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“Sem a Cannabis não tem uma medicina futurista”, diz especialista em dor

Focado na saúde integral do paciente, médico André Castanhede encontrou na Cannabis uma poderosa ferramenta

A trajetória do médico André Castanhede começou a mudar ainda no mestrado, quase vinte anos atrás. Durante a especialização em Motricidade Humana, seu orientador, que havia acabado de retornar da Rússia, lhe apresentou uma novidade: uma metodologia que por meio das impressões digitais é possível determinar quais são as potencialidades físicas do organismo.

“Imagina, na mão, você poder estruturar um treinamento específico para a pessoa, ou determinar que tipo o esporte pode ser mais efetivo”, lembra. “Saber esse tipo de coisa cria condição para desenvolver um diferente tipo de raciocínio. Ao ver que existe um universo diferente, começa a desenvolver um lado mais crítico.”

Críticas à medicina

Castanhede percebeu que o conhecimento não corria livre. “A medicina é baseada em evidências, mas quem leva informação ao médico, em 90% dos casos, é o representante da farmacêutica”, afirma. “Na época em que prescrevia anti-inflamatório, era cercado por laboratórios, e você acaba prescrevendo de alguma forma.”

Sua crítica se estendeu também ao ensino da medicina. “Hoje, quem ensina nas faculdades de medicina? São todos especialistas. O cara é da urologia, tem informação disso e mais nada. Não fazem medicina sistêmica.”

Foco em dor

Com foco no tratamento da dor, o médico decidiu que tinha que partir em sua própria busca por conhecimento. Passou a acumular ferramentas em seu arsenal de terapias, que vão dos homeopáticos à medicina ortomolecular e bioeletrônica. “Muitas coisas que eu fazia antigamente, hoje eu faço diferente, até porque o tempo vai nos ensinando coisas práticas bem justificadas pela ciência.”

Hoje, encontra na naturopatia uma melhor definição para sua prática médica. “Há muito tempo eu não uso medicação controlada”, diz o médico. “Eu simplesmente estimulo o próprio paciente no processo de autocura. O próprio organismo tem os mecanismos bioquímicos e biofísicos de defesa.”

Algo que só é possível se o paciente fizer sua parte. “Eu não trato cliente. O cliente tem sempre razão e aqui não é assim”, garante. “Não é simplesmente sentar na frente do médico e entender que o médico vai resolver o problema dele com um remédio ou seja qual ferramenta. Precisa entender que tem que participar do tratamento. A hora que o paciente participa, dificilmente não encontra cura”

Médico prescritor de Cannabis

É nesse contexto que entra a Cannabis medicinal. Com especialização também  em medicina do esporte, há cerca de dez anos que prescreve CBD, mas só para quem tinha acesso à medicação. Ou seja, seus pacientes que viviam no exterior. Há três anos, com o avanço da legislação brasileira, seus pacientes mais próximos também podem se beneficiar do tratamento.

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“Cada paciente que trato, vejo que a associação da Cannabis com outro tipo de terapia, o resultado é muito bom. Na área da dor, toda medicação que se encontra hoje no mercado liberam radicais livre”, exemplifica. “O CBD e o tratamento com campo elétrico são as duas únicas formas de tratar que conheço hoje que consegue eliminar também os radicais livres, não só o processo inflamatório.”

O futuro do CBD

Para Castanhede, o canabidiol veio para ficar. “Hoje, se você não não tiver essa linha de entender esse processo, seja qual for sua especialidade, você não tem como desenvolver hoje uma medicina futurista.”

No entanto, acredita que, para que possa ser utilizado em todo seu potencial, ainda resta uma longa caminhada. “Minha base de entendimento sobre prescrição de substâncias é que depende de como o médico vai prescrever para atuar no conjunto do paciente.”

A preocupação com o ser humano que está em tratamento deve ser maior que a simples atenção ao sintoma e a prescrição de um medicamento, seja Cannabis ou qual for. “A Cannabis tem que sair do processo sintoma doença. Colocar o paciente na frente, para mim,  é o futuro do pensamento correto.”

“O paciente tem uma história e, às vezes, dentro da história tem um ponto-gatilho que nunca foi abordado. Como é que você vai tratar uma pessoa que não conhece? Ai fica como ir ao McDonald’s e comprar um sanduíche que é igual entre tantos sanduíches de tantos McDonald’s.”

Felipe Floresti

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