Após o diagnóstico de Alzheimer, Tatiani Cazetta buscou alternativas para aliviar a agitação e a insônia da mãe. Foi durante essa busca que conheceu a Cannabis medicinal, tratamento que trouxe mais conforto para Maria Aparecida, desacelerou a progressão da doença na percepção da família e devolveu tranquilidade à rotina de todos.
“Meu nome é Tatiani Cazetta e hoje sou a principal cuidadora da minha mãe, Maria Aparecida, de 85 anos. Quando ela recebeu o diagnóstico de Doença de Alzheimer, entrei em desespero. Como acontece com muitas famílias, minha primeira reação foi pesquisar. Passei horas lendo tudo o que pudesse encontrar sobre a doença e buscando alternativas que pudessem oferecer mais qualidade de vida para minha mãe.
Foi durante essa busca que encontrei o perfil da Cláudia, criadora do O Bom do Alzheimer, nas redes sociais. Ela compartilhava a rotina de cuidados com a mãe, Francisquinha, que já convivia com o Alzheimer havia cerca de dez anos.
Uma coisa me chamou muito a atenção: a mãe dela utilizava apenas o óleo de Cannabis medicinal e, segundo a filha, apresentava uma melhora importante na qualidade de vida. Aquilo me deu esperança. Pensei: se depois de dez anos de doença ela estava bem e conseguia viver com mais conforto, talvez esse tratamento também pudesse ajudar a minha mãe. Foi esse exemplo que me motivou a estudar mais e buscar um médico especializado.
Eu precisava encontrar outro caminho
Antes da Cannabis, minha mãe apresentava muita agitação, principalmente no fim da tarde e durante a noite. Ela praticamente não dormia. Seguimos todas as orientações médicas e utilizamos os medicamentos convencionais indicados para o Alzheimer, mas, no caso dela, eles nunca funcionaram como esperávamos.
Além de não controlarem os sintomas, ela nunca se adaptou bem aos remédios de farmácia. Sentia muitas náuseas, vomitava com frequência e parecia cada vez mais abatida. Como filha, era muito difícil vê-la daquela forma. Eu só queria encontrar alguma alternativa que pudesse proporcionar mais conforto e qualidade de vida.
A decisão de começar a Cannabis
Depois de estudar bastante e conversar com um médico preescritor, iniciamos o tratamento com o óleo de Cannabis em 2021. Tudo foi feito com acompanhamento médico, começando com doses baixas e realizando os ajustes necessários ao longo do tratamento.
Confesso que eu tinha receios, porque conhecia muito pouco sobre Cannabis medicinal, mas percebi que grande parte desse medo vinha da falta de informação. Quando entendemos como o tratamento funciona e passamos a acompanhar minha mãe de perto, ficamos muito seguros com a decisão. Hoje posso dizer que foi uma das melhores escolhas que fizemos.
A melhora apareceu em poucos dias
Quinze dias depois de iniciar o tratamento, já começamos a perceber mudanças. Minha mãe passou a dormir melhor. A agitação diminuiu bastante. Ela deixou de passar as noites caminhando pela casa e finalmente conseguiu descansar. Pela primeira vez em muito tempo, nós também conseguimos dormir.
Foi nesse momento que tive a certeza de que estávamos no caminho certo. Com o passar dos meses, ela ficou mais tranquila durante o dia e passou a viver com muito mais conforto. Outra mudança importante aconteceu ao longo do tratamento. Com acompanhamento médico, minha mãe deixou de utilizar os medicamentos convencionais e, hoje, faz uso apenas do óleo de Cannabis. Ela aceita muito bem o tratamento.
O óleo já faz parte da rotina e, muitas vezes, é ela mesma quem lembra do horário. Às vezes ela me pergunta: “Passou da hora, não é?” Esse momento sempre me emociona. Além disso, percebo que ela ganhou mais autonomia para pequenas atividades do dia a dia, como tomar banho sozinha.
São conquistas que podem parecer simples, mas que fazem uma enorme diferença para quem convive diariamente com o Alzheimer. Também tenho uma percepção muito clara como filha e cuidadora: desde que iniciou o tratamento, sinto que a evolução da doença aconteceu de forma mais lenta.
Sei que essa é uma percepção da nossa família e que a Cannabis não cura o Alzheimer, mas acredito que ela contribuiu para oferecer mais qualidade de vida e preservar o bem-estar da minha mãe por mais tempo.
Mais qualidade de vida para toda a família
Hoje minha mãe dorme melhor, está mais calma e vive com muito mais conforto. E isso transforma completamente a rotina de quem cuida. Quem convive com uma pessoa com Alzheimer sabe o quanto noites mal dormidas, agitação constante e sofrimento acabam afetando a todos em volta.
Quando ela melhorou, todos nós melhoramos junto com ela. Foi um alívio enorme perceber que ainda era possível oferecer qualidade de vida, mesmo diante de uma doença progressiva.
Informação vence o preconceito
Antes de conhecer a Cannabis medicinal, eu também tinha dúvidas e receios. Mas aprendi que o preconceito desaparece quando damos espaço para a informação. Meu conselho para outras famílias é que estudem, conversem com médicos especializados e procurem fontes confiáveis.
Cada paciente responde de uma forma, e a Cannabis não representa uma cura para o Alzheimer. Mas, no caso da minha mãe, ela trouxe exatamente aquilo que eu mais buscava desde o diagnóstico: conforto Hoje tenho a tranquilidade de olhar para ela e saber que fiz tudo o que estava ao meu alcance. E, para mim, isso vale muito.
Importante
Se você deseja entender se a Cannabis medicinal pode fazer sentido para o seu caso, o primeiro passo é contar com acompanhamento médico especializado. Na nossa plataforma de agendamento, você pode marcar uma consulta com profissionais experientes na prescrição de Cannabis medicinal, para uma avaliação individualizada e segura.