Como o canabidiol auxilia pacientes com fobia social por Dra. Christina Funatsu Coelho

Christina Funatsu Coelho

Sente que apresentar-se publicamente é a morte anunciada? Evita reuniões e  encontros a  ponto de se prejudicar? O  jovem JFM,  sob a capa de uma timidez e estilo de vida, não se compõe no meio social, laboral e acadêmico,  paralisando-se. O sofrimento e  desgaste para participar de situações essenciais  é recorrente, crescente e marcantemente extenuante. Apesar de ser uma pessoa criativa e atualizada, percebe que perde oportunidades e relacionamentos por sua gigantesca inexpressividade inter-pessoal.  Embora tenha a consciência desse irracional bloqueio social e medo agigantado do (pré) julgamento, paradoxalmente, sente-se não requisitado e segregado. O mal estar agrava-se nas situações inesperadas e desafiadoras. Brotam o suor frio, as sensações de desfalecimento, a taquicardia e o mal estar gastrointestinal emergencial,  reforçando a memória fóbica.

Essa insegurança  marcantemente prejudicial e  infundada é um dos vários tipos de fobia relacionadas ao transtorno de ansiedade, desequilíbrio comportamental classificado como fobia social,  merecedora de avaliação e correção.

O tratamento abrange a terapia de auto-conhecimento em busca de soluções pró-ativas, efetivas e de memorização de estratégias que permitam a agregação e reserva de experiências construtivas, muito embora a essa proposta, por si somente, possa representar uma  circunstância  fóbica.

As medicações, então, impulsionam a ruptura do ciclo anormal. O canabidiol, um dos importantes componentes da Cannabis sativa, é um excelente aliado com comprovada ação  terapêutica. Ao simular elementos que o nosso organismo naturalmente produz, auxilia no equilíbrio físico de forma não agressiva e uniforme.

Um importante estudo na Revista Brasileira de Psiquiatria, Schier e colaboradores em 2012, referem  que o canabidiol, é comparável a vários medicamentos de ação ansiolítica, com a superioridade na segurança, efeitos adversos,  toxicidade e tolerabilidade. Evoluindo nas pesquisas,  observa-se que as doses variam com a sensibilidade e integridade do sistema de cada indivíduo, natureza da doença e, nesse caso, de acordo com o tipo de ansiedade (transtornos do pânico, obsessivo-compulsivo, pós-traumático), mas curiosamente doses demasiadamente elevadas não demonstram maior efetividade.

Contudo,  atenção! A comparação com o uso recreativo é fato impossível.  Para os fins terapêuticos é preciso a seleção  da linhagem legalizada da  planta que apresenta a concentração dos canabinóides próxima da desejada para os fins terapêuticos  bem como  das  condições controladas e autorizadas de plantio. Os componentes canabinóides são selecionados e quantificados por equipamentos  e técnicas laboratoriais  especializadas  e acompanhadas da  comprovação da exclusão da contaminação por agentes microbiológicos e componentes tóxicos.

A Dra. Christina Funatsu Coelho, médica neurologista, mestre e doutora em neurociências, é colunista do Portal Cannabis & Saúde. Para agendar uma consulta com a Dra. Christina clique aqui.

Para saber mais sobre tratamentos com Cannabis medicinal para ansiedade clique aqui.

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