A rotina de cuidados intensivos acompanha a vida de Rafael Cervera desde o nascimento. Hoje com 38 anos, ele convive com sequelas de uma hipoglicemia neonatal que levou a complicações neurológicas, incluindo paralisia cerebral e crises convulsivas frequentes ao longo da vida.
Segundo seu responsável, Geraldo, as crises epilépticas eram recorrentes e difíceis de controlar, mesmo com o uso contínuo de medicamentos anticonvulsivantes.
Histórico de crises e limitações
Desde a infância, Rafael apresentou episódios convulsivos frequentes, que exigiram acompanhamento médico constante e sucessivos ajustes na medicação. Em determinado momento, o aumento da dosagem não foi suficiente para conter as crises.
Além da epilepsia, o paciente possui limitações motoras e cognitivas importantes. Ele depende integralmente de cuidados para atividades básicas do dia a dia, como alimentação e locomoção, e tem comunicação restrita.
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Introdução da Cannabis medicinal
A busca por alternativas levou a família a considerar o uso da Cannabis medicinal e, sob orientação do médico Dr. Vinicius Pereira de Mesquita, incluíram o óleo no protocolo, mantendo também os medicamentos convencionais já utilizados.
Redução significativa das crises
De acordo com o responsável, os resultados foram progressivos. Antes do tratamento, Rafael apresentava diversas crises ao longo do mês. Com o uso da Cannabis, houve uma redução expressiva: as crises passaram a ocorrer, no máximo, duas a três vezes por mês. Em 2025, houve um avanço ainda mais significativo. Desde então, não foram mais observadas crises aparentes. “O resultado é considerado relevante, especialmente diante do histórico clínico do paciente e da resistência aos tratamentos anteriores”, explica Dr Vinicius.
Qualidade de vida e continuidade do cuidado
Mesmo com a melhora no controle das crises, Rafael segue em acompanhamento médico e mantém o uso combinado de medicamentos anticonvulsivantes e Cannabis medicinal. A rotina permanece exigente. Ele depende integralmente do cuidador para alimentação, mobilidade e outras atividades básicas. Ainda assim, a redução das crises representa um avanço importante na qualidade de vida do paciente e de sua família.
Potencial terapêutico
O caso reforça o potencial da Cannabis medicinal no manejo de quadros de epilepsia refratária, ainda mais quando os tratamentos convencionais não alcançam o controle adequado das crises. Embora cada paciente responda de forma individual, evidências científicas já indicam o uso de canabinoides (como o CBD) como uma alternativa terapêutica em casos específicos, sempre com acompanhamento médico.
Importante!
Para famílias que enfrentam quadros semelhantes, o acesso à Cannabis medicinal deve sempre ser feito com orientação profissional. No Brasil, o uso exige prescrição médica e acompanhamento contínuo para garantir segurança e eficácia. Se você ou alguém próximo convive com epilepsia de difícil controle, buscar informação de qualidade e profissionais habilitados pode ser o primeiro passo para ampliar as possibilidades terapêuticas. Acesse o portal Cannabis & Saúde para encontrar conteúdos confiáveis, histórias de pacientes e especialistas que atuam na área.