas de humor, sobrecarga sensorial e dificuldade para comunicar desconforto podem tornar o processo mais complexo. 

A regulação emocional pode ser comprometida quando o ambiente é imprevisível ou quando demandas excedem a capacidade de processamento naquele momento. 

Estratégias de apoio incluem redução de ruído e luminosidade excessiva, uso de recursos visuais e intervalos planejados. 

Mapear gatilhos e ajustar o ambiente reduz crises e facilita a reorganização interna. A regulação emocional melhora quando há sinalização clara das etapas de uma tarefa e quando a criança ou o adulto tem acesso a ferramentas para pedir pausa. 

Técnicas de respiração e atenção ao corpo também podem auxiliar, desde que adaptadas ao perfil sensorial. 

Em alguns casos, intervenções terapêuticas focadas em habilidades sociais e comunicação alternativa contribuem para ampliar o repertório emocional. 

A regulação emocional no autismo não se resume ao treino de comportamento. Ela requer compreensão individualizada, apoio à autonomia e respeito ao ritmo particular de cada pessoa. 

Quando esses elementos se combinam, há melhora na tolerância ao estresse, redução de crises e maior capacidade para lidar com imprevistos.

CBD ajuda na ansiedade e na regulação emocional? O que mostram os estudos

regulaçao-emocional

Pesquisas sobre Canabidiol (CBD) e regulação emocional têm avançado, especialmente em quadros de ansiedade. 

Resultados de estudos em humanos sugerem melhora moderada em sintomas ansiosos, com redução de inquietação, tensão muscular e dificuldade de concentração. 

estudos conduzidos com adultos diagnosticados com transtornos de ansiedade mostraram queda perceptível no desconforto após uso controlado de CBD, associado a melhora do sono. 

Os achados também demonstram que o CBD pode influenciar circuitos relacionados ao medo e à antecipação negativa, o que favorece a regulação emocional em situações de estresse social. 

Em estudos com animais, observou-se impacto sobre receptores ligados à modulação emocional e à resposta ao estresse, apontando potencial relevante para investigação futura. 

No entanto, os resultados não são uniformes. Doses, frequência e formulações variam amplamente, o que dificulta padronização. 

Além disso, embora o CBD apresente perfil favorável de segurança, alguns participantes relataram sonolência e alterações gastrointestinais. 

A regulação emocional mediada por CBD ainda depende de maior volume de pesquisas para definição de dosagem, duração do efeito e especificidade de ação. 

Apesar disso, o conjunto de evidências indica que o composto é promissor no cuidado de pessoas com ansiedade. Em muitos casos, esse recurso é utilizado de forma complementar, associado a psicoterapia e ajustes de rotina. 

Para avaliar benefícios e riscos, o ideal é contar com acompanhamento especializado, especialmente em contextos clínicos.

Conclusão

A regulação emocional se expressa na capacidade de reconhecer sentimentos, interpretar sinais internos e agir com clareza mesmo diante de desafios. 

O desenvolvimento dessas habilidades melhora a qualidade de vida, fortalece relações e reduz o impacto do estresse. 

Se deseja aprofundar esse cuidado e explorar o uso de Cannabis medicinal na regulação emocional, agende uma consulta com médicos capacitados no portal Cannabis & Saúde.

Compartilhe:

O Cannabis& Saúde é um portal de jornalismo, que fornece conteúdos sobre Cannabis para uso medicinal, e, preza pelo cumprimento legal de todas as suas obrigações, em especial a previsão Constitucional Federal de 1988, dos seguintes artigos. Artigo 220, que estabelece que a liberdade de expressão, criação, informação e manifestação do pensamento não pode ser restringida, desde que respeitados os demais dispositivos da Constituição.
Os artigos seguintes, até o 224, tratam de temas como a liberdade de imprensa, a censura, a propriedade de empresas jornalísticas e a livre concorrência.

Agende agora uma consulta com um médico prescritor de Cannabis medicinal

Consultas a partir de R$ 200,00

Agende agora uma consulta com um médico prescritor de Cannabis medicinal

Consultas a partir de R$ 200,00

Posts relacionados

Colunas em destaque

Inscreva-se para não perder nenhuma atualização do portal Cannabis e Saúde

Posts relacionados

Agende agora uma consulta com um médico prescritor de Cannabis medicinal

Consultas a partir de R$ 200,00

Você também pode gostar destes posts:

Próxima Live:

O uso da Cannabis Medicinal para Epilepsia

Dia 10/07 às 20h00