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“A Cannabis é minha primeira opção”, diz especialista em ortopedia regenerativa

Dr. Wilde Mundy uniu a ortopedia à medicina regenerativa em busca de tratamentos pouco invasivos, e a Cannabis é sua aliada

“Eu sou um cara diferente. Já começa no meu nome. Wilde. único ortopedista do Brasil com esse nome. Todo mundo sabe que sou agitado, fora da caixinha”, assim se define o médico ortopedista especialista em medicina regenerativa dr. Wilde Mundy Júnior.

“Eu não sou esse cara tradicionalzinho. Não sou especialista em falange, ombro, quadril, joelho. Eu quero cuidar de tudo. Eu procurei uma medicina que fosse o futuro.”

A busca resultou na clínica Ortopedia Regenerativa, no Rio de Janeiro. Seu objetivo é utilizar o que há de mais avançado na ciência médica para proporcionar tratamentos pouco invasivos aos seus pacientes.

“A medicina regenerativa consiste em utilizar métodos e produtos ortobiológicos na tentativa de transformação daquele tecido que já entrou em processo de degeneração, de mudança, insuficiência ou qualquer limitação de movimento. Trato tendão, cartilagem, ligamento, músculo”, explica.

“Produtos ortobiológicos fogem do tratamento convencional da ortopedia, que é anti-inflamatório, analgésico, relaxante, opioide e neuromoduladores. Cinco remédios o ortopedista usa.”

Médico prescritor de Cannabis

Entre o mais avançado na medicina, está a Cannabis. “No meu portfólio de tratamento, Cannabis é minha primeira opção. O tratamento que faço com esses cinco medicamentos, eu faço com os componentes da Cannabis.”

Há três anos trabalhando com a prescrição de Cannabis medicinal, consegue ver na prática o benefício em seus pacientes. “Tem um monte de paciente velhinho que mudou a vida”, conta.

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“Os pacientes têm muita dor, cheios de problemas psiquiátrico. Hérnia de disco, problema no ombro. Junta os problemas da vida. Uma paciente, comecei a fazer Cannabis faz um tempo. Tomava muito remédio. viciada em rivotril, Tramal, codeína.”

“Comecei primeiro com CBD puro, fui aumentando, Entrei agora com um produto com concentração maior de THC. O interessante da Cannabis é conseguir fazer essa regulação. Eu controlo o paciente. Aumento, diminuo, vou regulando de acordo com o paciente. É uma medicina integrativa.”

Cannabis no esporte

Entre seus pacientes, muitos são atletas, como é o caso do maratonista Giovani dos Santos. Medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara, e vencedor da tradicional Volta Internacional da Pampulha, em Belo Horizonte, por seis vezes consecutivas, de 2012 a 2017, Giovani é mais um a recorrer à Cannabis medicinal.

“Vocês sabiam que o canabidiol, uma das substâncias da Cannabis medicinal, gera muitos benefícios pra nós, atletas? Alguns colegas de maratona, por exemplo, confirmam isso e, assim, eu também já estou fazendo uso”, escreveu em sua página no Facebook.

“Prescrito pelo Dr. @wildemundyjunior, que é um especialista em medicina do esporte da @ortopedia.regenerativa.rj, o canabidiol deverá contribuir para o meu desempenho e melhorar minha qualidade de vida. Estou confiante e por isso dividirei aqui, com vocês, os resultados.

Com isso, aliás, já comemoro uma primeira conquista: o apoio da FarmaUSA, empresa de muita credibilidade que viabilizará um tratamento exclusivo pra mim. E ela esteve ao meu lado, inclusive, no último fim de semana, durante o XXVII Estadual de Atletismo Master, no Rio de Janeiro.”

O objetivo do dr. Wilde é acompanhar o atleta, não só como médico, mas também como pesquisador das propriedades benéficas da Cannabis medicinal em atletas de alto desempenho. “Se a pesquisa comprovar alguma coisa com ele, eu vou à Agência Mundial Antidoping em busca de uma chancela da entidade para o produto de Cannabis medicinal.”

“Usa-se na recuperação muscular. Melhora o sistema endocanabinoide, no equilíbrio, cognição. Pode até melhorar a performance dele”, diz. “Não é que estimula, mas melhorando o sistema endocanabinoide, acaba melhorando o corpo todo dele. Músculos, órgãos, e afetam o desempenho.”

Para o ortopedista, a tendência é que a Cannabis seja cada vez mais comum. “A Cannabis ainda tem estigma. Muito médico acha legal e não prescreve. Muito amigo meu não prescreve, não quer, me sacaneia até. Mas, daqui a algum tempo, vai virar uma subespecialidade. Vai ter na formação da faculdade. O produto ainda não evoluiu o suficiente na regulamentação. Agora vai começar a normalizar”, afirma.

No entanto, o médico alerta: “Não é um elixir também. Uma água benta que serve para tudo. Diarreia, crescer cabelo. Não. Essas coisas acabam queimando o produto. Passam até para chulé”, brinca. “É igual com a Vitamina D. Falam que é o elixir da vida e não é, mas tem seu papel terapêutico. Tem muita balela. Eu sou muito realista e pé no chão. ”

Felipe Floresti

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