Depois de mais de três anos convivendo com dores intensas e limitações no braço direito, a paciente Valquíria Lacerda encontrou na Cannabis medicinal uma alternativa eficaz para tratar sua epicondilite bilateral – um quadro caracterizado por inflamação ou sobrecarga dos tendões localizados na região do cotovelo.
Atualmente, o acompanhamento está sendo realizado pelo médico Vinicius Mesquita, que tem uma ampla experiência na prescrição terapêutica da Cannabis.
A epicondilite — essa inflamação nos tendões que ligam os músculos do antebraço ao cotovelo — comprometia movimentos simples do cotidiano de Valquíria. “Eu sentia dor ao levantar uma sacola mais pesada e, às vezes, até mesmo a bolsa do dia a dia”, relata. A dor irradiava do cotovelo para todo o antebraço, persistindo inclusive em momentos de repouso.
Tentativas frustradas com tratamentos convencionais
Antes de recorrer à Cannabis medicinal, Valquíria passou por uma extensa jornada terapêutica. Realizou consultas com ortopedistas, fez uso de anti-inflamatórios, participou de mais de quarenta sessões de fisioterapia, submeteu-se a infiltrações com corticoides, terapia por ondas de choque (ortotripsia), acupuntura e pilates. Apesar da diversidade de abordagens, nenhuma trouxe o alívio esperado.
“Não tive efeitos colaterais com as medicações convencionais, mas também não tive melhora significativa”, explica.
A decisão de tentar a Cannabis veio após indicação de uma amiga e diante da frustração com os resultados anteriores. “Comecei meio descrente, como último recurso, sem confiança de que daria resultado”, afirma.
Resultados progressivos e retomada da rotina
Apesar de certa reticência inicial, dois meses após o início do tratamento, Valquíria começou a perceber mudanças concretas. A dor no cotovelo e no antebraço diminuiu gradualmente, permitindo que retomasse movimentos antes impossíveis. “Foi quase imperceptível no começo, mas aos poucos consegui voltar a levantar pesos e realizar tarefas do dia a dia sem sofrimento.”
Atualmente, ela utiliza o óleo CBD 300 / THC 300, na dosagem de seis gotas diárias, sob acompanhamento do Dr Vinicius de Mesquita. Além do uso do medicamento, mantém rotina de musculação e alongamentos específicos para os braços, para fortalecer a região afetada.
Um episódio marcou especialmente sua trajetória no tratamento. “Teve um dia em que percebi, de repente, que não estava mais sentindo dor no braço — algo que antes acontecia até em repouso. Ao pegar peso ou apalpar a lateral do cotovelo, a dor tinha diminuído bastante. Foi uma surpresa muito positiva.”
Qualidade de vida restaurada
Antes da Cannabis medicinal, atividades simples como usar o mouse do computador com a mão direita, apertar o punho com força ou executar determinados exercícios na academia eram limitadas pela dor constante. Hoje, segundo ela, a qualidade de vida é “bem melhor”.
A experiência também transformou sua percepção sobre o tratamento. “Quando se fala em Cannabis, algumas pessoas ainda fazem piadinhas, como se fosse para ‘ficar doidão’. Existe preconceito”, comenta.
Para Valquíria, o estigma pode ser quebrado com informação e relatos reais. “Eu sempre conto a minha experiência para conhecidos que também sofrem com dores ortopédicas. A divulgação de casos concretos e dos benefícios do medicamento ajuda a mudar essa visão.”
A história de Valquíria reforça a relevância cada vez maior do debate sobre o uso terapêutico da Cannabis no Brasil e evidencia como, para alguns pacientes, ela pode representar uma alternativa quando outras abordagens não apresentam resultados satisfatórios.
Importante!
No caso de Valquíria Lacerda, o uso da Cannabis medicinal integra um protocolo terapêutico individualizado, realizado com acompanhamento médico
Em quadros de dor crônica e condições ortopédicas, a Cannabis medicinal não substitui necessariamente abordagens convencionais, podendo atuar como alternativa ou terapia complementar, sempre a partir de avaliação médica individualizada.
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