Cannabis

Tratamentos para depressão: descubra qual é o mais indicado

Tem dúvidas sobre quais tratamentos para depressão são mais eficazes?

A exemplo de outros transtornos comportamentais, uma busca bem-sucedida por enfrentar essa doença depende, em primeiro lugar, de um diagnóstico preciso.

Isso porque a doença se apresenta em pelo menos três níveis, conforme a sua intensidade, que pode ser leve, moderada ou grave.

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a depressão é um mal comum, que afeta cerca de 300 milhões de indivíduos em todo o mundo.

Segundo a entidade, no grupo de risco, estão mulheres e pessoas que passaram ou estão passando por situações como luto, desemprego ou traumas psicológicos diversos.

Nos estágios mais leves e moderados, a condição não chega a impedir o indivíduo de exercer as suas atividades, e talvez seja aí que esteja o perigo.

Afinal, como todo transtorno, se não tratada, a depressão tende a se agravar, levando a quadros mais severos e, como tais, incapacitantes.

Por esse motivo, quanto mais informação sobre essa enfermidade, mais chances de conseguir tratamento adequado.

Essa é a proposta deste conteúdo, no qual você vai conhecer com mais detalhes como a doença se manifesta e como tratá-la com a Cannabis medicinal.

O que é a depressão?

Catalogada no CID 10 com o código F32, a depressão é, na verdade, um conjunto de episódios depressivos que se apresentam em diferentes intensidades.

Existem, ainda, as ocorrências listadas no código F33, em que estão especificados os diferentes tipos de transtornos depressivos recorrentes.

Nesse caso, a depressão pode se manifestar com ou sem surtos psicóticos, nos quais o indivíduo passa a ter alucinações visuais e/ou auditivas.

Além disso, ela pode se apresentar acompanhada de outros distúrbios de comportamento, principalmente a ansiedade.

Ainda que hoje as pessoas estejam mais atentas e informadas, infelizmente, uma parcela expressiva da população não compreende bem o que significa ser portador de depressão.

Com isso, até mesmo os indivíduos doentes passam a acreditar que sofrem de um mal menor e que, portanto, não merece atenção.

Trata-se de um risco muito alto, se considerarmos que a depressão é um dos principais fatores que levam ao suicídio, hoje a terceira causa mortis de pessoas entre 15 e 35 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Brasil, a situação não é menos preocupante, como evidenciam os dados disponibilizados pelas entidades de classe que tratam do assunto.

A depressão na população brasileira

Em 2019, por ocasião do Dia da Saúde Mental, a OMS divulgou números preocupantes sobre a depressão no Brasil e no mundo.

De acordo com a entidade, 5,8% dos brasileiros sofrem da doença, a maior taxa da América Latina, só perdendo para os Estados Unidos no continente americano.

Nessa mesma data, a OMS traçou um panorama sombrio: estima-se que, em um futuro próximo, aproximadamente 20% da população brasileira desenvolverá o transtorno.

Isso coloca a depressão como a doença psiquiátrica mais prevalente do país, superando inclusive a ansiedade.

Dados do IBGE confirmam o que diz a OMS, com especial destaque para o aumento nos casos na população acima de 18 anos.

Segundo o instituto, entre 2013 e 2019, o número de ocorrências em pessoas maiores de idade teve um aumento de 34,2%, atingindo um total de 16,3 milhões de indivíduos.

Quais são os tratamentos para depressão?

Como todo distúrbio comportamental, a depressão precisa ser diagnosticada para que seja prescrito o tratamento adequado.

Um aspecto que deve ser considerado é que essa é uma doença multifatorial, ou seja, é causada por uma soma de agentes e fatores de risco exógenos e endógenos.

Isso significa que, em uma pessoa propensa a desenvolver o transtorno, ele pode ser desencadeado por circunstâncias e situações diversas.

Portanto, geralmente, os tratamentos para depressão envolvem a participação de profissionais de várias especialidades.

Em muitos casos, pode ser necessária a intervenção de um assistente social, inclusive.

Ainda que a doença possa ser tratada com terapias não medicamentosas, o uso de fármacos controlados continua sendo uma alternativa.

No entanto, esse é um método a ser utilizado com cautela, já que antidepressivos podem provocar efeitos adversos se usados por períodos prolongados.

Veja, então, quais são os tratamentos para depressão mais indicados para mitigar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Psicoterapia

Em boa parte dos casos, a depressão começa internamente.

A pessoa pode se sentir insegura, inadequada ou acuada por medos irracionais, muitos dos quais têm origem em traumas de infância.

Assim sendo, a primeira abordagem a ser tentada para tratar da depressão é a da psicoterapia.

Nela, o paciente será estimulado a fazer reflexões sobre as causas dos seus medos e angústias e, com base nisso, desenvolver o autoconhecimento.

Esse também é um dos tratamentos para depressão que deve ser conduzido por um especialista, já que cada caso é único e demanda uma abordagem individualizada conforme as necessidades da pessoa.

Há, ainda, a chamada terapia cognitivo-comportamental (TCC), em que se busca identificar padrões de comportamento, hábitos e crenças que possam indicar a origem do transtorno.

A TCC é, inclusive, recomendada para tratar de outros distúrbios comportamentais, como a ansiedade e até a dependência química.

Medicamentos

Além de se caracterizar como um estado alterado do humor, a depressão também leva a pessoa portadora a desenvolver um déficit de importantes neurotransmissores.

É o que acontece nos casos moderados e graves, em que normalmente o indivíduo sofre com a falta de noradrenalina e serotonina, responsáveis pelas sensações de prazer e bem-estar.

Para repor a falta dessas substâncias, o psiquiatra pode indicar medicamentos antidepressivos com o objetivo de induzir a melhora do humor.

Embora eficaz, esse é um dos tratamentos para depressão que deve ser prescrito com bastante cautela, tendo em vista os efeitos colaterais que tais remédios podem desencadear.

Se utilizados por muito tempo, eles podem até mesmo gerar dependência. Nesse sentido, quanto mais prolongado for o uso, mais difícil será o desmame.

Por esse motivo, o uso de medicamentos é, em alguns casos, uma medida a ser evitada, sendo indicada apenas em situações de maior gravidade.

Também por isso, a medicina vem cada vez mais se aprofundando em tratamentos para depressão alternativos, como o canabidiol (CBD), conforme veremos a seguir.

Outros tipos de tratamentos para depressão

Sabendo os riscos das abordagens com medicação convencional, há quem prefira recorrer a opções menos agressivas.

É o caso de tratamentos para depressão com base em práticas de Reiki e Yoga, nos quais busca-se também o autoconhecimento e a indução a um estado de relaxamento e bem-estar.

De forma complementar, também podem ser indicadas medidas preventivas e algumas mudanças de hábitos, com destaque para a prática de exercícios físicos e a ingestão de vitaminas.

Mais recentemente, a terapia conhecida como Deprexis vem ganhando popularidade por proporcionar efeitos muito parecidos com os da psicoterapia, com a vantagem de poder ser feita online.

Há, ainda, a opção do eletrochoque, a ser considerada somente em casos extremamente graves, com risco de suicídio.

Nesse tipo de tratamento, a pessoa é submetida a até 12 sessões em que recebe choques elétricos controlados com o objetivo de normalizar a atividade neurocerebral.

Extremamente polêmico, o eletrochoque não tem consenso na comunidade médica – inclusive, é considerado como um método de tortura por alguns profissionais.

Embora possam ser eficazes, todas essas abordagens podem não surtir os efeitos esperados ou demorar mais, em função de fatores imprevistos.

É nesse ponto que o tratamento com canabidiol pode ser a melhor alternativa para quem busca resultados mais rápidos e com riscos mínimos à saúde.

O uso do canabidiol no tratamento para depressão

O CBD é um dos mais de 100 canabinoides encontrados nas plantas do gênero Cannabis.

Ao que tudo indica, o canabidiol pode ser o futuro para quem sofre de depressão, considerando o que já vêm apontando as pesquisas científicas mais recentes.

Uma delas, encampada pela USP, em parceria com a University Research Foundation, da Dinamarca, traz resultados bastante animadores.

Em testes realizados com camundongos, o CBD se revelou não só mais rápido em sua ação, como seus efeitos se mostraram mais duradouros.

Os pesquisadores verificaram que, sete dias depois, houve aumento na quantidade de proteínas sinápticas localizadas no córtex pré-frontal, tal como acontece em humanos.

Tais resultados só comprovam o que já vem sendo observado desde a década de 60, quando o químico Raphael Mechoulam isolou o canabidiol pela primeira vez, o que viria a ser uma conquista fundamental para a descoberta do sistema endocananoide – este nos anos 80.

Como as propriedades terapêuticas do canabidiol agem na depressão?

Na mesma época, a equipe de Mechoulam viria a fazer outras descobertas importantes, entre elas, o isolamento dos endocanabinoides anandamida e 2-AG.

Presentes em quase todos os tecidos e órgãos humanos, eles são responsáveis, junto aos receptores CB1 e CB2, por manter o organismo em equilíbrio, ou seja, em homeostase.

Fitocanabinoides como o CBD atuam em sinergia com os endocanabinoides, potencializando seus efeitos e promovendo o bem-estar.

No caso da depressão, como já destacado, a pessoa portadora pode sofrer com a deficiência dos neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer.

Nesse sentido, o canabidiol ajuda a restabelecer as funções dessas substâncias, estimulando sua produção e circulação pelo sistema nervoso.

No estudo com roedores realizado pela USP, por exemplo, verificou-se que o CBD induziu um aumento rápido e significativo nos níveis da proteína conhecida como fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), uma neurotrofina fundamental para a sobrevivência neuronal e para a formação de novos neurônios.

Quais são os benefícios do tratamento para depressão com canabidiol?

Além de agir mais rapidamente entre os tratamentos para depressão, o CBD pode ser até mais eficaz do que estabilizadores de humor tradicionais.

É o que sugere a pesquisa The Impact of Cannabidiol on Psychiatric and Medical Conditions, na qual estudos in vitro apontam para uma ação estabilizadora da micróglia (tipo de célula do sistema nervoso central) da mesma forma que o lítio.

Isso sem contar que o canabidiol, na maioria dos casos, provoca muito menos efeitos colaterais, principalmente se comparado com os antidepressivos mais utilizados.

O lítio, por exemplo, em certas doses, pode levar o paciente a ter diarreia, acne e inchaço da glândula tireoide.

Até agora, nenhuma pesquisa ou estudo controlado sugere que o CBD possa induzir a reações adversas como essas.

Então, pode-se dizer com relativa segurança que ele é não só mais rápido como menos danoso à saúde, se comparado com os fármacos convencionais contra a depressão.

Depressão: tratamentos convencionais x tratamento com canabidiol

A ação mais rápida do CBD pode trazer outro benefício, quando buscamos compará-lo com os recursos comuns: o menor custo.

Afinal, quanto mais prolongado forem os tratamentos para depressão, dependendo do valor do medicamento, mais caro ele será.

Nos testes realizados no estudo da USP, por exemplo, os roedores tratados com CBD sentiram os primeiros efeitos benéficos no mesmo dia em que ingeriram o composto.

Outra vantagem que o canabidiol proporciona é que, por ser mais efetivo, pode colocar fim às intermináveis tentativas de tratamentos para depressão convencionais inócuos.

Muitas vezes, pacientes que peregrinam por anos de médico em médico atrás de respostas só as encontram depois que conhecem o CBD.

Um bom exemplo disso é o caso da carioca Bárbara Gael que, somente aos 50 anos, teve acesso ao canabidiol e ao alívio para os quadros de depressão e autismo tardio.

Portanto, o CBD representa, na maioria das vezes, o último refúgio e a resposta definitiva para o problema da depressão, entre outros transtornos de humor.

Quais são os efeitos colaterais do uso do canabidiol?

As raras reações adversas do CBD também são referenciadas em pesquisas científicas.

Ainda que não sejam estudos conclusivos, muitos deles nos dão indícios sólidos a respeito da segurança dessa substância nos tratamentos para depressão.

Em uma revisão da literatura, estudiosos alemães sugerem que o único efeito colateral do canabidiol é a diminuição do interesse pelo consumo de açúcar em roedores.

Na mesma linha, um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros indica que o CBD é bem tolerado e seguro, embora certas reações adversas, como alterações metabólicas e citotoxicidade, possam ocorrer.

No geral, a experiência dos pacientes que obtiveram alívio dos sintomas da condição com o canabidiol tem sido positiva, com pouquíssimos efeitos colaterais relatados.

Foi o caso do paulistano Paulo (nome fictício), que chegou a um quadro de depressão grave e que o impedia de trabalhar.

Para ele, o CBD foi a única resposta satisfatória em meio a diversas tentativas de tratamento mal-sucedidas.

Por essas e outras razões, o canabidiol é tão bem tolerado em praticamente todos os tipos de abordagem, raramente sendo contraindicado.

Há alguma contraindicação para o tratamento com canabidiol?

Como toda substância medicamentosa, existe sempre algum grau de risco envolvido na utilização do canabidiol.

Um artigo de autoria dos pesquisadores Marco Cascella e Hannah Meissne alerta para alguns deles.

Segundo os autores, pessoas alérgicas ao canabidiol e ao óleo de gergelim estão proibidas de utilizá-lo.

Eles também alertam para o risco, embora muito baixo, de se prescrever CBD para indivíduos com histórico de dependência química.

No entanto, eles destacam que as contraindicações do canabidiol são relativas, devendo ser apontadas mais por questões de precaução do que por evidências médicas ou científicas.

Aliás, a própria OMS já declarou em seu Critical Review Report, em 2017, que a substância é segura.

O que vale mais é atentar para a dose de CBD a ser prescrita e às interações com outros medicamentos.

Nesses casos, pode sim haver reações que contraindicariam seu uso, principalmente se ele for administrado com fármacos que comprovadamente geram efeitos adversos.

Quanto tempo dura o tratamento da depressão?

Estamos falando sobre uma doença que pode afetar diretamente a capacidade de manter hábitos saudáveis, socializar e trabalhar.

Desse modo, é muito natural que haja pressa em obter resultados ao buscar tratamentos para depressão, ainda mais quando ele é alternativo.

Nesse caso, como você viu, o CBD pode ser uma boa resposta, em virtude dos seus efeitos mais rápidos.

Por outro lado, os transtornos de humor são, de certa forma, difíceis de controlar, devido aos múltiplos fatores envolvidos.

Esse é o motivo pelo qual não se pode estipular um prazo de duração em tratamentos para depressão.

Em alguns casos, ela pode ser controlada em questão de poucos meses, enquanto, em outros, deve continuar por toda a vida.

Tudo vai depender das respostas do paciente e, claro, do que o médico entender que seja o melhor para a saúde e o bem-estar dele.

Como conseguir prescrição médica para começar o tratamento com canabidiol?

As pesquisas científicas a respeito do CBD, como vimos, são consistentes, embora não sejam conclusivas.

Sendo assim, uma parcela dos médicos ainda resiste à ideia de prescrevê-lo.

Como a Anvisa exige prescrição médica para permitir a compra de medicamentos à base de canabidiol, seja nacional, seja importado, o primeiro passo a ser dado para sua obtenção é encontrar um profissional que o receite.

Por isso, o portal Cannabis & Saúde disponibiliza uma relação atualizada de médicos prescritores de CBD, na qual os profissionais estão listados por especialidade.

Com a receita em mãos, você pode realizar a compra do canabidiol, como acontece com qualquer outro medicamento.

No entanto, a oferta em farmácias e drogarias brasileiras ainda é pequena, o que sugere que a importação é o caminho para ter acesso ao tratamento que precisa.

Você também pode contar com o serviço de concierge da CanTeraMed, que realiza todo o trabalho burocrático envolvido nesse processo.

Clique e veja como importar produtos à base de Cannabis medicinal no Brasil.

Conclusão

O que não faltam são opções de tratamentos para depressão, mas, em contrapartida, nem sempre eles surtem os efeitos esperados, como vimos neste conteúdo.

Nesse sentido, o CBD é, em muitos casos, o único medicamento que funciona de verdade, não só com rapidez como sem as reações adversas dos fármacos comuns.

Leia os conteúdos publicados no portal Cannabis & Saúde e fique por dentro dos avanços da medicina canabinoide.

Redação Cannabis & Saúde

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