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“No hospital comentaram que a Cannabis ajudou bastante na recuperação.”

“No hospital comentaram que a Cannabis ajudou bastante na recuperação.”

Em tratamento contra um linfoma agressivo, a cadela Blue associou a quimioterapia à Cannabis medicinal e conseguiu reduzir medicamentos de suporte, preservar o apetite e manter a qualidade de vida durante o protocolo oncológico veterinário.

Publicado em

24 de fevereiro de 2026

• Revisado por

Jornalista e pós-graduada em Filosofia e Literatura, com 13 anos de experiência em comunicação, conteúdo e estratégias digitais. Atuou como repórter, redatora, roteirista, ghost writer e head de conteúdo. Especialista em Thought Leadership e storytelling, acredita no poder das narrativas para conectar pessoas e ideias.

Diagnosticada com linfoma, um tipo de câncer que acomete o sistema linfático e pode apresentar comportamento agressivo, a cadela Blue iniciou protocolo de quimioterapia convencional e, de forma complementar, passou a utilizar Cannabis medicinal sob acompanhamento veterinário.

A decisão foi tomada pela tutora, Duda, em conjunto com a médica-veterinária Dra. Mariana de Paula (CRMV-SP 21.785), que acompanha o caso. A proposta nunca foi substituir o tratamento oncológico tradicional, mas associar estratégias capazes de reduzir efeitos adversos e preservar a qualidade de vida da paciente.

Controle de sintomas e redução medicamentosa

Blue iniciou a terapia com Cannabis simultaneamente à quimioterapia. Por isso, segundo a tutora, os efeitos positivos foram percebidos desde o começo do tratamento.

“Ela explicou que ajudaria a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Foi por isso que decidimos associar”, relata Duda.

Entre os principais benefícios observados está a redução do uso de medicamentos de suporte. Fármacos prescritos para controle de náuseas, alterações intestinais e desconfortos gastrointestinais passaram a ser utilizados apenas de forma pontual.

“A gente teve que usar pouquíssimas vezes. E não por causa da quimioterapia, mas porque ela comeu algo que não devia.”

Em pacientes oncológicos, especialmente em protocolos quimioterápicos, é comum a necessidade de múltiplos medicamentos auxiliares para mitigar efeitos colaterais. A diminuição dessa demanda contribuiu para uma rotina terapêutica mais simples e confortável.

Ajuste de dose e adaptação clínica

A introdução da Cannabis foi feita de forma gradual, com titulação de dose orientada pela veterinária. Como esperado em protocolos com fitocanabinoides, a dose foi ajustada conforme a resposta individual.

“Quando ela ficou um pouco mais sonolenta, a orientação foi reduzir. Hoje ela toma quatro gotas pela manhã e quatro à noite. É uma dose alta, mas ela responde muito bem”, explica a tutora.

Não houve intercorrências relevantes. A adaptação foi considerada positiva, com manutenção do comportamento habitual da cadela.

Manutenção do apetite e da disposição

Um dos principais desafios em tratamentos oncológicos é a perda de apetite. No caso de Blue, o cenário foi diferente. Segundo Duda, o apetite permaneceu preservado ao longo do tratamento.

Ela come ração normalmente e às vezes a gente complementa com um pouco de frango ou brócolis, mas bem pouco. Ela come super bem.”

Além da alimentação adequada, a disposição também foi mantida. Mesmo em tratamento contra um câncer agressivo, Blue segue ativa, responsiva e com comportamento compatível ao seu padrão habitual.

Recuperação cirúrgica e uso complementar

Durante o tratamento, Blue passou por uma cirurgia oftalmológica após lesionar o olho ao se coçar — ela também apresenta histórico de dermatite. A Cannabis foi mantida no protocolo e, segundo a tutora, contribuiu para o processo de recuperação.

No hospital comentaram que ajudou bastante na recuperação.” Duda relata ainda o uso complementar em situações específicas, sempre com orientação profissional, inclusive para auxiliar no manejo de desconfortos dermatológicos.

Cannabis medicinal e medicina veterinária contemporânea

O caso de Blue ilustra um movimento crescente na medicina veterinária brasileira: o uso responsável da Cannabis medicinal como terapia complementar, baseada em evidências científicas, prescrição individualizada e acompanhamento clínico contínuo.

A abordagem integrativa não substitui protocolos consolidados, como a quimioterapia, mas amplia as possibilidades de cuidado, especialmente no controle de sintomas e na promoção de bem-estar em doenças crônicas ou graves.

Leia também 

Como o CBD pode ajudar com os efeitos colaterais da quimioterapia em cães

E-book “Cannabis na Medicina Veterinária”

Para profissionais e tutores interessados em compreender melhor esse cenário, o Portal Cannabis & Saúde disponibiliza gratuitamente o e-book “Cannabis na Medicina Veterinária”, construído com base em evidências científicas, atualização regulatória e casos clínicos reais. O material conta com revisão da médica-veterinária Dra. Mariana de Paula, responsável pelo tratamento da Blue.

Neste link, você pode baixar o material gratuitamente.

Curso de Prescrição de Cannabis Medicinal para Veterinários

Para médicos-veterinários que desejam capacitação e aprofundamento prático, a Vigo Academy está com inscrições abertas para o Curso de Prescrição de Cannabis Medicinal para Veterinários, formação voltada à aplicação clínica com embasamento científico, segurança jurídica e compromisso com o bem-estar animal — e que conta com a Dra. Mariana de Paula entre o corpo docente.

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Jornalista e pós-graduada em Filosofia e Literatura, com 13 anos de experiência em comunicação, conteúdo e estratégias digitais. Atuou como repórter, redatora, roteirista, ghost writer e head de conteúdo. Especialista em Thought Leadership e storytelling, acredita no poder das narrativas para conectar pessoas e ideias.

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