“A Cannabis é o futuro da medicina”, diz o médico Renan Abdalla

Médico curitibano se formou na Bolívia, revalidou o diploma na Universidade Federal do Paraná e, em dois anos, já tratou com Cannabis mais de 600 pacientes com 50 patologias diferentes
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Desde o início, a trajetória do médico Renan Abdalla não é muito tradicional. A começar pela formação concluída em 2017, na Universidade del Valle, na Bolívia. Foram seis anos de curso, sendo parte morando em um vilarejo rural. “Um lugarzinho de nem 2 mil habitantes. Pessoas que, às vezes, nem usavam dinheiro. A Bolívia me trouxe muita humildade, onde é muito forte o uso de medicamentos naturais”, lembra.

No retorno ao Brasil, já sabia bem qual caminho seguir. Assim que revalidou o diploma na Universidade Federal do Paraná, no início de 2019, e adquiriu direito de praticar medicina no Brasil, deu início ao que se tornou sua especialização: o sistema endocanabinoide. “A primeira carimbada que eu dei foi receitando óleo de Cannabis para o meu tio, que sofria com dores crônicas”, conta.

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Uma rede de pacientes

Dois anos depois, acaba de superar a marca de 600 pacientes tratados, com mais de 50 patologias diferentes. “Eu atendo muita criança com epilepsia, paralisia cerebral, autismo, doença genética, adultos com ansiedade, depressão, enxaqueca. Distúrbios psiquiátricos em geral, esquizofrenia. Dor crônica, neuropática, paciente pós AVC, Alzheimer, Parkinson, pós-trauma com sequela cerebral”, conta.

“Eu tenho diariamente um feedback positivo. O que eu vejo na Cannabis, que é muito incrível, é o poder que ela tem de desmamar de remédio, o que acaba reduzindo muito os danos. a desintoxicação química é muito importante”, defende Abdalla. “Esses medicamentos causam um dano muito grande para o paciente. “Ele tem uma despersonalização muito grande. Muda o que é, a personalidade dele, depois do uso dessas substâncias.”

O papel do THC no tratamento

O dano citado por ele é muito maior do que qualquer efeito da Cannabis medicinal. Mesmo o tão discriminado THC. “Quando começa a entender da Cannabis, da planta, do sistema endocanabinoide, e do lobby farmacêutico, a gente percebe que o CBD isolado é mais uma questão mercadológica. Eles adoram inventar essas coisas”, afirma. 

“A planta tá ali, com seus mais de 500 compostos naturais, mais de 150 fitocanabinoides, e a indústria vai lá e pega um composto do 500, e faz um medicamento”, continua o médico. “Na prática clínica a gente vê que o CBD isolado tem muito menos efeito. Tem que usar uma dosagem mais alta e, mesmo assim, o efeito é muito menor que o extrato completo da planta.”

Esses compostos atuam em conjunto dentro do organismo, criando o chamado efeito comitiva. “Eu canso de trocar pacientes que usam cbd isolado de neurologista, e vem até mim, a gente troca por full spectrum, e o paciente tem uma melhora substancial.”

Além do fato de que, segundo a experiência do médico, algumas patologias respondem melhor ao medicamento com alto teor de THC. “No começo, dois anos atrás, eu tinha muito medo do THC. Hoje não tenho medo”, garante Abdalla. “A gente começa com mais cautela, entendendo melhor o sistema do paciente. Tem casos que sei que vai se beneficiar do THC, mas em um primeiro momento não posso colocar muito. Se está ansioso, depressivo, esse THC pode bagunçar os pensamentos e deixar ele mais ansioso. Hoje eu tento entender o paciente como um todo.”

Aulas para prescrever Cannabis

Além do trabalho dentro dos consultórios, Renan Abdalla busca passar o conhecimento sobre a Cannabis medicinal para outros de seus colegas de profissão. Além de cursos particulares, se prepara para lançar vídeos sobre o assunto nas redes sociais. 

“Se o médico não prescreve Cannabis, e no futuro vai ser mais, esse paciente fica muito desconfortável em seu consultório”, garante. “ Ele está pesquisando, vendo relatos. Se o médico fala que não tem estudos, é mentira. Ele realmente tem que entender o sistema endocanabinoide.”

Renan conclui: “Espero do fundo do meu coração que a Cannabis seja ensinada na faculdade. Que os médicos aprendam. Que a gente trate a medicina como algo integrativo. Algo completo. Não só isso de um medicamento para um único sintoma. A Cannabis é o futuro da medicina.”

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