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Fóssil de Cannabis de 56 milhões de anos pode ser o mais antigo já encontrado

Fóssil de Cannabis de 56 milhões de anos pode ser o mais antigo já encontrado

Nova análise indica que a Cannabis pode ter surgido milhões de anos antes e fora da Ásia, como dizia a teoria mais aceita.

Publicado em

27 de abril de 2026

• Revisado por

Jornalista e editor especializado em Comunicação e Saúde, pós-graduando em Drogas, Sociedade e Práticas Educativas. Escreve sobre ciência e sobre o uso da Cannabis na saúde humana e animal. É também fundador da Editora Vista Chinesa, onde publicou livros como “A História da Cannabis em Quadrinhos” e “Mila”.

Fóssil de Cannabis de 56 milhões de anos pode ser o mais antigo já encontrado

Pesquisadores do Museu de História Natural de Berlim identificaram o que pode ser o fóssil de Cannabis mais antigo já encontrado. A folha fossilizada tem entre 56 e 48 milhões de anos e foi encontrada na região da Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha.

Guardado há mais de 140 anos em uma coleção do museu, o fóssil pode reescrever o que sabemos sobre a origem e a evolução da planta.

Um fóssil do século XIX

O exemplar, que recebeu o nome de Cannabis oligocaenica, foi descrito pela primeira vez em 1883 pelo botânico Paul Friedrich. No entanto, nunca havia sido datado com precisão.

Durante uma revisão ao acervo, os pesquisadores perceberam que estavam diante de algo extraordinário. A datação com técnicas modernas, mostrou que o fóssil é do período Eoceno Inferior. Isso significa que ele é mais antigo do que o nome oligocaenica sugere, que remete a um período entre 23 e 34 milhões de anos atrás.

O fóssil é uma impressão de folha preservada em lama. Ele apresenta uma folha com cinco pontas, com contornos serrilhados e formato alongado, estreito e afinando até a ponta, semelhante a uma lança.

Fóssil de Cannabis de 56 milhões de anos pode ser o mais antigo já encontrado.

Foto: Ludwig Luthardt | Museu de História Natural de Berlim

Planta mais antiga do que se imaginava

Até então, as evidências mais antigas de plantas do gênero Cannabis vinham de grãos de pólen fossilizados encontrados no noroeste da China, com cerca de 20 milhões de anos.

Análises do DNA de plantas modernas indicavam que a Cannabis teria se separado de seus parentes evolutivos há aproximadamente 28 milhões de anos.

O novo fóssil de Cannabis encontrado na Alemanha sugere que a planta teria surgido quase 30 milhões de anos antes.

Além disso, o fato de o fóssil ter sido encontrado na Europa coloca em dúvida a teoria mais aceita de que a Cannabis teria surgido na Ásia, no Planalto Tibetano, no oeste da China.

Tinha THC nessa planta ancestral?

Por enquanto, não é possível saber se essa planta ancestral produzia canabinoides. O fóssil não preservou as estruturas responsáveis por essa produção, e isso permanece sem confirmação.

A equipe do Museu de História Natural de Berlim pretende seguir revisando coleções antigas com ferramentas científicas atuais. Análises futuras podem ajudar a esclarecer a trajetória evolutiva da planta.

Do passado remoto ao uso terapêutico atual

Hoje, a maioria das pesquisas sobre Cannabis está focada no seu potencial terapêutico. Porém, outras áreas também contribuem para ampliar o conhecimento sobre a planta.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza o uso de medicamentos à base de Cannabis sob prescrição médica. Se você ou alguém próximo deseja incluir esse tipo de medicamento no seu tratamento, busque orientação profissional.

Por meio da plataforma de agendamento do Cannabis & Saúde, é possível marcar uma consulta presencial ou por telemedicina com médicos experientes nesse tipo de abordagem.

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