Congresso Brasileiro da Dor tem foco em terapias com canabinoides

Maior evento sobre o tema no país contou com 10h de programação sobre a Cannabis medicinal, com cerca de 20 profissionais de saúde
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Entre os dias 4 e 7 de setembro, a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (Sbed) promoveu o 15º Congresso Brasileiro da Dor (CBDor), o maior evento sobre o tema no país, com 30 anos de tradição. Ele congrega, não só médicos, mas diversos profissionais de saúde envolvidos com o tema. Nesta edição, totalmente online em função da pandemia, a medicina canabinoide teve grande destaque, com mais de 10h de programação formada por 19 palestrantes.

Entre os cientistas, estavam nomes como Ailane Araújo, Eliane Nunes, Carolina Nocetti, Fabrício Pamplona, Patrícia Montagner, Pedro Pierro, Virgínia Carvalho, Wellington Briques e Wilsson Lessa. 

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“Um grupo bastante seleto informando aos demais colegas as novidades em relação aos canabinoides no Brasil. É sempre bom ver essas atividades em congressos de ponta, como esse”, destacou o farmacologista de canabinoides Dr. Fabrício Pamplona.

“Eu entrei com a parte do sistema endocanabinoide e os testes genéticos, sobre como a farmacogenética pode fazer um tratamento da dor otimizando o medicamento e evitando efeitos adversos. Grande parte dos tratamentos com dor exigem o uso do THC, o que ainda é um tabu no meio médico, pois com o THC há chance de efeitos adversos”, ponderou o cientista. 

O ortopedista Dr. Ricardo Ferreira, pioneiro na pesquisa e prescrição de Cannabis no Brasil, participou pela 3ª vez do CBDor falando sobre as possibilidades terapêuticas da espécie. Ele destaca que, neste ano, o tema tomou maiores proporções:

“Reflete o momento que a gente está passando, com um grande aumento da prescrição e da procura por médicos e pacientes por uma alternativa no controle da dor. Foi um evento muito importante e surpreendentemente bem recebido, com mais de 300 pessoas simultâneas assistindo”.

Ferreira abordou a Cannabis no esporte, desde a questão do controle da dor, “mas também na recuperação pós-treino, tanto para diminuir as lesões e a fadiga, mas também da qualidade de vida do atleta pós-competição, depois dos 40 anos, quando já saiu do seu período de alta performance”.

Já a médica Dra. Carolina Nocetti, coordenadora internacional da American Academy of Cannabinoid Medicine, abordou a associação entre CBD e THC. Ela destacou que as opções terapêuticas são difíceis para manejo da dor, mas que a medicina já conta com uma opção terapêutica, “inclusive com evidências conclusivas”. 

“O CBDor foi de extremo impacto com esse destaque para o uso dos canabinoides como terapia adjunta no controle da dor. É essencial que profissionais de saúde tenham acesso sobre os potenciais terapêuticos da Cannabis, não só na dor, mas também em questões relacionadas à insônia, ansiedade, distúrbios do humor. Tudo isso impacta positivamente na qualidade de vida dos pacientes”.

Confira as lives do portal Cannabis & Saúde

Se você busca mais informações sobre tratamentos com canabinoides no controle da dor, confira as lives do portal Cannabis & Saúde no YouTube.

Em junho, falamos sobre dor crônica tratada com Cannabis Medicinal com a Dra. Wanderli Soares Ramos, médica anestesiologista.

Confira também nosso 3º Episódio da Edição Especial sobre CBD NO ESPORTE – O uso da Cannabis para reduzir a inflamação e aliviar a dor de atletas.

Nós conversamos com o ortopesista Dr. Ricardo Ferreira. O médico foi um dos palestrantes do CBDor e esteve conosco em agosto!

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