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“Foi como a realização de um sonho”, diz mãe sobre o tratamento com Cannabis

Diagnosticado com autismo, Pietro, de 8 anos, sofria as consequências do tratamento convencional, até que começou a usar a Cannabis.

Desde os primeiros meses de vida, a enfermeira Franciele Estevam percebeu que havia algo diferente com seu filho, Pietro. “Desde o início a gente percebia que ele chorava muito, ficava muito irritado”, lembra. “Quando ele fez um ano, a gente foi atrás, três meses depois conseguimos fechar o diagnóstico de autismo.”

Desde então, o menino começou a passar por uma série de terapias. Fono, psicólogo, natação, mas nada adiantava muito. “Sempre foi uma criança muito irritada. Bravo, nervoso. Qualquer coisa, chorava, batia e acabava não rendendo muito nas terapias”, conta. “Se falassem não para ele, já chorava, gritava, e não fazia mais nada.”

Tratamentos convencionais

Para controlar a irritação, aos dois anos, a neurologista prescreveu risperidona, um medicamento indicado para esquizofrenia e tratamento de outros distúrbios psicóticos.

“Deu uma acalmada no início, mas depois ele continuou a ficar irritado e teve o efeito colateral”, afirma Fran. “Começou a ter o aumento do peso. Ele era uma criança com peso normal e com quatro anos já tinha engordado 15 quilos.”

Pietro não parava de ganhar peso, enquanto a irritação seguia presente. Preocupada, a mãe buscou novamente a neurologista, que prescreveu fluoxetina.

“Os medicamentos alopáticos, no início fazem um efeito legal, mas conforme o organismo vai se acostumando, o efeito vai diminuindo e tem que aumentar a dose. Eu não estava feliz com isso. vi que tava fazendo mal. Não comia muito, mas não parava de aumentar o peso. 50 quilos com sete anos.”

Autismo e Cannabis medicinal

Sem saber direito o que fazer, Franciele comentou sobre sua situação com um colega no pronto socorro em que trabalhava. “Foi quando conheci o dr. Renan”, disse, se referindo a Renan Abdalla, clínico geral. “Eu não sabia que ele era prescritor. Eu comentei e disse da Cannabis.”

“Eu falei: “mas será?” Já tinha lido algumas coisas, mas achava que era inacessível pelo valor”, continuou. “Nunca tive preconceito, até por ser da área da saúde, a gente tem que estar com a cabeça aberta para tudo. Para minha família sempre foi tabu. Mas eu e meu marido, tudo que a gente via que era benefício, queria tentar. Dos estudos que a gente fazia, a gente via que o canabidiol era bom para o autismo. Acalmava, melhorava a irritabilidade, o foco, a tensão. Foi aí que conversei com o dr. Renan e ele falou: vamos!”

Desmame de medicamentos

Franciele queria livrar seu filho dos medicamentos alopáticos, já cansada de assisti-lo sofrer com os efeitos colaterais. Mas não foi fácil. “Juro que no começo a gente achou que não ia dar certo. Eu pensei em desistir.  A fase do desmame do medicamento é muito difícil, Ele causa dependência e, quando tirava um pouquinho, irritava, e a gente aumentava o óleo.”

A insistência deu resultado e cinco meses após o início do tratamento, Pietro já estava sendo tratado unicamente com a Cannabis medicinal. E não foram só a redução dos efeitos colaterais os benefícios observados. “Muita coisa mudou.”

Uma nova vida com Cannabis

“Conseguiu perder um pouco de peso. Não perdeu muito, pois já eram cinco anos usando a risperidona”, listou Fran. “Melhorou a irritabilidade. Hoje consigo chamar a atenção dele, falar que não pode, e ele fica tranquilo. Acontece de ele ficar agressivo, mas é esporádico. Não é igual antes, que era várias vezes no dia.”

Pietro, que não tinha noites agitadas, passou a dormir melhor. Sua fala, limitada à palavras esparsas, evoluiu. O desempenho também melhorou nas terapias. Os relatórios específicos, que antes eram todos negativos, devido à agressividade, passaram a trazer melhores notícias. “Mês passado, peguei os papéis, tudo positivo. Está indo bem, evoluindo, aceitando o tratamento. Foi muita melhora para ele.”

Com cerca de um ano e meio de tratamento com Cannabis, a realidade de toda a família se transformou. “Para mim, como mãe, é muito gratificante. Vai fazer quase 8 anos que estamos neste caminho, e receber só coisas positivas, que ele está evoluindo bem, para a gente é um sonho realizado.”

Cannabis gratuita

Recentemente, Franciele recebeu outra boa notícia. Ela ganhou na justiça o direito de ter o tratamento do autismo de seu filho com a Cannabis medicinal totalmente custeado pelo plano de saúde. “Chegou óleo para 6 meses de tratamento. Agora a gente tá tranquilo, tudo encaminhado. Uma grande mudança de vida.”

Franciele agora tenta convencer a outras mães que, como ela, lutam para conseguir um tratamento para a condição de seus filhos. “Todas as família, quem tem preconceito, minha mensagem é para pensar no bem-estar do filho”, aconselha.

“Os medicamentos alopáticos que a gente dá, fazem muito mal para eles. A Cannabis é um medicamento natural, que só traz benefício.”

Felipe Floresti

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