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“A discussão em torno da Cannabis medicinal tem ganhado espaço”, afirma presidente do Oncoguia

“A discussão em torno da Cannabis medicinal tem ganhado espaço”, afirma presidente do Oncoguia

Entre evidências científicas, qualidade de vida e acesso responsável, a presidente do Oncoguia destaca o crescimento do debate sobre o uso da cannabis medicinal no contexto do câncer, reforçando que o foco deve estar no cuidado integral e na melhoria da qualidade de vida de quem enfrenta a doença.

Publicado em

23 de janeiro de 2026

• Revisado por

Fala, escreve e pesquisa sobre Cannabis, saúde e bem-estar. Mestre em Comunicação e Cultura, com passagem pela Unesco, já produziu milhares de histórias e conversas que mostram como a Cannabis transforma vidas. Mãe de dois, acredita em um mundo onde conhecimento e consciência caminham junto da planta.

Criado a partir da escuta ativa de pacientes e profissionais da saúde, o Oncoguia se consolidou, ao longo de mais de duas décadas, como uma das principais vozes na defesa dos direitos de quem vive com câncer no Brasil. A organização atua para fortalecer, encorajar e guiar pessoas diagnosticadas com a doença, oferecendo informação segura, apoio e acolhimento. E estes pilares, segundo sua fundadora e presidente, Luciana Holtz, seguem sendo fundamentais diante de um sistema de saúde ainda marcado por desigualdades.

“A história do Oncoguia nasce da necessidade real de quem recebe um diagnóstico de câncer e não sabe onde buscar informação confiável”, explica Holtz.

O projeto começou em 2003 como um site e, seis anos depois, transformou-se em uma associação de pacientes sem fins lucrativos, construída em conjunto com profissionais da saúde e pessoas que vivenciam o câncer na prática .

Desafios estruturais: diagnóstico tardio e acesso desigual

Entre os principais gargalos enfrentados pelos pacientes oncológicos no país, Luciana destaca dois pontos críticos: o diagnóstico precoce e o acesso equitativo aos tratamentos mais efetivos, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Muitas vezes o paciente enfrenta dificuldade para chegar ao especialista, realizar exames ou mesmo uma biópsia. Isso gera uma realidade grave de diagnósticos tardios, principalmente entre quem depende do SUS”, afirma . Além disso, segundo ela, o tipo de tratamento disponível ainda varia significativamente conforme a região do país, e terapias mais modernas nem sempre estão incorporadas à rede pública.

Informação, acolhimento e advocacy como estratégia

Para enfrentar esses desafios, o Oncoguia atua em múltiplas frentes. A organização oferece campanhas educativas, conteúdos nas redes sociais e o serviço “Fale com o Oncoguia”, que permite ao paciente tirar dúvidas, buscar orientação especializada ou simplesmente desabafar. Há ainda programas educativos voltados ao engajamento do paciente e um trabalho contínuo de advocacy junto ao Legislativo e ao Executivo.

“O nosso papel é representar a voz do paciente e garantir que as políticas públicas considerem o que realmente importa para quem vive com câncer”, reforça Luciana.

Nos últimos anos, esse trabalho contribuiu para avanços importantes, como a nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, a criação de um departamento específico no Ministério da Saúde e a ampliação de tratamentos e modelos de oferta de radioterapia no SUS .

Cannabis medicinal e câncer: mais evidência, mais diálogo

Dentro desse cenário de busca por cuidado integral, a Cannabis medicinal começa a ganhar espaço no debate oncológico. O foco é justamente a qualidade de vida do paciente. Para a presidente do Oncoguia, o tema precisa ser tratado com responsabilidade e base científica.

“O Oncoguia acredita e defende sempre que novas tecnologias, que tenham comprovação científica, precisam ser avaliadas e aí sim validadas para que que passem a ser ofertadas. A discussão em torno da Cannabis tem ganhado mais espaço especialmente num contexto de apoiar o paciente com relação a uma melhora na sua qualidade de vida. Com relação a sintomas como dor e a presença muitas vezes de náuseas e vômito E quanto mais evidência científica a gente tiver, mais espaço a gente tem para que a discussão se amplie e que a gente possa começar a falar de discussão de acesso”, pontua.

Um cuidado que vai além do tratamento

Ao longo de sua trajetória, o Oncoguia consolidou uma identidade guiada por um propósito maior: transformar e qualificar o cuidado oncológico no Brasil. Para Luciana Holtz, isso significa olhar para além da doença e reconhecer o paciente como um sujeito integral, com necessidades físicas, emocionais e sociais.

“A informação segura empodera, o acolhimento fortalece e a participação do paciente transforma o sistema”, resume.

Em um campo em constante evolução, seja na incorporação de novas tecnologias, seja no debate sobre terapias complementares como a Cannabis medicinal, o Oncoguia segue defendendo que ciência, equidade e escuta ativa caminhem juntas no cuidado ao câncer no país.

Leia mais: Estudo brasileiro destaca benefícios da Cannabis para sintomas do câncer

Oncoguia no Dia Mundial do Câncer

No Dia Mundial do Câncer, o Oncoguia realiza um Ato Público para mobilizar a sociedade em defesa de direitos que não podem ficar apenas no papel. A iniciativa convoca pacientes, familiares, profissionais de saúde e apoiadores a se unirem por mais atenção ao câncer, diagnóstico precoce, garantia de direitos, acesso integral ao cuidado e políticas públicas que realmente funcionem na prática.

O encontro acontece no dia 4 de fevereiro, das 10h às 13h, na Avenida Paulista, em frente à FIESP, e reforça que, embora cada história com o câncer seja única, a luta por mudanças é coletiva.

Cannabis medicinal como aliada na luta para vencer o câncer

Por fim, debate sobre Cannabis medicinal e câncer precisa avançar com responsabilidade científica, escuta do paciente e compromisso. As evidências atuais apontam benefícios relevantes no manejo de sintomas como dor, náuseas, vômitos, distúrbios do sono e perda de apetite, contribuindo para a qualidade de vida de pessoas em tratamento oncológico, sempre como terapia adjuvante e sob acompanhamento médico. Relatórios e revisões sistemáticas reforçam que o uso clínico deve estar ancorado em protocolos baseados em evidência, avaliação individualizada e segurança regulatória.

“Existem evidências científicas robustas que indicam que os derivados de Cannabis ajudam no controle da dor, náusea e estímulo do apetite em pacientes com câncer. A ASCO, uma entidade americana com relevância internacional, já recomenda o uso desses derivados para melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, pontua o médico Dr. Rodrigo Eboli da Costa.

Ao mesmo tempo, a ciência segue investigando o papel do sistema endocanabinoide em mecanismos biológicos relacionados ao câncer, ampliando o conhecimento sobre potenciais interações terapêuticas e limites de uso. Revisões recentes destacam que, embora ainda não haja comprovação para o uso da cannabis como tratamento antitumoral direto, há consenso crescente sobre seu valor no cuidado integral ao paciente oncológico. Fortalecer a pesquisa clínica, ampliar o acesso à informação qualificada e integrar o tema às políticas públicas de saúde são passos essenciais para garantir que decisões clínicas sejam guiadas pela ciência, pelo interesse do paciente e pela equidade no cuidado.

Como incluir medicamentos à base de Cannabis em um tratamento oncológico

Para experimentar os benefícios terapêuticos dos canabinoides, é fundamental ter orientação médica. Isso garante uma avaliação completa, inclusive sobre a interação com outras medicações em uso. Além de ser uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para adquirir os produtos de forma legal.

Portanto, para incluir medicamentos à base de Cannabis na sua rotina de cuidados, acesse a nossa plataforma de agendamento e marque uma consulta com um dos nossos especialistas em medicina paliativa, se deseja aliviar os sintomas do tratamento do câncer. São centenas de médicos experientes nesse tipo de prescrição para avaliar o seu caso e, se adequado, recomendar um produto com canabinoides.

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