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“Já faz cerca de dois anos que não tenho mais inflamação nas mãos”

“Já faz cerca de dois anos que não tenho mais inflamação nas mãos”

Diagnosticada com fibromialgia, artrose e artrite, Angela Maria Teixeira Martins convivia com dores constantes e inchaço nas mãos. Após iniciar tratamento com óleo de Cannabis medicinal em 2021, ela relata redução significativa dos sintomas e melhora na qualidade de vida.

Publicado em

5 de março de 2026

• Revisado por

Jornalista e pós-graduada em Filosofia e Literatura, com 13 anos de experiência em comunicação, conteúdo e estratégias digitais. Atuou como repórter, redatora, roteirista, ghost writer e head de conteúdo. Especialista em Thought Leadership e storytelling, acredita no poder das narrativas para conectar pessoas e ideias.

Conviver com dor constante era parte da rotina de Angela Maria Teixeira Martins. Diagnosticada com fibromialgia e também com quadros inflamatórios associados à artrose e artrite, ela conta que durante anos enfrentou inchaços nas mãos, rigidez ao acordar e episódios de dor generalizada que afetavam atividades do dia a dia de forma bastante significativa.

Como Angela Maria Teixeira Martins decidiu iniciar o tratamento com Cannabis medicinal

A mudança começou em 2021, quando decidiu experimentar o tratamento com Cannabis medicinal após receber indicação médica e ler estudos sobre o uso da planta em doenças crônicas dolorosas. A decisão também foi influenciada pela experiência com seu cachorro, que havia apresentado melhora após iniciar um tratamento com Cannabis — algo que despertou sua curiosidade sobre os possíveis benefícios da planta.

Eu já tinha visto casos de melhora com Cannabis e recebi alguns artigos que falavam sobre o uso em fibromialgia, artrose e artrite. Resolvi procurar um especialista”, lembra.

Angela então marcou consulta com o médico Dr. Maurício Valdemar, em São Paulo, e iniciou o protocolo com  o óleo de Cannabis. A prescrição inicial foi ajustada ao longo do acompanhamento até chegar a uma dose de cinco gotas duas vezes ao dia — pela manhã e à noite.

Melhora dos sintomas: redução da dor, do inchaço nas mãos e da rigidez

Segundo ela, os primeiros sinais de melhora apareceram pouco tempo depois. “Minhas mãos viviam inchadas e começaram a desinchar. Eu acordava com o corpo dolorido todos os dias, e isso começou a diminuir”, conta.

Com a evolução do quadro, a dose foi reduzida para três gotas pela manhã e três à noite. Nesse período, os sintomas que mais limitavam sua rotina — dor generalizada, rigidez e inflamação nas mãos — praticamente desapareceram.

“Passei a acordar sem aquela dor no corpo. Foi uma diferença muito grande”, relata.

Crise inflamatória após vacina e a busca por novas alternativas de tratamento

Um dos momentos mais difíceis desde o diagnóstico aconteceu após a aplicação da vacina contra febre amarela. Angela conta que teve uma reação intensa ( por conta da combinação com as medicações alopáticas) e precisou procurar atendimento hospitalar três vezes.

Minhas mãos ficaram completamente travadas. Foi uma crise muito forte”, lembra.

Na época, ela utilizava medicamentos prescritos pela reumatologista, mas diz que não percebeu melhora com os remédios tradicionais.

Foi a partir daí que decidiu continuar com o tratamento à base de Cannabis e, em determinado momento, suspendeu temporariamente os medicamentos convencionais e manteve apenas o óleo de Cannabis por cerca de dois meses.

“Depois que fiquei só com a Cannabis, eles desapareceram novamente”, afirma.

Segundo Angela, a própria reumatologista demonstrou interesse em acompanhar melhor os resultados do tratamento. “Ela comentou que iria estudar mais sobre Cannabis porque tinha outros pacientes que também apresentavam efeitos colaterais com os remédios tradicionais”, diz.

Acompanhamento médico e estabilidade dos exames ao longo dos anos

Com a melhora clínica, Angela mantém acompanhamento médico regular. As consultas com a reumatologista acontecem anualmente, acompanhadas por exames laboratoriais para monitorar inflamações e outros indicadores de saúde.

“Faço todos os exames de sangue todos os anos e está tudo estável. Já faz cerca de dois anos que não tenho mais inflamação nas mãos. “Hoje não tomo mais remédios para fibromialgia nem para artrose””, afirma.

Adaptação ao tratamento

Apesar dos benefícios relatados, Angela diz que ainda percebe certa resistência quando menciona o tratamento com Cannabis. “Quando eu falo que uso Cannabis, algumas pessoas ficam receosas. Mas eu explico que é um tratamento médico”, comenta.

Para ela, os efeitos na qualidade de vida foram claros: além da redução da dor e da inflamação, o sono também melhorou. “Eu durmo melhor e me sinto muito mais equilibrada”, afirma.

Hoje, Angela diz que evita ficar sem o óleo. Em ocasiões em que o produto demorou para chegar, percebeu a diferença. “Quando acaba e demora para entregar, eu sinto. Por isso tento sempre me programar”, explica.

Convicta da decisão que tomou em 2021, ela afirma não ter dúvidas sobre o impacto do tratamento em sua vida.

“Para mim fez muito bem, muito mesmo”, resume.

Importante! 

A trajetória de Angela Maria Teixeira Martins reflete uma realidade cada vez mais presente na medicina: pacientes que convivem por anos com dor crônica e quadros inflamatórios buscando alternativas quando os tratamentos tradicionais não trazem o alívio esperado.

No caso dela, o uso da Cannabis passou a fazer parte da rotina e, segundo relata, contribuiu para a redução das dores, da inflamação nas mãos e para uma melhora significativa na qualidade do sono. No entanto, cada organismo responde de maneira diferente aos tratamentos, e o acompanhamento médico é fundamental para garantir segurança e eficácia.

Por isso, buscar informação de qualidade e orientação especializada é essencial para um uso responsável da Cannabis medicinal. Na plataforma de agendamentos do Portal Cannabis & Saúde, é possível marcar consulta com médicos experientes para uma avaliação individualizada e receber orientação segura sobre o uso terapêutico da Cannabis.

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