Presenciar uma convulsão em cachorro é uma experiência que desarma qualquer tutor. O animal perde o controle do corpo, cai, se debate, saliva em excesso e, por alguns segundos ou minutos, parece completamente inacessível.
Apesar do impacto visual, nem toda convulsão tem a mesma causa, duração ou prognóstico.
Tratar todos os episódios como se fossem iguais é um erro comum que atrapalha tanto a prevenção quanto o manejo correto.
Existem situações isoladas, crises recorrentes e quadros associados a doenças que exigem atenção imediata. Diferenciar esses cenários muda tudo.
Muitos cães ficam desorientados, andam sem rumo, demonstram fome intensa ou buscam o tutor de forma insistente.
O grande problema é que, por falta de informação clara, muitos tutores só procuram ajuda quando as convulsões se repetem.
Em outros casos, tentam intervir durante a crise de maneira inadequada, colocando o próprio animal em risco sem perceber.
Ao longo deste artigo, você vai encontrar respostas para essas dúvidas, aprender a identificar padrões e compreender por que a convulsão nunca deve ser ignorada, mesmo quando parece um episódio isolado:
- O que é convulsão em cachorro e por que ela acontece?
- Tipos de convulsão em cachorro: quais são os 4 tipos?
- Sintomas de convulsão em cachorro: sinais antes, durante e depois da crise
- Principais causas de convulsão em cachorro
- Convulsão em cachorro filhote: causas mais comuns e riscos
- Convulsão em cachorro idoso: quando se preocupar?
- Sequelas de convulsão em cachorro: o que pode ficar depois da crise?
- Diagnóstico e tratamento da convulsão em cachorro
- Como agir na hora: o que fazer (e o que não fazer) durante uma convulsão em cachorro
- CBD e Cannabis medicinal no manejo da convulsão em cachorro
O que é convulsão em cachorro e por que ela acontece?

Convulsão em cachorro é uma manifestação neurológica provocada por uma descarga elétrica anormal e desorganizada no cérebro.
Esse fenômeno interfere na comunicação entre os neurônios, resultando em alterações motoras, sensoriais e comportamentais que surgem de forma súbita e, na maioria das vezes, assustam quem presencia a cena.
Durante uma convulsão, o corpo do animal reage sem controle consciente, porque o cérebro perde momentaneamente a capacidade de regular funções básicas como postura, movimentos e nível de consciência.
A convulsão em cachorro não é uma doença em si, mas um sinal clínico que aponta para algum tipo de desequilíbrio no sistema nervoso central.
Esse desequilíbrio pode ter origem estrutural, metabólica, infecciosa, tóxica ou genética.
Em termos práticos, algo está interferindo no funcionamento normal do cérebro, seja de forma temporária ou permanente.
Em filhotes e cães jovens, alterações congênitas, intoxicações e doenças infecciosas costumam estar entre as causas mais comuns.
Já em animais adultos e idosos, tumores, distúrbios metabólicos e doenças degenerativas ganham maior relevância.
Há casos isolados, desencadeados por fatores pontuais, como hipoglicemia ou exposição a substâncias tóxicas.
Em outros, as crises se tornam recorrentes, exigindo investigação aprofundada e acompanhamento contínuo.
A duração também varia bastante. Algumas crises duram poucos segundos, enquanto outras se prolongam por minutos, aumentando o risco de complicações.
Convulsão x ataque epilético em cachorro: qual a diferença?
Convulsão em cachorro descreve o evento clínico visível, ou seja, o conjunto de sinais físicos e comportamentais que ocorrem durante a crise.
Já o ataque epilético está relacionado a uma condição específica, a epilepsia, caracterizada por crises convulsivas recorrentes sem causa estrutural ou metabólica identificável após investigação adequada.
Em outras palavras, toda crise epilética envolve uma convulsão em cachorro, mas nem toda convulsão indica epilepsia.
Um animal que apresenta uma convulsão isolada devido a hipoglicemia, intoxicação ou febre alta não é considerado epiléptico.
Para que o diagnóstico de epilepsia seja considerado, é necessário observar a repetição das crises ao longo do tempo, geralmente com intervalos variáveis, e excluir outras causas neurológicas ou sistêmicas.
A convulsão em cachorro causada por um fator pontual exige tratamento direcionado à causa de base.
Já o ataque epilético, por fazer parte de uma condição crônica, costuma demandar uso contínuo de medicação anticonvulsivante, ajustes de dose e acompanhamento regular.
Também existe diferença na previsibilidade. Em cães epilépticos, muitas vezes é possível identificar padrões, como crises em determinados horários ou após estímulos específicos.
Uma convulsão em cachorro de origem metabólica, por outro lado, pode surgir de forma inesperada, sem histórico prévio.
Tipos de convulsão em cachorro: quais são os 4 tipos?

A convulsão em cachorro pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da área do cérebro afetada e da intensidade da descarga elétrica.
Clinicamente, essas crises são classificadas em quatro tipos principais, cada um com características próprias e implicações distintas para o diagnóstico:
- Convulsão generalizada: Nesse tipo, ambos os hemisférios cerebrais são afetados desde o início. O cachorro perde a consciência, apresenta rigidez muscular seguida de movimentos involuntários, salivação intensa e, em alguns casos, perda de urina ou fezes. É o tipo mais facilmente reconhecido por tutores;
- Convulsão focal: Também chamada de parcial, envolve apenas uma região do cérebro. Em muitos casos, o animal permanece consciente, o que dificulta o reconhecimento imediato da convulsão;
- Convulsão focal com generalização secundária: Ela começa de forma localizada e, em seguida, se espalha para todo o cérebro, evoluindo para uma crise generalizada. Esse padrão fornece pistas importantes sobre a origem da alteração neurológica;
- Convulsão em cluster: Se refere à ocorrência de múltiplas crises em um curto intervalo de tempo, geralmente dentro de 24 horas. Esse tipo exige atenção imediata, pois aumenta o risco de complicações graves e indica maior instabilidade neurológica.
Sintomas de convulsão em cachorro: sinais antes, durante e depois da crise
Os sintomas de convulsão em cachorro costumam seguir um padrão dividido em três fases, embora nem todas sejam facilmente percebidas.
A fase pré-ictal, que antecede a crise, pode durar minutos ou horas. Nesse período, o animal pode demonstrar inquietação, vocalização incomum, busca excessiva por contato, desorientação ou alterações sutis de comportamento.
Esses sinais funcionam como um aviso de que algo está prestes a acontecer, especialmente em cães que já apresentam histórico de crises.
Durante a fase ictal, ocorre a convulsão em cachorro propriamente dita.
Os sinais variam conforme o tipo de crise, mas frequentemente incluem rigidez corporal, movimentos involuntários das patas, tremores intensos, queda lateral, salivação abundante e perda de consciência.
Alguns animais apresentam movimentos de mastigação, contrações faciais ou olhar fixo. Essa fase costuma ser curta, geralmente de segundos a poucos minutos, embora pareça longa para quem observa.
Após a crise, inicia-se a fase pós-ictal, marcada por recuperação gradual da atividade cerebral.
O cachorro pode ficar desorientado, cambaleante, sonolento ou temporariamente cego. Alterações de comportamento, como agitação ou apatia, também são comuns.
Essa fase pode durar minutos ou várias horas, dependendo da intensidade da convulsão e da condição de base.
Principais causas de convulsão em cachorro
A convulsão em cachorro pode ter diversas origens, que vão desde alterações simples e reversíveis até doenças neurológicas complexas. Abaixo estão as principais causas:
- Epilepsia idiopática: Caracterizada por crises recorrentes sem lesões estruturais identificáveis no cérebro. Geralmente tem componente genético e costuma surgir em cães jovens ou adultos;
- Hipoglicemia: Queda acentuada do nível de glicose no sangue, comum em filhotes, cães de pequeno porte ou animais com distúrbios metabólicos;
- Intoxicações: Exposição a pesticidas, venenos, medicamentos de uso humano ou plantas tóxicas pode desencadear convulsões de forma aguda;
- Doenças infecciosas: Infecções como cinomose, toxoplasmose e neosporose podem comprometer o sistema nervoso central;
- Alterações hepáticas: O mau funcionamento do fígado permite o acúmulo de toxinas que afetam diretamente o cérebro;
- Tumores cerebrais: Mais comuns em cães idosos, provocam convulsões progressivas e frequentemente associadas a outros sinais neurológicos;
- Traumatismo craniano: Impactos na cabeça podem causar lesões que alteram a atividade elétrica cerebral;
- Distúrbios eletrolíticos: Desequilíbrios de cálcio, sódio ou outros eletrólitos interferem na condução nervosa.
Cada uma dessas causas exige investigação específica. Por isso, diante de qualquer episódio de convulsão em cachorro, a avaliação clínica detalhada é indispensável para evitar abordagens genéricas e garantir precisão no diagnóstico.
Epilepsia idiopática e outras doenças neurológicas em cachorro

A convulsão em cachorro de origem neurológica costuma estar ligada a alterações diretas no cérebro, seja por disfunção funcional, seja por lesões estruturais.
A epilepsia idiopática é o exemplo mais conhecido e também o mais desafiador do ponto de vista diagnóstico.
Trata-se de uma condição em que o animal apresenta crises recorrentes sem que exames de imagem ou laboratoriais identifiquem uma causa definida.
Geralmente surge entre seis meses e cinco anos de idade, com forte influência genética, especialmente em determinadas raças.
O cérebro, nesse caso, não apresenta lesões visíveis, mas funciona de maneira instável, gerando descargas elétricas desorganizadas.
Além da epilepsia idiopática, outras doenças neurológicas podem provocar convulsão em cachorro.
Tumores cerebrais alteram a arquitetura do tecido nervoso e interferem na condução dos impulsos elétricos, levando a crises progressivas.
Processos inflamatórios, como encefalites e meningites, também estão entre as causas relevantes, muitas vezes associados a infecções ou reações imunomediadas.
Malformações congênitas, como hidrocefalia, afetam principalmente cães jovens e comprometem o equilíbrio da pressão intracraniana.
Distúrbios metabólicos, hormonais e infecciosos
A convulsão em cachorro também pode ser consequência direta de desequilíbrios internos que não têm origem primária no cérebro, mas acabam afetando seu funcionamento.
Distúrbios metabólicos estão entre as causas mais comuns nesse grupo. Alterações nos níveis de glicose, cálcio, sódio e potássio interferem na transmissão dos impulsos nervosos, criando um ambiente propício para crises convulsivas.
A hipoglicemia, por exemplo, reduz o suprimento energético do cérebro e pode desencadear convulsões de início abrupto.
Em alguns casos, a convulsão em cachorro surge como um sinal secundário, dificultando a identificação imediata da causa real.
Alterações hepáticas e renais, embora não sejam hormonais, entram nesse contexto metabólico, já que o acúmulo de toxinas no sangue afeta diretamente a atividade cerebral.
As doenças infecciosas formam outro grupo relevante. Vírus, bactérias e protozoários podem atingir o sistema nervoso central ou provocar inflamações sistêmicas capazes de gerar convulsões.
Cinomose, toxoplasmose e neosporose são exemplos clássicos. Nesses quadros, a convulsão em cachorro raramente aparece isolada, sendo acompanhada por febre, apatia, alterações motoras ou sinais gastrointestinais.
Intoxicações, medicamentos e toxinas ambientais
Cães estão frequentemente expostos a substâncias tóxicas presentes no ambiente doméstico, quintais e áreas externas.
Produtos de limpeza, pesticidas, raticidas, inseticidas e plantas tóxicas figuram entre os principais agentes envolvidos.
Muitos desses compostos afetam diretamente o sistema nervoso, estimulando ou inibindo neurotransmissores de forma descontrolada.
Medicamentos de uso humano representam outro risco. Analgésicos, antidepressivos, estimulantes e até suplementos podem desencadear convulsão em cachorro mesmo em doses relativamente pequenas.
O organismo canino metaboliza essas substâncias de maneira diferente, o que aumenta a toxicidade.
Toxinas ambientais incluem ainda metais pesados, como chumbo, e compostos presentes em tintas, baterias e resíduos industriais.
A exposição pode ser aguda ou crônica, e os sinais neurológicos tendem a se intensificar com o tempo.
Nesses casos, a convulsão em cachorro pode ser apenas um dos sintomas de um quadro mais amplo de intoxicação sistêmica.
Convulsão em cachorro filhote: causas mais comuns e riscos

A convulsão em cachorro filhote exige atenção redobrada, pois o sistema nervoso ainda está em desenvolvimento e é mais sensível a desequilíbrios.
Nessa fase da vida, as causas costumam diferir das observadas em cães adultos. A hipoglicemia é uma das mais frequentes, especialmente em filhotes de raças pequenas ou em períodos de jejum prolongado.
Filhotes com esquema vacinal incompleto estão mais vulneráveis a infecções virais e parasitárias que podem atingir o sistema nervoso.
Malformações congênitas, como hidrocefalia e alterações vasculares, aparecem com maior incidência nessa faixa etária e podem se manifestar precocemente por meio de convulsão em cachorro.
Os riscos associados à convulsão em cachorro filhote vão além da crise em si. Episódios prolongados ou recorrentes podem comprometer o desenvolvimento neurológico, afetando aprendizado, coordenação e comportamento futuro.
Convulsão em cachorro idoso: quando se preocupar?
Diferente dos cães jovens, em que causas funcionais são mais comuns, nos idosos a probabilidade de alterações estruturais aumenta significativamente.
Tumores cerebrais figuram entre as principais preocupações, especialmente quando a primeira crise ocorre após os sete ou oito anos de idade. Essas lesões costumam provocar convulsões progressivas, com intervalos cada vez menores.
Doenças vasculares cerebrais também merecem destaque. Alterações na circulação sanguínea do cérebro, muitas vezes associadas a problemas cardíacos ou hipertensão, podem desencadear crises convulsivas.
Além disso, distúrbios metabólicos secundários ao envelhecimento, como insuficiência renal e hepática, favorecem o acúmulo de toxinas que afetam o sistema nervoso.
A convulsão em cachorro idoso frequentemente vem acompanhada de outros sinais sutis, como mudanças de comportamento, desorientação, perda de equilíbrio ou diminuição da interação social.
A preocupação aumenta quando as crises se tornam recorrentes, prolongadas ou associadas a recuperação lenta.
Nesses casos, exames de imagem e avaliações laboratoriais completas são indispensáveis.
Sequelas de convulsão em cachorro: o que pode ficar depois da crise?

A convulsão em cachorro nem sempre termina quando os movimentos cessam.
Dependendo da duração, intensidade e causa da crise, algumas alterações podem persistir por horas, dias ou, em casos mais graves, de forma permanente.
As sequelas não são regra, mas tornam-se mais prováveis quando as crises são prolongadas, repetidas ou mal controladas ao longo do tempo.
O cachorro pode apresentar dificuldade para se orientar no ambiente, andar em círculos, tropeçar com frequência ou demonstrar confusão mental.
Em muitos casos, esses sinais desaparecem gradualmente à medida que o cérebro se reorganiza após a descarga elétrica intensa. Alterações visuais temporárias também podem ocorrer, principalmente após crises generalizadas.
Quando a convulsão em cachorro está associada a doenças estruturais do cérebro, como tumores ou inflamações, o risco de sequelas permanentes aumenta.
Déficits motores, perda parcial da visão, mudanças comportamentais persistentes e redução da capacidade cognitiva são exemplos possíveis.
Crises muito longas podem causar lesão neuronal por falta de oxigenação adequada, o que explica por que o tempo de crise é um fator tão relevante.
A avaliação das sequelas após uma convulsão em cachorro deve considerar a evolução clínica nos dias seguintes.
Sinais que não regridem ou que se intensificam indicam a necessidade de investigação aprofundada, pois sugerem que a crise não foi apenas um evento isolado, mas parte de um processo neurológico mais amplo.
Diagnóstico e tratamento da convulsão em cachorro
O diagnóstico da convulsão em cachorro exige método e atenção aos detalhes. O primeiro passo é a análise cuidadosa do histórico, incluindo idade de início das crises, frequência, duração, possíveis gatilhos e comportamento entre os episódios.
A avaliação clínica é complementada por exames laboratoriais, fundamentais para identificar causas metabólicas, infecciosas ou hormonais.
Alterações hepáticas, renais, eletrolíticas e glicêmicas frequentemente estão por trás de crises convulsivas.
Quando esses exames não explicam o quadro, exames de imagem do crânio, como ressonância magnética ou tomografia, tornam-se essenciais para investigar lesões estruturais.
O tratamento da convulsão em cachorro depende diretamente da causa identificada. Em crises secundárias a distúrbios metabólicos ou intoxicações, o foco é corrigir o desequilíbrio ou eliminar o agente causador.
Já nos casos de epilepsia idiopática, o manejo costuma ser contínuo, com uso de anticonvulsivantes para controle das crises.
A decisão de iniciar medicação de uso prolongado considera fatores como recorrência, intensidade das crises e impacto na rotina do animal.
Ajustes de dose são comuns, especialmente nas fases iniciais, até que se alcance um controle satisfatório.
Como tratar convulsão em cachorro na prática
O manejo começa no momento da crise, com a prioridade de manter o animal em segurança, afastando objetos que possam causar ferimentos e evitando estímulos excessivos, como luz intensa ou barulho.
Após o episódio, o foco passa a ser a estabilização e a observação. Registrar a duração da crise, os sinais apresentados e o tempo de recuperação fornece dados valiosos para o acompanhamento clínico.
No controle a longo prazo, a adesão correta à medicação é um ponto crítico. Anticonvulsivantes devem ser administrados nos horários prescritos, sem interrupções abruptas.
Ajustes só devem ser feitos com orientação profissional, já que mudanças inadequadas podem precipitar novas crises ou piorar o quadro.
Além da medicação, o ambiente influencia diretamente o controle da convulsão em cachorro.
Rotina previsível, alimentação equilibrada e redução de fatores estressantes contribuem para maior estabilidade neurológica.
Em alguns casos, ajustes nutricionais específicos auxiliam no manejo, especialmente quando há envolvimento metabólico.
Exames de controle permitem avaliar possíveis efeitos adversos dos medicamentos e ajustar o plano terapêutico conforme a evolução clínica.
Convulsão em cachorro tem cura? Entenda o que esperar do tratamento

Em situações em que a crise é consequência de um fator pontual, como hipoglicemia, infecção tratável ou intoxicação, a resolução da causa pode levar ao desaparecimento definitivo das convulsões.
Por outro lado, quando a convulsão em cachorro está associada a condições crônicas, como epilepsia idiopática ou doenças neurológicas estruturais, o conceito de cura não se aplica da mesma forma.
O objetivo do tratamento passa a ser o controle das crises, mantendo-as menos frequentes, mais curtas e com menor impacto sobre o organismo.
É importante alinhar expectativas. Mesmo com tratamento adequado, alguns cães continuam apresentando crises esporádicas.
Isso não significa falha terapêutica, mas sim a natureza da condição. A resposta ao tratamento varia entre indivíduos, influenciada por fatores genéticos, idade, causa da convulsão e adesão ao manejo proposto.
Cuidados pós-convulsão e prevenção de novas crises
Logo após o episódio, o ambiente deve permanecer calmo e silencioso. O cachorro pode estar desorientado, sensível a estímulos e com coordenação prejudicada, o que exige atenção para evitar quedas ou acidentes.
Algumas medidas práticas contribuem para o controle da convulsão em cachorro:
- Administração correta e contínua da medicação prescrita;
- Evitar exposição a substâncias tóxicas e medicamentos sem orientação;
- Manter acompanhamento clínico periódico;
- Reduzir situações de estresse intenso.
A prevenção não elimina completamente o risco, mas reduz significativamente a instabilidade neurológica.
O cuidado consistente transforma a convulsão em cachorro de um evento imprevisível em uma condição manejável, com impacto muito menor no dia a dia do animal.
Como agir na hora: o que fazer e o que não fazer durante uma convulsão em cachorro

Presenciar uma convulsão em cachorro provoca ansiedade imediata, mas a forma como o tutor reage interfere diretamente na segurança do animal.
O ambiente deve ser controlado rapidamente. Afaste móveis, objetos pontiagudos e qualquer item que possa causar impacto.
Se o cachorro estiver em local elevado, como sofá ou cama, tente protegê-lo de quedas, sem restringir os movimentos.
A contenção física não é indicada. Segurar patas, cabeça ou tentar imobilizar o corpo aumenta o risco de fraturas e mordidas involuntárias.
Nunca coloque a mão na boca. A convulsão em cachorro não envolve engasgo com a língua, e essa prática é uma das principais causas de acidentes graves.
Água, alimentos ou medicamentos também não devem ser oferecidos durante a crise. O reflexo de deglutição está comprometido, o que pode levar à aspiração.
Durante o episódio, observe duração, tipo de movimento, perda de consciência e sinais associados. Essas informações são extremamente relevantes para avaliação posterior.
Se a convulsão ultrapassar cinco minutos ou se uma crise emendar na outra, trata-se de uma situação de emergência.
Após o término, mantenha o ambiente silencioso e com pouca luz. O cachorro pode estar confuso, cambaleante ou agitado. Esse período de recuperação faz parte do processo.
CBD e Cannabis medicinal no manejo da convulsão em cachorro
O uso do Canabidiol (CBD) no manejo da convulsão é bastante útil em quadros de difícil controle.
O Canabidiol atua no sistema endocanabinoide, um conjunto de receptores envolvidos na regulação da atividade neurológica, inflamação e equilíbrio excitatório do cérebro.
Estudos e relatos clínicos apontam que o CBD pode ajudar a reduzir a frequência e a intensidade das crises, principalmente em cães com epilepsia refratária.
O efeito não está relacionado à sedação, mas à modulação da excitabilidade neuronal, o que contribui para maior estabilidade elétrica cerebral.
No contexto da convulsão em cachorro, o Canabidiol costuma ser utilizado como parte de um protocolo integrado, associado ou não a medicamentos já em uso. A resposta varia conforme o organismo, a causa da convulsão e a dosagem empregada.
Outro ponto relevante é a qualidade do produto. Medicamentos à base de Cannabis devem ter composição conhecida, concentração padronizada e ausência de contaminantes. Produtos sem controle adequado representam risco e comprometem os resultados.
O uso responsável do CBD exige prescrição e acompanhamento. Quando bem indicado, o Canabidiol amplia as opções terapêuticas no controle da convulsão em cachorro, oferecendo uma abordagem moderna, baseada em fisiologia e segurança.
Benefícios, riscos e importância do acompanhamento veterinário
Qualquer abordagem para convulsão em cachorro precisa considerar benefícios e riscos.
No caso do manejo com Cannabis medicinal, os benefícios mais observados incluem redução da frequência das crises, menor intensidade dos episódios e melhora do bem-estar geral.
Alguns cães também apresentam recuperação pós-crise mais rápida e menor instabilidade comportamental.
No entanto, o uso inadequado ou sem acompanhamento traz riscos. Dosagens incorretas podem causar sedação excessiva, alterações gastrointestinais e interferência no metabolismo de outros medicamentos.
A interação medicamentosa é um ponto crítico, já que muitos anticonvulsivantes utilizam vias hepáticas semelhantes às do CBD.
Convulsões não são estáticas. O padrão pode mudar, exigindo revisão do protocolo. Exames periódicos ajudam a monitorar função hepática, resposta neurológica e possíveis efeitos adversos.
O maior risco não está no uso da Cannabis medicinal em si, mas na ausência de critério técnico.
Quando integrada a um plano terapêutico bem estruturado, com supervisão adequada, ela se torna uma ferramenta relevante no controle da convulsão em cachorro, sem comprometer a segurança.
Conclusão
A convulsão em cachorro exige informação de qualidade, decisão consciente e acompanhamento profissional contínuo.
O controle eficaz não depende de soluções isoladas, mas de uma estratégia bem definida, adaptada à causa e ao perfil do animal.
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